A mamãe

Sou mamãe adotante, mamãe solteira, mamãe que trabalha fora e mamãe 24 horas por dia, todos os dias.

Conheci meus filhos quando eles tinham 1 ano e 3 meses e não consigo imaginar minha vida sem eles. Mas sinto falta da liberdade de ir e vir, de sair para jantar fora, de fazer viagens longas.

Sou neurótica por alimentação saudável e não deixo meus filhos comerem balas, pirulitos e chicletes de jeito nenhum. Nem refrigerante. Nem salgadinhos de pacote. Não na minha frente, pelo menos.

Odeio televisão. Em casa, temos apenas um aparelho e a Apple TV. Não temos TV a cabo nem TV aberta por aqui.

Não sou nada caseira, gosto de sair. Meu maior desafio hoje é conseguir sair com os dois para passear sem enlouquecer, porque não é mole sair com duas crianças pequenas sozinha.

Amo viajar. Estou louca para estreiar o passaporte dos dois.

Resisti muito em ter uma babá, achava a coisa mais desnecessária do mundo. Hoje tenho uma pessoa ótima que os recebe em casa da escola todos os dias e uma folguista que me dá uma força em ocasiões especiais. Adoro as duas e só me arrependo por não ter dado o braço a torcer antes.

Faço questão de ser presente. Levo em todas as consultas médicas, vou em todas as reuniões da escola, acompanho de perto e com atenção tudo o que acontece com eles. Gosto de fazer as coisas do dia-a-dia: colocar pra dormir, acordar, dar banho, cortar unhas, arrumar as mochilas para a escola.

Ainda estou aprendendo a lidar com birras e a dar broncas eficientes, mas acho educar uma das coisas mais fascinantes do mundo.

Ainda não aprendi a arrumar o cabelo cacheado da minha filha.

Tô tentando ser a segunda melhor mãe do mundo. A primeira é minha mãe, não dá pra competir.

3 pensamentos sobre “A mamãe

  1. Gabriela disse:

    Olá Mamãe adotante! Como vai?
    Tenho acompanhado seu blog há alguns meses (confesso que ainda não consegui ler tudo) e tenho achado muito interessante.
    Iniciei a leitura com o intuito de ler experiências de familias adotantes.
    Tenho endometriose profunda, e, segundo a medicina, dificilmente poderei engravidar naturalmente. Meu marido, sonha em adotar. Eu ainda não sei… algumas dúvidas ainda martelam na minha mente. Meu coração é enorme e tem muito amor pra dar. Então, fica aquela luta constante entre razão e emoção.
    Bom, só estou escrevendo para dizer que aquilo que você escreve tem aberto minha mente, assim como meu coração.
    Abraços!
    Gabriela

    • Regina disse:

      Oi Gabriela! Também acompanho este blog, porque alivia meus anseios e me proporciona bastante esperança. Como você, sinto o coração cheio de amor para dar. Sinceramente, acho que esta é a primeira grande condição. Participar das reuniões do GAA (Grupo de Apoio a Adoção) me ajudou muito a refletir sobre a adoção como pretendente. Já participei das três reuniões obrigatórias, minha habilitação está quase saindo, mas pretendo continuar indo aos encontros, porque acredito que os depoimentos e as histórias que os grupos compartilham ajudam, usando a sua expressão, a “abrir a mente”. Sorte para você. Abraço, Regina Fernandes.

  2. Márcia Cordeiro disse:

    Oi Ruri!
    Descobri teu blog esse ano e adoro teus posts… Pensamos igual em muitos aspectos…
    Eu e meu marido já demos entrada no processo de adoção e aguardamos o curso de adotantes que será mês que vem!
    Obrigada por compartilhar seus momentosem família conosco, principalmente as delícias e tb as dificuldades de toda mãe de primeira viagem! No seu caso, duas viagens! Rs
    Bjão

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