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Preguiça de desfralde

Eu já fui uma pessoa adulta sem filhos que criticava as mamães e papais que demoravam muito para desfraldar seus filhos. Eu achava que, se os indianos e chineses são capazes de criar seus filhos sem usar fralda, não havia motivo nenhum para deixar as crianças ocidentais completarem dois anos com fraldas. Eu achava um absurdo crianças que já sabem falar e que não pedem ainda para usar o banheiro. Eu achava que meus filhos iriam para a festinha de aniversário de dois anos sem fraldas.

Mas meus bebês têm dois anos e meio e continuam firmes e fortes com suas fraldas diariamente. E a verdade é que a mamãe entrou num processo chamado preguiça. Preguiça de xixi no chão. Preguiça de xixi na roupa. Preguiça de quilos de roupas sujas voltando da escola todos os dias (multiplicados por dois, né?). Preguiça de ficar perguntando se quer fazer xixi toda hora. Preguiça de ficar no banheiro esperando bebê fazer cocô. Preguiça de levar criança para usar banheiro público. Preguiça de levar para ir ao banheiro 200 vezes por dia – essa apareceu depois que a professora me falou que elas levam as crianças ao banheiro de vinte em vinte minutos. Oi? Dá para fazer alguma outra coisa nesse ritmo?

Sim, também tenho vergonha da minha preguiça. Mas, como: 1) está frio ainda, 2) a escola ainda não acha que eles estejam preparados e 3) não é taaaaaaaaaaaanta vergonha assim, eu não estou contando os dias para o desfralde e não estou pressionando a escola a começar a fazer isso tão rápido.

Eu sei que o processo é indolor. Todas as mamães experientes já me disseram que as crianças se ajustam em poucos dias e que não vai ser tão sofrido assim. Eu sei. Mas continuo com preguiça. Sou muito mãe desnaturada?

PS: Juro que tenho mais de cinquenta vasos de plantas no nosso apartamento para tentar compensar o uso prolongado de fraldas descartáveis.

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Calça de balada

Um pouco antes do dia das mães, me dei de presente uma calça nova, que caiu super bem, que me deixa super magra, que foi super cara e que só poderia ser usada à noite. Foi um momento de ilusão, quando eu achei que minha vida precisava de um pouco de glamour, e que eu precisava de uma calça nova para as várias noitadas divertidas que eu iria ter depois que os bebês fossem para cama.

Aí passou maio, passou junho, entramos em julho e nada da calça sair do armário, lógico. E aí a gente recebe um convite para um barzinho às 18h – o máximo de glamour que acontece na vida em meses – e resolve ir com tudo: com dois bebês e com a calça nova. Porque às 18h já está escuro, então já é noite, então já era horário para usar a calça nova de balada.

Eu cheguei, sentei, coloquei minha filha no meu colo, mal comecei a prestar atenção na primeira música e senti um quentinho na minha perna. Xixi, gente. Xixi que vazou da fralda e foi parar na minha calça nova de balada. Aí eu te pergunto: naquela mochila lotada de roupinhas, fraldas, lenços umedecidos e brinquedos, alguém coloca troca de roupa para a mamãe também? Não, né? Por que ninguém nunca me deu essa dica? Minha filha ficou limpinha e com roupa seca em questão de minutos, claro. E eu? Virei a mamãe-desastre, com dois bebês e uma calçanovadebalada molhada de xixi.

Mas eu não desanimei. Não saí comprando conjuntos horrorosos de calça e blusa de moletom só porque tenho dois filhos. A calça já voltou inteirinha da lavanderia e está esperando de novo para sair do armário. Mas ela vai sair de casa sem bebês da próxima vez. Porque, vamos lá, xixi não dá, né?

PS: criei uma tag chamada “balada” no blog, mas é uma piadinha, tá? Juro que sou uma mamãe responsável.

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