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Chupeta

Nossos brigadeirinhos chupavam chupeta no abrigo, principalmente antes de dormir, quando estavam doentes ou manhosos. Nós dois não gostamos de chupeta, pois sempre concordamos que é um acessório que incentiva a preguiça que os adultos têm de fazer a criança parar de chorar. Também não entendíamos para que oferecer uma coisa que vicia e que depois é uma drama para tirar. Mas também concordamos que, como já estavam acostumados, não ficaríamos estressados com as chupetas e que eles poderiam trazê-las para casa.

Só que quando fomos buscá-los, saímos do abrigo com presentes, pasta de documentos, recomendações, dois bebês e muita alegria e euforia para chegar logo em casa e começar nossa vida como papais. Foram tantas coisas, que esquecemos completamente de pedir para levar as chupetas dos bebês e lembramos delas depois de uns três dias. Eles dormiram bem desde o primeiro dia e nunca pareceram precisar da chupeta para pegar no sono. Choravam bastante no começo por motivos diversos – fome, sono, birra etc. – mas nunca precisamos de chupeta para acalmá-los. Então decidimos não comprar chupetas novas.

No início evitávamos falar “chupeta” em voz alta, com medo que eles se lembrassem e começassem a chorar. Mas logo eles começaram a ver outras crianças com chupeta na boca quando iam brincar e nunca tentaram tirar delas. Simplesmente se esqueceram da chupeta. Achamos que papai e mamãe são suficientes quando estão com sono, doentes ou manhosos.

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Madrinhas e padrinho

O batizado na igreja não está nos nossos planos, mas nós dois temos padrinhos e madrinhas muito especiais. Então, desde o início do processo, nós já vínhamos conversando sobre quem seriam os padrinhos do nosso brigadeirinho, porque achamos justo que ele tivesse padrinhos mesmo se não fosse batizado.

Quando soubemos que teríamos dois bebês, ficamos super felizes por poder escolher quatro padrinhos. Difícil foi escolher qual bebê seria afilhado de cada um deles e resolvemos fazer do nosso jeito. Como tudo agora é em dobro, cada um dos quatro padrinhos será padrinho dos dois bebês. E nossos bebês não terão só dois, mas quatro padrinhos!

Nós também não escolhemos dois casais: nossos brigadeirinhos têm três madrinhas e um padrinho. Escolhemos pessoas especiais para nós, que acompanharam toda a nossa “gravidez” e que com certeza estarão presentes na vida deles para sempre. Escolhemos pessoas que vão nos ajudar a cuidar deles, educá-los, amá-los e, principalmente, deixá-los fazer todas as coisas que mamãe e papai não deixam (como comer doces e ficar acordado até tarde).

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Primeiros passinhos

Quando os conhecemos, nossos brigadeirinhos engatinhavam há um bom tempo, já ficavam em pé apoiados em alguma coisa e andavam com as mãos dadas a um adulto. Mas ainda não davam passinhos sozinhos.

Nós nunca saberemos se eles demoraram um pouco mais que a maioria das crianças que conhecemos porque são prematuros, por um possível uso de drogas ou álcool durante a gravidez, porque foram pouco estimulados durante o abrigamento ou porque esse é o tempo deles. Muitos coleguinhas do abrigo com a mesma idade ou um pouco mais velhos ainda não andavam e também tinham histórico parecido com o deles.

Depois de uns dias em casa, eles começaram a caminhar sozinhos. No início eram poucos passinhos (dois ou três), com bastante ajuda: um de nós segurava em pé e o outro chamava, estendendo os braços. Em 10 dias, começaram a dar passinhos sozinhos, cada vez atravessando distâncias mais longas! Eles ainda não andam oficialmente, mas já conseguem levantar do chão sem se apoiar e já andam de um lado para o outro sozinhos! É uma delícia ficar olhando os primeiros passinhos e eles ficam super orgulhosos quando percebem que fizeram o percurso que queriam sem cair no chão. Estou muito feliz de estar de licença maternidade bem nessa época porque posso acompanhar de perto essa conquista dos nossos filhos.

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Como preparar dois enxovais em uma semana

Decidir que iríamos começar a aproximação significou querer que nossos brigadeirinhos viessem para casa o mais rápido possível. Então, no mesmo final de semana que começamos as visitas diárias, saímos correndo atrás de um monte de coisas para eles.

E sorte nossa que temos amigos e parentes tão queridos. Uma amiga nos deu dois berços que viram mini-camas, um carrinho e dois cadeirões. Decidimos que eles já começarão a dormir em mini-camas, com proteções laterais para não caírem no chão. Uma outra amiga nos deu outro carrinho e pedimos para um amigo que está chegando dos EUA uma trava que transforma dois carrinhos em carrinhos de gêmeos. Eu dei um Google em “carrinho de gêmeos” e achei um fórum de discussão onde mamães de gêmeos diziam que os carrinhos duplos não são práticos, porque muitas vezes não cabem no elevador e no porta-malas. Além disso, se tivermos dois carrinhos individuais, cada um pode empurrar um carrinho quando sairmos juntos. O único problema é que, aparentemente, não é fácil encontrar a tal da trava no Brasil.

Em dois dias, compramos as cadeirinhas para o carro, algumas roupinhas, fraldas, coisas para higiene deles, coisas de cozinha (pratos, talheres e copinhos) e o mesmo leite em pó que eles tomam no abrigo. Ganhamos um cercadinho, brinquedos, lençóis, toalhas, mais roupinhas. E durante a semana lembramos de outras coisas que com certeza iríamos precisar e demos vários pulinhos na Alo Bebê. Na correria, não conseguimos ter todas as coisas versão “menino” e versão “menina”: nossa filha vai usar babadores azuis e nosso filho vai dormir em lençóis cor-de-rosa. 🙂

Depois que eles chegarem sabemos que vamos perceber que falta um monte de coisas , mas decidimos não sair comprando enlouquecidamente sem ter certeza do que vamos precisar. Eles têm o básico para os primeiros dias e depois vamos nos organizando, os cinco juntos (nosso cachorro está incluso)!

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Brigadeirinho

Já conhecemos o Feijãozinho, o Zigoto e a Sementinha. São os apelidos que as mamães dão para os bebês enquanto estão grávidas e não sabem ainda o sexo ou não definiram o nome.

Durante nossa “gravidez do coração”, nosso(a) filho(a) será chamado de Brigadeirinho. ❤

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