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A bebezinha de dois amigos meus

Eu estava no trabalho e no meio da tarde recebi uma mensagem de um amigão, que também ficou na fila pouquíssimo tempo, para contar que eles receberam a ligação do fórum os chamando para conhecer uma criança. Pulei da cadeira, e saí correndo para uma salinha para poder falar por telefone com ele. As perguntas para papais adotantes são totalmente diferentes. “Qual o sexo?”, “qual a idade?” e “já sabe o nome ” foi o que eu perguntei. Uma menina de 1 ano e 6 meses. Quase chorei.

No dia seguinte, eles foram ao fórum e fizeram a primeira visita para a bebezinha no abrigo e eu fiquei grudada no celular, esperando as mensagens dos dois. Fiz uma lista imensa de coisas que eles precisavam providenciar para a bebê e fiquei pulando de alegria com cada fotinho que eles mandavam. Hoje foi o dia de compras e eu também fui atrás de vários presentinhos para a sobrinha. Vem logo, bebezinha!

Receber a ligação do fórum foi uma das coisas mais emocionantes da minha vida e eu sabia bem como os dois estavam se sentindo. No dia que me ligaram, eu também estava trabalhando e não consegui mais me concentrar. Receber a ligação é uma alegria tão grande, misturada com um pânico tão grande quanto, pelo susto e por não ter enxoval. É indescritível. E foi uma delícia acompanhar de perto tudo o que eles estão sentindo, e ficar lembrando que há exatamente um ano nós estávamos passando pela mesma emoção.

É claro que eu fico muito feliz quando alguém me conta que está grávido(a). Mas o amor que eu senti pelos dois e por essa mocinha quando recebi a notícia foi muito intenso. Adotar é bom demais. É a coisa mais linda que já fiz na minha vida. Hoje não tenho dúvida nenhuma que foi o melhor jeito do mundo para virar mamãe.

Bem vinda, bebezinha! Você já tem os melhores papais do mundo!

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Primeira visita da assistente social

Hoje à tarde recebemos a visita da assistente social em casa. Ela ligou para agendar há uns 3 dias e pediu para todos estarem aqui no horário combinado. Durou uns 20 minutos. Perguntou sobre a rotina deles aqui em casa, o que estão comendo e como está a saúde dos dois. Pediu para ver o quartinho dos dois, o banheiro e notou as pequenas alterações que fizemos em casa (colocamos telas de proteção nas janelas e um portão para que eles não entrem na cozinha sozinhos). Perguntou também se estamos de licença maternidade/ paternidade, se tenho ajuda durante o dia para cuidar dos dois e como estamos organizando a nova vida.

Eu tirei a licença maternidade para cuidar da adaptação dos dois e infelizmente meu marido não pôde fazer o mesmo. Mas como optamos por fazer tudo sozinhos e olhar de perto tudo o que está acontecendo em nossa casa, não temos babá e não está nos nossos planos contratar uma. Nossa faxineira vem duas vezes por semana e pedimos para ela tentar vir um dia a mais. Além disso, combinamos com uma das vovós que os bebês passarão um dia por semana na casa dela, para mamãe poder fazer coisas sozinha. Tirando essas 5 horas que ficam sozinhos com a vovó, estou com eles o tempo todo, muitas vezes sozinha até o papai chegar do trabalho.

Virar papais de uma hora para outra não nos deu tempo para pensar em um monte de detalhes que fazem a casa “funcionar”. Nós não tínhamos ideia que bebês sujavam tanta roupa – são duas ou três roupinhas por dia, porque além de engatinharem para-lá-e-para-cá, às vezes derramam comida ou deixam escapar um xixi ou cocô. Se antes lavávamos roupas uma vez por semana, agora usamos a máquina umas três ou quatro vezes na semana, e geralmente temos mais roupa para lavar do que a capacidade dos nossos varais. Também ainda não acertamos a quantidade de compras de supermercado, porque temos que ter comida todos os dias, para nós quatro. Sempre falta alguma coisa e temos que sair correndo para buscar. No primeiro final de semana, meu marido cozinhou um monte de papinha e sopinha e não tínhamos potinhos suficientes para congelar tudo. E como não deu tempo de providenciar toda a “lista completa de enxoval para bebês”, todos os dias percebemos que eles precisam de algo, tipo termômetro para crianças (o convencional é uma tortura), alicate para cortar unhas e meias anti-derrapantes.

Apesar de estarmos achando tudo muito confuso, eles estão super bem. Estão sorridentes e brincando muito. Já conhecem bem os papais e a casa e entendem muitas coisas que falamos para eles: por exemplo, vêm sozinhos até a porta da cozinha quando chamamos para comer e sabem quando tomaram bronca por mexer em alguma coisa que não é de criança. Os dois estão dormindo super bem – das 20h às 7h e das 12h às 15h – e acordam de bom humor (sim, é quase ganhar na megasena). E, fora umas duas ou três birras para comer que nossa filha fez, estão se alimentando bem, comendo tudo que oferecemos e muito!

Além da visita da assistente social, teremos entrevista com a psicóloga em setembro e a avaliação final do estágio de convivência será feita em janeiro, para então recebermos a guarda definitiva dos nossos filhos!

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Como preparar dois enxovais em uma semana

Decidir que iríamos começar a aproximação significou querer que nossos brigadeirinhos viessem para casa o mais rápido possível. Então, no mesmo final de semana que começamos as visitas diárias, saímos correndo atrás de um monte de coisas para eles.

E sorte nossa que temos amigos e parentes tão queridos. Uma amiga nos deu dois berços que viram mini-camas, um carrinho e dois cadeirões. Decidimos que eles já começarão a dormir em mini-camas, com proteções laterais para não caírem no chão. Uma outra amiga nos deu outro carrinho e pedimos para um amigo que está chegando dos EUA uma trava que transforma dois carrinhos em carrinhos de gêmeos. Eu dei um Google em “carrinho de gêmeos” e achei um fórum de discussão onde mamães de gêmeos diziam que os carrinhos duplos não são práticos, porque muitas vezes não cabem no elevador e no porta-malas. Além disso, se tivermos dois carrinhos individuais, cada um pode empurrar um carrinho quando sairmos juntos. O único problema é que, aparentemente, não é fácil encontrar a tal da trava no Brasil.

Em dois dias, compramos as cadeirinhas para o carro, algumas roupinhas, fraldas, coisas para higiene deles, coisas de cozinha (pratos, talheres e copinhos) e o mesmo leite em pó que eles tomam no abrigo. Ganhamos um cercadinho, brinquedos, lençóis, toalhas, mais roupinhas. E durante a semana lembramos de outras coisas que com certeza iríamos precisar e demos vários pulinhos na Alo Bebê. Na correria, não conseguimos ter todas as coisas versão “menino” e versão “menina”: nossa filha vai usar babadores azuis e nosso filho vai dormir em lençóis cor-de-rosa. 🙂

Depois que eles chegarem sabemos que vamos perceber que falta um monte de coisas , mas decidimos não sair comprando enlouquecidamente sem ter certeza do que vamos precisar. Eles têm o básico para os primeiros dias e depois vamos nos organizando, os cinco juntos (nosso cachorro está incluso)!

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Gêmeos!

Nós estamos muito felizes e com a impressão de termos sido presenteados! Seremos papais de duas crianças, um menino e uma menina. Um casal de gêmeos!

Será amor e felicidade em dobro. Mas também estamos passando por alguns momentos de pequeno pânico: tudo o que sabíamos que teríamos que comprar e que custaria caro, agora vamos multiplicar por dois: dois berços, dois carrinhos, duas cadeirinhas de carro, dois cadeirões. E, se eu já estava com medo de ficar sozinha com um bebê e não fazer nada direito durante a licença maternidade, agora estou duas vezes com medo. Também concordamos em adiar por tempo indefinido os planos de uma gravidez biológica.

Por outro lado, tem as coisas lindas que nos fazem rir à toa: vamos comprar roupinhas e sapatinhos de menino e de menina. Faremos um quartinho bem colorido para o casal. Brincaremos de casinha e de boneca e jogaremos futebol.

Venham logo, bebês!

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