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Minha opinião sobre corrente de livros

Além de ser pirâmide. Além de ser furada. Além de divulgar o endereço das nossas crianças para desconhecidos.

Gente, por que vocês querem 36 livros? Por quê? São necessárias 36 noites para isso se vocês lerem todos os dias. E criança gosta de ler e reler os livros preferidos. Não há necessidade de ganhar 36 livros.

Gente, e a qualidade desses livros todos? Cansei de ganhar livros de presente que precisei doar. Não é maldade (nem minha nem das pessoas que presenteiam), às vezes os livros simplesmente não batem com os valores de nossas famílias. Eu, por exemplo, sou ateia e não leio histórias religiosas, sou vegana e não leio livro sobre zoológicos, sou chata e não gosto de histórias com violência de nenhum jeito (tipo um personagem matar o outro). Cada família tem seus valores e nem todos os livros são bons para todas as famílias. Eu te juro que vocês vão receber uma boa parte desses 36 livros em coisas que não vão querer ler para seus filhos.

Incentivar a leitura é essencial. Mas vamos buscar meios mais inteligentes: ler todos os dias em casa, ler os livros antes de oferecer para as crianças para saber sobre o que você vai ler, emprestar para os amigos, fazer feiras de trocas, levar os pequenos em bibliotecas e livrarias, sei lá.

Tô fora dessas correntes.

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Branca de neve

“A madrasta da Branca de Neve se achava muito bonita e ficou brava quando o espelho disse que a Branca de Neve era muito mais bonita que ela. Aí a madrasta mandou um homem matar a Branca de Neve. A Branca de Neve fugiu e foi morar com os sete anões. Quando descobriu que a Branca de Neve estava viva, a madrasta tentou matá-la de novo com uma maça envenenada. Durante o velório, um príncipe apareceu e resolveu dar um beijinho na Branca de Neve morta. A Branca de Neve ressuscitou e eles se casaram. Fim.”

Censura: 16 anos.

Ou alguém consegue ler essa história para criancinhas?

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Adolescência precoce

Quase todo dia é mais ou menos assim: na hora de entrar na escolinha, eles choram, pedem beijos, abraços, mais beijos, mais abraços, dizem que querem ficar mais com a mamãe, que não querem ficar lá e por aí vai. Aí a mamãe sai da escola se sentindo a pior criatura desse mundo. No final do dia, a mamãe chega feliz e contente na escola para buscá-los, achando que é hora de matar as saudades de um dia inteiro separados, mas aí eu sou chata. Eu interrompo a brincadeira ou a contação de histórias e eles sempre precisam brincar só mais um pouquinho antes de entrar no carro. Aí não querem beijo nem abraço e precisam desesperadamente escorregar mais uma vez no escorregador e correr pro fundo da escola para fazer mais alguma coisa importante.

Dureza.

Nesse dia, não foi diferente. Mas assim que liguei o carro, minha filha me falou bem séria:

– Não quero mamãe. Não gosto da mamãe. Você não é minha amiga. Não quero ir pra casa da mamãe. Quando chegar lá, não vou sair do carro.

Dois anos e dez meses. Há pouco tempo, eu tinha tido uma conversa com uma amiga que tem um filho de dez anos, que costuma gritar para ela um sonoro: “você arruinou a minha vida”. Falamos sobre adolescentes e eu fiquei feliz por ter ainda uns bons anos pela frente sem esse tipo de problema. Mas não. Onde foi que eu errei?

Eu respondi para minha filha que a amava muito, que sempre seria amiga dela, mas que achava tudo bem ela ficar dentro do carro se quisesse. Avisei que eu tinha que subir para o apartamento com o irmão dela e que poderia voltar mais tarde para buscá-la. Ela resolveu vir conosco. Com cara de brava, emburrada, como se sair da escola e voltar para casa fosse o maior absurdo de todos os tempos.

Um pouco mais tarde, quando eles já estavam de pijamas, eu perguntei se queriam ler um livro comigo. Meu filho disse que sim e minha filha disse que não. Que queria ir para o quarto dela. E foi. Fechou a porta e ficou lá dentro sozinha. Dois anos e dez meses e ela já precisa de espaço e privacidade.

Durou uns dois minutos. Até que voltou de mansinho para onde estávamos, me abraçou, disse que gostava de mim e que queria ouvir a história. Ficou abraçada comigo e depois foi dormir tranquilamente, toda carinhosa.

Cada uma. Não quero nem imaginar o que vai acontecer na adolescência de verdade.

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Leitura para mamães

Eu não tive muito tempo para ler livros e mais livros sobre maternidade porque meus filhos chegaram em tempo recorde. Cheguei a comprar esse aqui, mas não passei da página 5. Esses livros me lembram auto-ajuda e me dão um certo pânico. Coisas do tipo “como ser uma boa mãe” ou “como educar bem seus filhos” me dão medo. E eu também tive sorte de nunca precisar ler livros como esse aqui, porque meus bebês sempre dormiram lindamente a noite toda.

Mas eu trombei com um livro na África do Sul sobre maternidade em um dia em que todos os livros que eu tinha levado para lá já tinham acabado, chamado “French children don’t throw food, e comprei. Escrito por uma norte-americana casada com um inglês que vive na França com seus filhos, ela começa o livro comparando as mães francesas – elegantes, bem-vestidas e calmas – com as mães norte-americanas – descabeladas, fora de forma, usando roupas de moletom e gritando e correndo atrás de crianças mal-educadas. E ser uma mamãe-descabelada-gritando é algo que ninguém se planeja para ser, né?

A autora descreve no livro as principais coisas que aprendeu com suas amigas e colegas francesas. Algumas dessas coisas, como não se permitir comer o que quiser e engordar horrores na gravidez (porque depois o trabalho de voltar ao manequim original é maior) e esperar um pequeno tempo antes de sair desesperada para acudir um bebê chorando, não serviram para meu caso porque eu não engravidei e não cuidei de um recém-nascido. Mas eu gostei de uma porção de coisas que ela escreveu e tento fazer parecido.

Uma das primeiras coisas que ela conta é que sempre se sentia envergonhada quando levava o filho em restaurantes na França, pois eles eram a única família que não conseguia jantar tranquilamente. Cena clássica que apavora muitos amigos: crianças correndo e gritando porque não querem ficar sentadas à mesa e mães correndo e gritando atrás das crianças tentando contê-las. Quando saímos para comer fora com os bebês, eles participam o tempo todo do programa. Ficam sentadinhos no cadeirão, interagindo conosco (conversando, cantando ou brincando – nunca coloco Galinha Pintadinha no Ipad só para poder comer em paz, gente). Comem ao mesmo tempo que comemos, o mesmo tipo de comida, comem sobremesa, esperam a conta chegar e só então se levantam conosco para ir embora.

A segunda coisa é saber preservar a vida e rotina de adulto. É claro que nossas vidas mudam muito quando os bebês chegam e eles se tornam prioridade. Mas não dá para deixá-los tomar conta de todo o tempo do mundo. Gosto que meus filhos durmam cedo porque gosto de jantar com calma, gosto de ler, gosto de escrever, gosto de ouvir música de adulto e assistir filmes de adulto, gosto de receber amigos para conversar, e não dá para fazer essas coisas com dois brigadeirinhos falantes e bagunceiros acordados. Depois das 20h é o tempo que mamãe e papai têm vida de adulto em casa. Não gosto de brinquedos espalhados pela casa toda pelo mesmo motivo. É claro que é uma casa onde moram crianças, e temos cadeirões na cozinha e uma mesinha onde ficam os brinquedos na sala de estar, mas os brinquedos e coisas de crianças não dominam a decoração fora do quartinho deles.

Outro ponto é sobre o relacionamento deles com outras pessoas. Além de já terem aprendido a falar “por favor”, “obrigado” e “desculpas”, faço questão que eles digam “oi” e “tchau” para todos as pessoas que encontram. Eles cumprimentam todas as visitas que vêm em casa, a moça que trabalha aqui, os vizinhos no elevador, as outras pessoas no supermercado. Estamos ensinando os dois a esperarem a vez para falar e a não interromperem uma conversa. E estou struggling para ensinar a pedir as coisas sem chorar, sem exigir ou sem espernear, mas não vou desistir. 🙂

Nós também estamos ensinando – ou tentando ensinar – o conceito de autonomia. Toda semana eles ganham alguma nova responsabilidade ou passam a fazer alguma coisa sozinhos. Comem sozinhos na maioria das vezes, estão aprendendo a pegar os sapatos no armário e calça-los sozinhos, guardam os brinquedos e recolhem coisas do chão sozinhos se fazem alguma bagunça. Mais que isso, ultimamente estou dando autonomia para resolverem sozinhos seus próprios problemas. Todo mundo que tem irmão sabe que é normal brigar, e eu passei um bom tempo fazendo o papel de conciliadora, o que, além de tudo, me estressava demais. Não é fácil ficar abaixada para olhar nos olhos de dois bebês de dois anos chorando, apontando pro irmão, e reclamando algo como “pegou meu brinquedo buááááááá´”. Agora deixo que eles resolvam sozinhos quem vai pegar tal brinquedo ou quem vai fazer alguma coisa primeiro, e só fico de olho para que não se machuquem – porque não pode resolver conflito com mordidas e arranhões, bebês!

E, por fim, eles estão aprendendo que quem decide as coisas em casa é a mamãe ou o papai. Eu não negocio coisas como hora de dormir, hora do banho ou hora de comer. Não tem chantagenzinha do tipo só-um-desenho-e-depois-vai-pra-cama. Hora de ir dormir é hora de deitar, ficar quietinho e apagar a luz. Não tenho medo de traumas por ouvir um “não pode” ou “precisa esperar um pouco”, porque acho que eles precisam aprender a lidar com frustrações. Claro que não vivemos em um quartel general: eles escolhem o que querem fazer nas horas de brincar e participam de um monte de tarefas em casa só se quiserem – como regar plantinhas, por exemplo.

O livro é genial, gente. E vocês, mamães, têm alguma outra leitura para indicar?

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Rótulo

Estava lendo uma revista no salão e uma coisa me deixou bastante incomodada: no meio de uma reportagem sobre o divórcio de Tom Cruise e Katie Holmes, uma frase mais ou menos assim: “o ator, que também tem dois filhos adotivos do casamento anterior, disse não-sei-o-que…”. Não havia a menor necessidade de dizer que os filhos do casamento anterior são adotivos nesse contexto. Lembrei também de quando li que um ator brasileiro teve o primeiro filho biológico – descrito assim porque ele já tinha dois filhos adotivos.

Se por um lado nós defendemos que não haja segredos e que a adoção seja sempre um assunto aberto, também achamos que os filhos adotivos não precisam desse rótulo. Para nós, não são filhos de criação ou filhos do coração. Filhos adotivos são filhos. E ponto. Exatamente igual a todos os filhos, tanto na questão emocional – serão amados, respeitados, educados etc. – quanto do ponto de vista legal – a adoção é irrevogável e os filhos adotivos têm os mesmos direitos e deveres que filhos biológicos,  como direito à herança, por exemplo. Então não há porque se referir aos filhos como “adotivos” ou “biológicos”.

Essa semana compramos o livro “A vida do bebê”, do Dr. Rinaldo de Lamare, porque estávamos com vontade de ler coisas genéricas sobre maternidade. E gostamos muito de uma coisa: há menos de uma página no livro falando sobre crianças adotadas. Ele diz que é importante ter o máximo de informações possíveis sobre a gestação, saúde da mãe biológica e condições do nascimento. No mais, diz que as visitas médicas devem ser realizadas normalmente e que não há nenhum problema especial com o qual se preocupar. Ou seja, todo o conteúdo do livro é para nosso filho. E ponto.

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Muita emoção

Eu tinha visto há uma semana que o laudo da psicóloga estava pronto e continuava acessando nosso processo pela internet diariamente. Ou melhor, continuava a acessar algumas vezes por dia. =)

Há dois dias, liguei para o fórum para saber quais seriam os próximos passos. Fui informada que o laudo estava pronto e que o próximo passo seria o envio para o Ministério Público, em breve. Perguntei quando iria, qual era o prazo do MP e soube que o promotor costuma responder em 5 ou 10 dias. No dia seguinte, o processo já estava no MP e senti que tínhamos dado mais um passo!

Paula Abreu falou tanto em seu blog quanto em seu livro (A aventura da adoção) sobre o quanto é importante acompanhar, correr atrás e fazer as coisas acontecerem durante o processo de habilitação. E, até agora, funcionou!

Hoje chequei novamente (sim, estou um pouco ansiosa) e lá dizia que o parecer do MP já estava pronto. Primeiro, pulei de alegria. Depois fiquei me perguntando se o parecer seria favorável ou não e bateu uma insegurança. Como eu já tinha ligado na segunda e não queria demonstrar tanta ansiedade, pedi para meu marido ligar no fórum para confirmar. Ele está em Belo Horizonte, precisou fazer um interurbano e – iupiiiiiiii – parecer favorável! Agora nosso processo está indo para as mãos da juíza, para recebermos a sentença final. Muito felizes!!!

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Entrevistas com a psicóloga

No dia 17 de abril fizemos a primeira entrevista com a psicóloga que cuidará de nosso processo. Sim, primeira, porque soubemos nesse dia que teríamos mais duas entrevistas com ela até recebermos seu parecer final.

Neste primeiro dia, tivemos uma longa conversa com ela juntos, onde falamos sobre o porquê de querer adotar, conversamos sobre o perfil em relação a doenças e histórico da criança, como lidar com o passado, como estávamos nos preparando para a espera e para a maternidade e paternidade. Foi uma conversa muito boa. Ela nos indicou alguns livros, já que estávamos bastante envolvidos e curiosos com o tema. Ao contrário do que tinha ouvido, nenhuma pergunta foi muito difícil ou delicada. Foram perguntas sobre a nossa vida e os nossos sonhos. Logo depois, ela nos pediu para escolhermos o primeiro a passar pela entrevista individual. A segunda entrevista individual seria em um outro dia e, por fim, marcaríamos o terceiro encontro para a entrevista final, dessa vez juntos.

Meu marido foi entrevistado naquele dia, enquanto eu esperava na sala de espera. A psicóloga pediu para ele contar sobre a vida dele: como é a família, a infância, a história de todos, relação com pais, as dificuldades, as boas lembranças. Falaram também sobre a nossa relação, como ele se sentia com nosso casamento.

No dia 27 de abril foi a minha vez. No intervalo de 10 dias, eu comprei e li um dos livros que a ela nos recomendou (e como eu leio em voz alta, comentando tudo, considero que meu marido leu também) e começamos nossa conversa sobre o livro. O livro é “Conversando com crianças sobre adoção” da Lilian de Almeida Guimarães e é uma adaptação da tese de mestrado feita com base em entrevistas com três crianças que passaram por adoção tardia. Falamos sobre a questão do espaço da criança adotiva na família, sobre o quanto as crianças sentem a angústia dos pais adotivos e quão mal pode fazer o sentimento de não pertencer totalmente à nova família. Depois conversamos sobre a minha vida, como na entrevista individual do meu marido. Estou bem longe de entender como é feita uma avaliação psicológica, mas acho que os objetivos das entrevistas são entender nossas motivações – se não estamos equivocados com a ideia de adotar, o espaço da criança nesta família e nossa “estrutura” emocional e o quanto estamos preparados para lidar com as possíveis dificuldades que fazem parte do processo.

No dia 9 de maio voltamos ao fórum para a entrevista final. Nesta entrevista, confirmamos o perfil da criança, recapitulamos um pouco nossas conversas e a psicóloga nos disse que nos dará um parecer favorável. Iupiii! A partir desse ponto, os próximos passos serão o parecer da Promotoria e sentença final que será dada pela juíza. Ela nos disse que acha que até o final de junho estaremos habilitados!

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Livro: Conversando com crianças sobre adoção

Na nossa primeira entrevista com a psicóloga, contamos que estávamos lendo diversas coisas sobre adoção (entre livros, blogs e tudo o que aparecia na nossa frente sobre o assunto). Ela então nos recomendou a leitura de materiais que trouxessem o ponto de vista das crianças que são adotadas, pois a maioria dos livros que tínhamos lido trazia os papais adotantes como protagonistas.

Eu comprei o livro “Conversando com crianças sobre adoção”, de Lilian de Almeida Guimarães, no dia seguinte e graças à agilidade do e-commerce em São Paulo, ele estava na minha casa em 3 dias.

Lilian entrevistou 3 crianças – um menino e duas meninas que são irmãs – que passaram pela adoção tardia e que já estavam morando há um tempo com suas novas famílias. Eles narram um lado um pouco triste da adoção, que é o medo e a insegurança de voltarem para o abrigo e ficarem de novo sem uma família. Nós já tínhamos discutido o medo da devolução em duas reuniões dos grupos de apoio, onde aprendemos que, mesmo que uma criança tenha sido abrigada bem novinha e não tenha vivenciado ela mesma a dor da devolução, ela provavelmente acompanhou o abrigamento ou mesmo devolução de coleguinhas de abrigo e sabe que o abrigo é uma situação provisória para ela. E durante as entrevistas, as três crianças falam sobre o receio que elas têm de voltar para lá. Umas das meninas conta que enquanto não receber o papel definitivo que diz que elas não podem ser devolvidas, pode ser que a mãe decida que elas devem voltar a morar no abrigo (ela provavelmente se refere à guarda definitiva e emissão da nova certidão de nascimento, que ainda não havia sido emitida). E quando Lilian pede que elas desenhem as novas famílias e casas, as três se colocam um pouco para fora do desenho, como se no fundo percebessem que não estão totalmente inseridas na família. É de partir o coração.

Acho que uma das coisas mais importantes para nós dois será fazer de tudo para nosso filho sentir que ele é a nossa família. Que aqui será a casa dele, que nós seremos pais para sempre e que ele já tem há muito tempo um espaço reservado só para ele nessa família.

E, por fim, vou contar um diálogo do livro que achei muito bonitinho. Lilian pergunta para uma das meninas se ela conhece outras crianças que foram adotadas, assim como ela e a irmã. E ela responde que sim e cita alguns amiguinhos, mas depois a psicóloga percebe que esses amiguinhos são filhos biológicos de seus pais. E após um diálogo confuso, eu percebi que no entendimento da menina, aquelas crianças também tinham sido adotadas, mas por seus próprios pais biológicos. Porque se adoção é cuidar, é amar, é dar uma família para a criança, significa então que todas as crianças – filhos biológicos ou adotivos – precisam ser adotadas por suas famílias, certo?

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Livro: Filho do Coração

Regina Vaz conta sobre a adoção de seu filho Rodrigo no livro “Filho do coração”. Rodrigo nasceu prematuro e com problema cardíaco e estava no hospital quando Regina o conheceu. Além de toda luta pela saúde do bebê, Regina conta também a dificuldade que teve com seu plano de saúde, que só aceitou Rodrigo como seu dependente após ordem judicial.

A inclusão do filho adotivo no plano de saúde pode ser feita após o deferimento da guarda provisória até 30 dias após a data da adoção, segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), e assim como os filhos biológicos recém-nascidos, eles são isentos do cumprimento dos períodos de carência ou Cobertura Parcial Temporária – CPT devido a Doença ou Lesão Preexistente – DLP desde que a inscrição ocorra no prazo. A fonte é essa aqui.

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