Outro olhar para as coisas

Eu sempre odiei o início do horário de verão. Não só porque eu não gosto de calor, sol e praia. Pra mim, início do horário de verão era aquela semana em que todos os esforços de um ano inteiro para acordar às 5h45 e ir para a academia às 6h iam por água abaixo quando alguém me obrigava a sair da cama na escuridão da madrugada. Acordar no escuro e andar na rua no escuro para malhar é muito chato, meu. E a vantagem de escurecer mais tarde e aproveitar mais o dia não vale nada para quem estava acostumada a trabalhar até depois das 21h todos os dias. Não, eu não gostava mesmo de horário de verão.

Aí virei mamãe. Virei mamãe de dois bebês que acordam assim que o sol aparece no céu. Ou seja, eu vinha acordando entre 5h30 e 6h com risadinhas e pulinhos todos os dias, incluindo sábados e domingos, há um bom tempo. Mas não adianta nada sair da cama às 5h30 se eu não posso ir para academia, né? Pô. Aí eu queria dormir um pouco mais. E sábado e domingo, que são os dias universais de enrolar até mais tarde na cama, como é que fica?

Aí chegou o tal do horário de verão para me salvar. Achei lindo ver meus bebês nanando no escurinho até às 7h. Coisa mais legal, gente. Também achei ótimo saber que eles vão sair da escola com o dia ainda claro e ver a noite chegar dentro de casa. É mais aconchegante.

Na primeira segunda-feira após início do horário de verão, fui acordar meu filho para ir para escola, e ele me disse assim:

– Não, mamãe. Vou nanar. Tá escuro, tá de noite.

Gostei demais de você esse ano, horário de verão.

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