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Como preparar dois enxovais em uma semana

Decidir que iríamos começar a aproximação significou querer que nossos brigadeirinhos viessem para casa o mais rápido possível. Então, no mesmo final de semana que começamos as visitas diárias, saímos correndo atrás de um monte de coisas para eles.

E sorte nossa que temos amigos e parentes tão queridos. Uma amiga nos deu dois berços que viram mini-camas, um carrinho e dois cadeirões. Decidimos que eles já começarão a dormir em mini-camas, com proteções laterais para não caírem no chão. Uma outra amiga nos deu outro carrinho e pedimos para um amigo que está chegando dos EUA uma trava que transforma dois carrinhos em carrinhos de gêmeos. Eu dei um Google em “carrinho de gêmeos” e achei um fórum de discussão onde mamães de gêmeos diziam que os carrinhos duplos não são práticos, porque muitas vezes não cabem no elevador e no porta-malas. Além disso, se tivermos dois carrinhos individuais, cada um pode empurrar um carrinho quando sairmos juntos. O único problema é que, aparentemente, não é fácil encontrar a tal da trava no Brasil.

Em dois dias, compramos as cadeirinhas para o carro, algumas roupinhas, fraldas, coisas para higiene deles, coisas de cozinha (pratos, talheres e copinhos) e o mesmo leite em pó que eles tomam no abrigo. Ganhamos um cercadinho, brinquedos, lençóis, toalhas, mais roupinhas. E durante a semana lembramos de outras coisas que com certeza iríamos precisar e demos vários pulinhos na Alo Bebê. Na correria, não conseguimos ter todas as coisas versão “menino” e versão “menina”: nossa filha vai usar babadores azuis e nosso filho vai dormir em lençóis cor-de-rosa. 🙂

Depois que eles chegarem sabemos que vamos perceber que falta um monte de coisas , mas decidimos não sair comprando enlouquecidamente sem ter certeza do que vamos precisar. Eles têm o básico para os primeiros dias e depois vamos nos organizando, os cinco juntos (nosso cachorro está incluso)!

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Período de aproximação

No final de semana de 28 e 29 de julho, começamos a fazer as visitas individuais para nossos filhos. O abrigo pede que as visitas sejam feitas entre 15h e 17h, mas nos dois dias ficamos para dar o jantar para eles umas 17h e pouco, depois de brincar em uma salinha reservada. No sábado, nós já sabíamos que aquela era nossa família! No domingo, saímos do abrigo com uma sensação esquisita de estarmos deixando nossos filhos dormirem em um lugar que não era mais a casa deles. Eles precisavam vir para casa logo!

Na segunda de manhã, conversei com a psicóloga e falei que queríamos que eles viessem para casa o mais rápido possível, antes do próximo final de semana. Ela sugeriu que fizéssemos visitas diárias para eles e que tentaria preparar o termo de guarda e autorização para desabrigamento para a sexta-feira. E assim fizemos: na própria segunda-feira, não conseguimos ir; na terça-feira fiz a visita sozinha, na quarta-feira meu marido foi sozinho e na quinta fomos juntos.

Durante essa semana, começamos a contar para eles e para as tias que cuidavam deles que eles iriam para casa em breve. Assim, elas também poderiam dizer para eles todos os dias que iriam morar com o papai e com a mamãe!

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São eles!

No dia 19 de julho, nós fomos ao fórum no horário agendado para reunião com a psicóloga, a mesma que acompanhou nosso processo de habilitação. O objetivo dessa conversa era conhecer toda a história das crianças e da família biológica que constava nos autos, desde a gestação até agora. Os papais adotantes têm que saber de tudo porque serão os “guardiões” de tudo o que aconteceu com eles, até que eles tenham idade e maturidade para conhecer os detalhes de sua história.

Depois de conhecer o processo, tivemos que decidir se iríamos ou não fazer a primeira visita para eles no abrigo. Saímos do fórum direto para lá. É comum que a primeira visita seja coletiva, ou seja, nós sabíamos quem eles eram, mas interagimos com várias crianças ao mesmo tempo e não nos aproximamos tanto. Quando vão conhecer bebês mais novinhos, os pretendentes podem fazer visita individual no primeiro dia. Como nossos bebês já têm 1 ano e 3 meses, nós ficamos junto com o grupo de amiguinhos para eles não estranharem. Eles são muito lindos e muito fofos, os dois!

Após a primeira visita, ficamos de ligar para o fórum, para dar resposta se pretendíamos continuar a aproximação com os bebês. Como, ao mesmo tempo, o fórum ainda precisava anexar alguns outros documentos deles ao processo, combinamos com a psicóloga que esperaríamos o final de semana e a chegada dos documentos para responder.

E foi um final de semana bastante diferente. Decidimos não ver ninguém para poder conversar o quanto quiséssemos. E o tempo todo pensávamos “quando será que vamos fazer isso de novo?”, por exemplo, depois de ir ao cinema no sábado às 22h ou de acordar às 10h no domingo. Nós já sabíamos que não deveríamos esperar ouvir “sininhos” ou “fogos de artifício” ao ver as crianças pela primeira vez. Mas mesmo assim ficamos esperando um sinal ou uma intuição para sabermos se eram eles. E o que aconteceu é que na segunda-feira, quando voltamos para o trabalho, sentimos saudades. E então avisamos nossa psicóloga que iniciaríamos o processo de aproximação no final de semana seguinte.

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