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Eu não saio do banheiro

Desfraldar não foi tão traumático assim e é melhor levar criança no banheiro que trocar fraldas. Tô feliz por estar há semanas sem ver um cocô na fralda, daqueles amassados e espalhados por todo lado, que nos fazem ter vontade de embrulhar a criança junto com a fralda suja e jogar fora.

Logo que soube que eu seria mamãe de menina, uma amiga que também ocupa esse posto me disse assim: “toma muito cuidado para não deixar nenhum cocô encostar na periquita, porque pode virar uma infecção”. Como se eu tivesse opção de não deixar o cocô encostar lá e como se a própria fralda não se encarregasse disso.

Enfim.

Acontece agora que passo boa parte do meu tempo no banheiro. Acho que entro no banheiro, em média, a cada três minutos. Porque funciona assim: eles me pedem várias vezes para ir ao banheiro, mas quando sentam no vaso, desistem. Quando um pede, o outro pede também. Eles fazem cocô a prestações; cada vontade de fazer cocô significa umas três idas ao banheiro, porque ninguém tem paciência de esperar fazer tudo de uma vez. Vezes dois, né? E ninguém aprendeu a deixar a bexiga encher antes de esvaziar, então por aqui tem uma infinidade imensa de mini-xixis durante o dia.

E o mais bizarro é que, com gêmeos de dois anos e tralalá ocupando toda minha atenção, eu mesma não tenho tempo de fazer tanto xixi ou cocô como eu gostaria. Dureza, viu?

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Desfraldamos, já que não tinha outro jeito

Eu fiquei orgulhosa de mim mesma quando liguei para a escola para dizer: “da próxima segunda não passa! o que tenho que fazer até lá?”. Tá calor, estão mocinhos, eu precisava perder a vergonha na cara e não tinha mais desculpas para fugir do desfralde. Respirei fundo, tirei o tapete da sala e lá fui eu fazer do rodo e do pano de chão meus melhores amigos.

Passamos pela fase do xixi na roupa, no chão e nos brinquedos. Passamos pela fase do choro desesperado porque não-quero-sentar-no-vasoooooooooooooooooo. Passamos pela fase de perguntar a cada três minutos se quer fazer xixi ou cocô (mentira, ainda estamos nela). Passamos pela fase de cocô na cueca e na calcinha. Pausa. Abre parênteses:

Eu tenho mania de sustentabilidade, consumo responsável, salvar a natureza. Reciclo o lixo, economizo água e nuncajamaisemhipótesealguma pego sacolinhas de supermercado. Quando os brigadeirinhos chegaram, pesquisei opções de fraldas de pano porque achava um absurdo esse coisa horrenda de usar fraldas descartáveis. Mas ser mãe de gêmeos toma tanto tempo que essa item está esquecido na lista de thudus há um ano e pouco. AINDA BEM! Depois de ter que lavar cueca e calcinha sujas de cocô, eu entendi a doidera que seria minha vida se eu tivesse que lavar fraldas sujas todosantodia. Porque roupa suja de cocô não é uma coisa que você joga na máquina e espalha cocô pra todo lado. Roupa suja de cocô tem que ser lavada no tanque, com nossas próprias mãos. Não é legal. Eu tava completamente louca, gente. Maternidade faz essas coisas com a gente. Fecha parênteses.

No último sábado eu saí de casa com a cara, a coragem, dois bebês sem fralda, um monte de trocas de roupas, tudo isso dentro do meu carro. E foi um sucesso. Eles foram, ficaram e voltaram da festinha sem NENHUM acidente.

Estão sem fraldas, comem sozinhos, vão se deitar sozinhos em suas caminhas, falam tudo. Dois mocinhos lindos. Só falta a mamãe conseguir parar de chamá-los de bebês.

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Trancados

Eu sei que existem vários cursos para mamães por aí, que ensinam coisas importantes para os cuidados de um recém-nascido: trocar fraldas, dar banho, amamentar e tal. Eu adotei meus bebês com mais de um ano, pulei essa parte toda e mergulhei na maternidade sem nenhuma graduação.

Aí eu me pergunto se deveria ter procurado algum curso de orientação para mamães desavisadas. Porque, viu, é uma coisa atrás da outra nessa casa e ninguém me previne que essas coisas podem acontecer. Alô, amigas e amigos com filhos, cadê as dicas, gente? Se alguém tivesse me ensinado o básico, eu não teria ficado molhada de xixi na balada, por exemplo. Nem teria deixado os dois se trancarem no banheiro.

Ah, tá bom, todo mundo sabia que isso poderia acontecer e ninguém me avisou? Meus banheiros podem ser trancados por dentro, porque em geral ninguém gosta de ser visto fazendo xixi ou cocô, né? Tem coisa mais normal que essa? E meus filhos não vieram com um manual de instruções avisando que com dois anos e sete meses a criança adquire a habilidade de trancar portas. Só de trancar, porque obviamente não aprenderam a destrancar e ficaram berrando que nem dois doidinhos lá dentro.

Então eu quis ser legal e avisar aos amigos e amigas que estão planejando filhos: se vocês não tomarem cuidado, eles vão se trancar em algum cômodo um dia. Tomem cuidado.

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Acuma?

Eu tava lá em paz, sentada no chão do banheiro, segurando minha filha nua no vaso sanitário, aguardando pacientemente o xixizinho antes do banho. Aí vem o monstrinho e aponta:

– Mamãe, essa é a teta da Ruth?

Acuma? (olhos arregalados) Xinguei todos os antepassados da pessoa que ensinou essa palavra para meu bebê. Sorry, tá, sem ofensas, mas não gostei. Nada contra, mas existem palavras mais bonitinhas para um bebê falar, vai? Respirei fundo e respondi bem calmamente.

– Não, filho. Esse é o peito da Ruth.

Cinco segundos de silêncio.

– Mamãe? Eu posso mexer no peito da Ruth?

Dois. Anos.

Socorro?

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Banheiros públicos

Parece nome de filme brasileiro, né? Mas é só a cabeça louca de uma mamãe aqui pensando comuéquifáis depois do desfralde. Eu já sei que desfralde é aquele período em que terei que perguntar 200 milhões de vezes para cada um se tá com vontade de fazer xixi e/ ou cocô, que vou ter que lidar com xixi no chão e cocô na cueca/ calcinha e que vou passar horas sentadas segurando bebê sentado no vaso sanitário para fazer xixi e/ ou cocô. Já sei, já tô preparada, vemnimim desfralde!

Mas, e depois, gente? Me conta? Me explica qual é o processo detalhado, para eu já comprar todo os apetrechos necessários para a operação Banheiros Públicos?

Tô pensando em ter um borrifador de álcool (desinfetante talvez?) na bolsa para limpar o vaso sanitário de restaurantes e shoppings, posso? Será que compro perfex e escovinha também? Cabe tudo isso na bolsa? Aí tô também pensando em comprar aqueles protetores de papel para vaso sanitário, será que vende? Existe algum produto que desinfete a criança após contato com banheiros públicos? Alguém já teve a experiência de colocar vários pedacinhos de papel higiênico, organizadamente lado a lado para forrar toda a tampa do vaso, e quando foi colocar a criança sentada derrubou tudo? Eu tenho sobrinha e irmã mais nova e já fiz isso várias vezes. É falta de experiência? Será que agora que sou mãe vai me aparecer um instinto sobrenaturalmaterno de conseguir sentar a criança no vaso em cima de pedaços de papel higiênico sem derrubar tudo? Como garante que elas não mexam em nada? Que não apoiem as mãos na tampa do vaso para não caírem lá dentro, principalmente? Ponho luvas descartáveis neles? Como eu faço, gente?

E a pergunta mais importante, especialmente para as mamães com mais de um filho: como é que eu faço para me concentrar em toda essa operação de guerra que deve ser levar um filho para fazer xixi e/ ou cocô em banheiro público se tenho que ficar de olho na outra criança? A outra criança consegue não mexer em nada? Pode amarrar na torneira da pia para não fugir de mim enquanto eu lido com papéis que não param no lugar?

Alguém me dá o passo-a-passo, por favor?

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