Ser (só) mãe

Hoje eu fiz tudo diferente: dispensei a perua de manhã e levei as crianças até a escola a pé, porque o dia estava bonito e eu queria ficar um pouco mais com eles antes da corrida matinal. No final da tarde saí cedo de uma reunião, dispensei a perua de novo e pedi para o taxi me deixar na porta da escola, um pouco antes das 18h. Meu filho quase morreu do coração quando me viu na porta da sala – eu amo essas manifestações intensas e energizantes de carinho.

Voltamos andando, conversando e cantando e paramos na padaria para um leite gelado com pão de queijo. Dispensei a babá e chegamos em casa super cedo, antes do horário que eles costumam chegar com a perua. Eles foram brincar no quarto, ainda era dia, tinha sol entrando pela varanda e a brincadeira rolou um bom tempo enquanto eu arrumava algumas coisas em casa, até chegar a hora do banho. Depois do banho dos três, brincamos juntos de jogo da memória e eles foram deitar. Deitei junto com minha filha e ficamos abraçadinhas um tempão até ela ficar bem sonolenta. Às 20h10 eles estavam desmaiados e eu percebi que fazia tempo que não me sentia tão feliz.

Ser mamãe e ser diretora de empresa juntos ao mesmo tempo é desafio demais. Tem que ter estrutura de apoio (a perua, a babá, a escola) e tem que gerenciar esta estrutura toda. Tem a culpa, tem a saudade, tem o cansaço. Tem cabeça em um lugar e coração no outro. Eu não nasci para ser mãe em tempo integral, mas hoje fiquei me perguntando seriamente se não estou errando totalmente neste modelo que escolhi.

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2 pensamentos sobre “Ser (só) mãe

  1. Brisa disse:

    Adoro seu blog, venho sempre dar uma olhadinha, e curto muito as histórias dos seus filhos. um beijo grande para vocês!

  2. Enio disse:

    Lindo texto! Parabéns!

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