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Para Ruth

Ruth,

No seu aniversário de seis anos, entrei em uma loja e comprei um monte de roupinhas fofas tamanho 10. Agora vou ter que trocar metade porque ficou pequeno.

Meu. Em respeito a sua mãe que tem 1,56 m, dá pra ir devagar neste crescimento desenfreado? Tá loco.

Mas também queria te dizer mais uma vez o quanto você foi fofa. No seu aniversário de seis anos, mamãe não fez festa como sempre fizemos, porque combinamos um passeio e uma viagem. Mas aí você acordou para fazer xixi dois dias depois do seu aniversário e encontrou uma festa no apartamento para a qual não tinha sido convidada (sou dessas mães que põem as crianças na cama, abrem um espumante e servem um jantar para 4 pessoas). E você só me chamou pra te ajudar com o xixi, confirmou quem estava na sala comigo porque tinha reconhecido as vozes (e risadas) e voltou para a cama para dormir lindamente até o dia seguinte. Sem nenhuma crise. Uma fofa.

Feliz aniversário, gatinha!

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As duas vezes em que me senti a pior mãe do mundo

História 1

Era uma sexta-feira e dia de ficar com o pai, que buscaria direto na escola. Mas próximo ao horário de a escola fechar, o pai me liga:

– Atrasei, tô num super trânsito, se você estiver por perto, dá para pegar as crianças na escola que vai fechar e eu passo na sua casa e pego daqui uns minutos?

– Dá. – eu estava em casa, perto da escola, e fui.

Quando me viu, Isaac estranhou, perguntou pelo pai, eu expliquei a história acima.

– Vamos para casa esperar o papai que já já ele chega para pegar vocês.

– Não quero ir para casa do meu pai. Quero ficar esta noite com você, mãe.

– Ah, Isaac, hoje não vai dar. Já estava combinado que era dia de ficar com papai e a mamãe vai num show.

– Eu vou junto.

– Não, não vai dar para você ir junto. É um show que não aceita crianças e eu também não comprei ingresso para você, só para mim.

Aí ele começa a chorar sentido, com lágrimas caindo loucamente molhando toda a camiseta, e a gritar bem alto NO MEIO DA RUA:

– VOCÊ NÃO ME AMA MAIS! VOCÊ NÃO DEIXA MAIS EU MORAR NA NOSSA CASA! VOCÊ SÓ PENSA EM IR PRA BALADA E ME DEIXAR POR AÍ! VOCÊ NÃO ME AMA MAIS!

Isaac, sorry, mamãe te ama, mas Alceu, Geraldo e Elba estavam me esperando.

História 2:

Já estávamos quase chegando na escola, eu, eles e o cachorro, puxado pelo Isaac. Aí eles pediram para dar uma corrida de uns 30 metros até o portão da escola e eu fiquei pra trás. Só que Isaac soltou a coleira do cachorro, aquele mesmo cachorro que me acompanha em corridas matinais de 7-8k, e que quando viu a liberdade partiu em disparada sem pensar no amanhã.

Eu gritei: CORRAM ATRÁS DO ERNESTO QUE ELE TÁ FUGINDO!!

Nenhum dos dois se mexeu. Não sei o que deu neles que ficaram olhando o cachorro fugir completamente travados. Aí eu que tive que correr. Larguei tudo o que eu estava carregando no chão e saí a uns 15 km/h em direção ao cachorro, que seguia galopando alegremente. Quando passei pelos dois, a Ruth grita bem alto para toda a vizinhança ouvir, chorando:

– NÃO, MAMÃE, VOLTA AQUI, NÃO FOGE DA GENTE, NÃO LARGA A GENTE, EU TE AMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

Mano. Me esforço o ano inteiro para ser legal, e os dois resolvem gritar no meio da rua que eu abandono e que só penso em balada? Assim não vai rolar.

 

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Acampamento, festa do pijama ou sábado do pânico

Aí veio o aviso sobre o acampamento da escola numa sexta à noite e eu logo pensei: “obaaaaaaaa vale night, balada extraaaaaa”. Paguei a taxa, os dois ficaram super ansiosos, eu fiquei toda animada.

Começa às 20h na sexta e tem um programação intensa, com caça ao tesouro, festa do pijama, pizzada, baile, gincana. Vai madrugada a dentro, pensei, eles lá, eu por aí. Aí vi a última linha: “senhores pais, favor buscar até 7h no sábado”.

SETE? Mai que catso de vale night é esse que me faz acordar às 6h no dia seguinte? Aí pensa. Aqueles dois seres que brincaram a noite toda vão acordar que horas pra tomar café e estarem prontos pra eu buscar às 7h, umas 5h da matina? Que delícia de sábado eu vou ter com duas crianças que não dormiram nem 5 horas na noite anterior, né? Affff.

Aí eu li no rodapé: “os pais que não vierem até 7h pagarão multa pelas horas extras de funcionários do colégio”. Tô quase ligando lá e já negociando pagar a multa e taxa de almoço junto, será que rola?

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Cadê aquela emoção que tava aqui?

– Oi, tudo bem, vamos fazer alguma coisa amanhã?

– Ah, puxa, amanhã tô com meus filhos.

– Uai, leva eles!

Gente, que fase.

Tô até estranhando cada vez que alguém me pergunta “e o Isaac e a Ruth, como estão?” e, em vez de contar que eles puseram fogo na escola, deixaram o outro careca (não, pera, isso quem faz sou eu), bateram no amigo, quebraram móveis da casa, eu respondo “estão ótimos, lindos, companheiros, nunca estivemos melhor”.

Parece que foi de uma hora para outra que eu perdi aquele medo e aquela preguiça de fazer coisas com eles e passei a incluí-los em tudo o que quero fazer. Agora a gente vai em shows, em exposições, saímos para jantar fora, almoçamos na casa de amigos, até em bar com show de jazz levei os dois e foi lindo. O melhor show que vi este ano foi com os dois, um de cada lado. E eles amaram. Decoraram músicas, cantaram junto, gente, que coisa linda esta vida adulta ao lado de crianças.

Não tem mais aquela emoção de achar que eles vão mexer em tudo ou sair correndo. Não mexem. Não saem correndo. Eles levam os brinquedos e coisas para desenhar e ficam de boa, sentados, conversando. Eu sabia que dar uma tacinha de vinho por dia para cada um ia ser ótimo, sabia.

Não tenho mais preguiça de sair. Outro dia estávamos voltando de um passeio e eu resolvi entrar em um shopping com eles porque precisava comprar uma coisa PARA MIM e não tive vontade de me matar enquanto escolhia e pagava. Eles ficaram do meu lado esperando. Semana passada eu fui ainda mais ousada: busquei na escola e levei os dois comigo para fazer depilação. Foi aquela semana que eu queria depilar, mas não tinha horário que encaixasse sem eles, então fui com eles mesmo. Entrei na salinha, tranquei a porta e fiquei lá deitada estressada imaginando os dois abrindo todos os esmaltes, comendo todas as bolachinhas que acompanham o café, rasgando revistas, pulando na poltrona. Fiquei mega tensa prestando atenção em todos os barulhos que vinham lá de fora e, quando saí, Isaac estava deitado no chão desenhando e a Ruth estava sentada no sofá vendo TV. NUM MEGA SILÊNCIO. SEM BRIGAR. SEM DESTRUIR. SEM CORRER. SEM CHORAR.

No último almoço de família, lá pelas 16h, minha mãe comentou: “que estranho esse silêncio, já estamos quase indo embora e ninguém chorou”. Pois é, mãe. Um desses dias eu deixei os dois na casa da minha vó de 96 anos, junto com meu padrinho de 60 que nunca tinha ficado sozinho com uma criança, e quando voltei os quatro estavam sentados na sala conversando. Não entendi nada. Não sei em que momento ficou tão simples.

Só queria mandar aquele abraço pra quem tá sofrendo com criança pequena porque sei bem como é que é. Ah, se sei. Mas também só queria saber que existe vida após os cinco anos. Fica lindo, gente. De repente aquelas criaturinhas que ficavam derrubando arroz no chão do restaurante e pedindo pra fazer coco em lugares onde não havia banheiro viram uns amigos incríveis, é só esperar para ver!

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A vida muda, e depois melhora

Há pouco tempo estava conversando com uma amiga e ela me disse que achava incrível como a natureza prepara as mulheres para virarem mães. Que no início da gravidez ela sentia muito sono e cansaço e ficou mais caseira, como se o corpo estivesse se preparando para a pausa nas baladas. E que no final da gravidez ela não conseguia mais dormir direito por causa da barriga enorme, como se o corpo estivesse se preparando para as mamadas noturnas e tudo mais.

Quando a gente adota não acontece nada disso, tá?

Eu tava lá trabalhando 14-16 horas por dia e saindo para jantar depois e acordando cedo para malhar e viajando aos finais de semana e meu corpo não mudou nada e eu estava fazendo o que desse na telha. Daí eles chegaram.

Não vou mentir. A vida muda muito com a chegada dos filhos. Tem que mudar. Nenhuma vida sem filhos pode ser igual a uma vida com filhos, as coisas mudam. Os horários, as preocupações, as tarefas domésticas, o sono, as prioridades, tudo muda.

Eu senti muito essa mudança toda. Não só porque adotei e não tive nove meses de preparação física, mas porque minha vida era bem diferente. Coisas que foram chocantes para mim:

  • Rotina. Durante a licença maternidade, ficávamos em casa todos os dias. E todos os dias, incluindo finais de semana e feriados, era aquela mesma coisa: eles acordavam cedo (gente, 6h no sábado, gente), eles tinham que fazer mil refeições todos os dias (não tem essa de almoçar amendoim e depois inventar um almojanta, sabe?), se dormissem tarde ou pulassem o sono da tarde ficavam irritados, e mais uma porção de coisas diárias que eu tinha que seguir. Eu estava acostumada a acordar cada dia em um horário, a voltar para casa cada dia em um horário, a almoçar quando desse fome e por aí vai.
  • Sair do trabalho às 18h. No início, era o máximo que eu podia ficar no escritório para chegar na escola no horário certo e já contei aqui, aqui e aqui como esse processo todo me estressava.
  • Ficar em casa todas as noites. Eu gostava de jantar fora, gostava de ir ao cinema à noite, trabalhava até tarde sem reclamar. Ter que voltar para casa e depois ter que ficar em casa até o dia seguinte foi algo bem difícil.
  • Ter preguiça de sair de casa. Porque eu tinha que levar uma mala com tudo que poderia precisar para cuidar deles, porque eu tinha que levar duas crianças e porque eu não podia relaxar e tirar o olho deles um único minuto. Dava muita preguiça.
  • Ser tirada do trabalho no meio do dia. Não sei por que eu tive a doce ilusão que crianças iam para escola e que mães iam trabalhar normalmente. Em meus sonhos, nenhuma escola me ligaria para nada e eu nunca teria que sair correndo para socorrê-los.
  • Mudar totalmente o lazer: comer fora era diferente, viajar era mais difícil, cinema exigia um planejamento muito maior que comprar ingresso e ir (com quem vão ficar? que horas dá para ir? preciso fazer mala para deixar na vó?), ir a uma festa de casamento parecia impossível.
  • Ter que fazer (aka responsabilidade): parece básico, mas funciona assim: se não der banho, eles não tomam banho. Se não escovar os dentes, eles não escovam sozinhos. Se não trocar a fralda, vaza tudo na roupa. Se não levar no médico, perde o timing das vacinas. Se não fizer comida, morrem de fome. Se não compra roupa nova, eles saem por aí com calças curtas e camisetas baby look. Cara, é muito processo. É muita coisa para fazer.

Mas aí tudo melhorou. Não sei se foi a idade (love you, 4 anos), não sei se foram todas as mudanças que fiz na minha vida para me entender com todas as mudanças que meus filhos trouxeram, não sei se simplesmente entrei no esquema.

Em pouco tempo, estar em casa no final do dia não era uma obrigação, mas, sim, o maior prazer do meu dia e comecei a querer chegar cada vez mais cedo. Eles dormem e eu fico em casa sem nenhuma ansiedade. Durante um tempo eu tinha uma folguista para poder sair no sábado à noite enquanto eles dormiam, mas tem uns seis meses que não a chamo. Simplesmente gosto de estar na minha casa e de ir até o quarto deles caso precisem de alguma coisa. E gosto de passear com eles e de levá-los junto comigo. Escolho filmes e peças infantis e me divirto muito, planejo viagens, levo em festas, frequentamos restaurantes e até levei os dois em eventos da empresa do namorado. Eles fazem parte de mim e damos um jeito de adaptar o programa para crianças. Hoje eu já não sinto mais o “não posso”, “não vai dar”, “vai ser muito difícil”. Pelo contrário, eu acho que posso fazer o que eu quiser de novo.

Minha vida é muito melhor que há 3 anos e meio atrás. A sensação que tenho em relação à minha vida pré-filhos é a mesma que tenho com relação aos meus anos de colégio: morro de saudades de só estudar, dos amigos da época e dos papos que eu tinha na época, das preocupações com as provas e ficantes, das tardes livres, mas não me vejo jamais experimentando essa vida novamente.

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“Vamos fazer alguma coisa?”

Recebi uma mensagem no uótizapi assim: “você vai estar com as crianças amanhã à noite? vamos fazer alguma coisa?”.

Contexto: essa amiga também é mãe solteira e também fica sem a filha alguns dias, quando ela vai para casa do pai.

Peguei o celular para responder, pensando assim: será que as crianças aguentam um passeio à noite no meio da semana? Será que não vão ficar muito cansadas para acordar cedo no dia seguinte? Será que não é melhor fazer alguma coisa no final de semana ou no meio da tarde? O que será que tem para fazer com crianças numa quarta-feira à noite?

Aí eu ri sozinha, porque reli a mensagem antes de responder e me liguei que ela queria saber se eu estaria livre para fazer alguma coisa de ADULTO no meio da semana. E eu, totalmente envolvida no meu mundo de mãe, pensei imediatamente em parquinhos e cinema dublado. “Vamos fazer alguma coisa?” só poderia ser um playdate. Nem me passou pela cabeça nos primeiros cinco minutos que alguém estaria me chamando para drinks na quarta-feira.

O namorado ficou com tanta pena de mim que cuidou dos pequenos para eu poder me embebedar jantar fora, que eu claramente tava precisando.

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Sobre baladas e bebês

Hoje passei por dois assuntos polêmicos na minha taimeláine da rede social. Esse primeiro deve ter sido visto por quase todo mundo: um rapazinho com quase seus 40 anos gastando fortunas na náiti paulistana, dando dicas de como se dar bem com as garotas. A reportagem e os posts que li vieram acompanhados de comentários de pessoas irritadas, inconformadas, desconsoladas, que chamavam o moço de “otário”, “fútil”, “babaca”, “exibido” e por aí vai. Ah, minha gente, pliz. O moço ganha seu dinheiro honestamente (espero) e gasta como quiser. Faz isso porque tem plateia. Tá lá cheio de amigos, amigas, desconhecidos e desconhecidas aplaudindo as garrafas com foguinhos. Se ninguém desse bola, ele estaria com foco em outra coisa para chamar a atenção. Deixa ele? Ele podia estar matando, roubando, colocando funk bem alto no carro no posto de gasolina, dançando axé no calçadão, mas pelo menos ele está trancadinho na balada gastando seu dinheiro como bem entende. E o segurança dirige o carrão na volta pra casa. Tá tudo certo, pô.

Outra coisa que li foi sobre um tal de aplicativo para encontrar pessoas. Nada que nunca tenha existido antes em forma de sites ou agências de relacionamento. Você cadastra seu perfil lá e espera alguém te curtir, para começar um papo virtual, que depois migra para mensagens no whatsapp, depois por voz, depois marca encontro, e a gente sabe o que acontece daí para frente. Sério, gente, é só ganho de escala. As pessoas estão desfilando por aí nas baladas atrás de pares há anos e anos. Só que na balada, você só consegue conversar com uma pessoa de cada vez. Agora temos uma maravilha em nossas mãos: um aplicativo que nos permite conversar com várias pessoas ao mesmo tempo! E você nem precisa esperar a sexta/ sábado à noite para fazer isso. Dá pra paquerar durante o expediente. Eficiência e ganho de escala. Qual é o problema?

O problema foi chegar em casa e encontrar meus monstrinhos lindos, sorridentes, aprendendo a falar, brincando de panelinha, e desenvolver um terrível pânico. Chama-se “eu tenho medo de adolescência”. É claro que eles não vão ter fortunas para gastar na balada, a não ser que trabalhem muito para isso. Porque eu não tenho dinheiro assim disponível, nem acho que vou ter um dia. E, se tiver, não vou dar um cartão de crédito e pronto, né? Não, não é só isso. Eu não quero que eles sejam os amigos bajuladores que acompanham o mocinho gastão, somente atraídos pelo dinheiro. Nem que sejam as menininhas que dão bola e ficam penduradas no cangote dos moços só porque eles as deixam entrar no camarote. Também não quero ver perfis dos dois em aplicativos que ajudam a encontrar pessoas, porque espero que eles encontrem pessoas que se interessem por mais do que uma foto e uma descrição do tipo “moreno de cabelos cacheados e sorriso encantador, que se interessa por motocas, panelinhas e manga”. Porque sei que eles serão muito mais do que dá para mostrar nas redes sociais e nas baladas e uma mamãe superprotetora só consegue torcer para que eles encontrem pessoas que valorizem isso antes de mais nada.

Tá. Estou dando uma de louca e deveria estar mais preocupada com a excursão ao circo que eles terão na quinta que com essas coisas que só devem começar a aparecer na minha vida daqui uns 12 anos. 12 anos que eu espero que passem bem devagar. 🙂

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Calça de balada

Um pouco antes do dia das mães, me dei de presente uma calça nova, que caiu super bem, que me deixa super magra, que foi super cara e que só poderia ser usada à noite. Foi um momento de ilusão, quando eu achei que minha vida precisava de um pouco de glamour, e que eu precisava de uma calça nova para as várias noitadas divertidas que eu iria ter depois que os bebês fossem para cama.

Aí passou maio, passou junho, entramos em julho e nada da calça sair do armário, lógico. E aí a gente recebe um convite para um barzinho às 18h – o máximo de glamour que acontece na vida em meses – e resolve ir com tudo: com dois bebês e com a calça nova. Porque às 18h já está escuro, então já é noite, então já era horário para usar a calça nova de balada.

Eu cheguei, sentei, coloquei minha filha no meu colo, mal comecei a prestar atenção na primeira música e senti um quentinho na minha perna. Xixi, gente. Xixi que vazou da fralda e foi parar na minha calça nova de balada. Aí eu te pergunto: naquela mochila lotada de roupinhas, fraldas, lenços umedecidos e brinquedos, alguém coloca troca de roupa para a mamãe também? Não, né? Por que ninguém nunca me deu essa dica? Minha filha ficou limpinha e com roupa seca em questão de minutos, claro. E eu? Virei a mamãe-desastre, com dois bebês e uma calçanovadebalada molhada de xixi.

Mas eu não desanimei. Não saí comprando conjuntos horrorosos de calça e blusa de moletom só porque tenho dois filhos. A calça já voltou inteirinha da lavanderia e está esperando de novo para sair do armário. Mas ela vai sair de casa sem bebês da próxima vez. Porque, vamos lá, xixi não dá, né?

PS: criei uma tag chamada “balada” no blog, mas é uma piadinha, tá? Juro que sou uma mamãe responsável.

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