Mais que um câncer

Minha vida entrou em um hiato no último mês, como se eu parasse tudo o que eu vivia para viver algo que eu não queria viver.

Eu tenho bastante histórico de câncer na família, então eu sempre tive no radar alguns tipos de câncer que eu poderia ter um dia e acompanhava essas coisas. Câncer de mama nunca esteve no radar e eu fui diagnosticada com câncer de mama aos 35 anos, bem no ano mais cagado de toda minha vida. Meu ano de 2016 já estava todo cagado e eu descobri um câncer no meio do ano, que me fez morrer de medo de ainda viver os quatro meses que vinham pela frente.

Ninguém quer ter câncer porque o câncer simplesmente não se encaixa na vida de ninguém. Ele estava errado na minha vida, não tinha lugar para ele. Primeiro, porque eu nunca quis colocar prótese mamária, eu adorava meus seios do jeitinho que eles eram. Nunca cogitei na minha vida uma cirurgia nos seios, ainda mais uma cirurgia forçada, que não necessariamente me deixaria mais bonita. Quando as enfermeiras vieram me buscar para ir para o centro cirúrgico, eu desci chorando na maca e só pensava em como assim tantas mulheres entravam em cirurgias nas duas mamas ao mesmo tempo por livre e espontânea vontade. Outra coisa é que eu tinha feito um corte diferente no cabelo há uns dois meses e estava feliz como nunca com ele, pensando em refazer as luzes, e ia gastar uma nota com isso. E aí eu comecei a me perguntar se minha mãe ainda tinha a peruca dela e se algum dos meus lenços serviria para cobrir a cabeça toda ou se eu já deveria comprar alguns. Também fiquei pensando se minha cabelereira toparia vir em casa para raspar, para eu não ter que chorar copiosamente ao ficar careca no salão. Eu estava me preparando para o processo seletivo do doutorado, dando aulas, assistindo aulas, estava no meio de uma proposta para um projeto de consultoria, não tinha planos de tirar férias forçadas para ficar de molho em casa me recuperando de cirurgia e tratamento. Nem em julho eu tinha conseguido tirar férias para me divertir, que dirá parar tudo em setembro para ficar doente. Eu estava feliz como nunca com meu corpo, malhando bastante há um ano e meio, estava magra, sarada, feliz com o que via no espelho, aí eu comecei a pensar em meses sem poder fazer ginástica direito, sem correr com meu cachorro, sem andar de bicicleta, sem jogar tênis. Fora os planos e os sonhos que ficaram on hold: duas viagens adiadas, alguns ingressos já comprados, as próximas férias, o plano de estudar fora, um monte de coisas que eu não sabia se ia poder fazer.

Foi foda. Receber um diagnóstico horroroso, depois continuar investigando mais um pouco para entender o tamanho do problema e descobrir coisas mais horrorosas, ficar escutando alternativas dos médicos que eram todas ruins e ficar torcendo para cair no quadro menos pior foi bem foda.

Fiquei bem de mal com meu corpo, como se ele tivesse me traído, como se ele não tivesse o direito de ficar doente. Eu sempre sempre sempre cuidei muito bem do meu corpo e me senti traída. Justo eu, que nunca fui sedentária, que pratico exercícios físicos quase diariamente, que nunca estive acima do peso, que prefiro orgânicos, que não como carne, que não ponho na boca refrigerante, macarrão instantâneo, nuggets, bolachas recheadas e coisas com glutamato monossódico há anos, que não fumo, que não uso adoçante, que durmo bem, que não tiro as cutículas, que quase não tomo sol e sempre com protetor 60, que faço o check-up anual sempre em dia. Meu corpo não tinha o direito de fazer isso comigo.

Nunca tive medo de morrer, porque morrer parece ser fácil. Meu medo era viver mal, viver doente, viver com medo, viver com limitações. Eu já estava passando por um período não muito bom, daqueles que nos deixa descontentes com a vida pessoal, com a carreira e com todas as decisões que já tomamos. Mas, de uma hora para a outra, minha vida, minha casa, meus trabalhos, meus amigos, meus filhos e todas as coisas que gosto de fazer voltaram a ser incríveis e fantásticas e eu só queria viver tudo aquilo da melhor forma.

Tudo o que eu ouvia sobre câncer de mama me deixava irritada. Uma das grandes irritações eram panfletos e sites dizendo que não ter engravidado até os 35 anos aumentava o risco de câncer de mama. Como se fosse culpa minha, porque eu resolvi por livre e espontânea vontade adotar. Como se todas as mulheres devessem escolher engravidar antes dos 35 para diminuir este risco, da mesma forma que se recomenda não fumar, tomar dois litros de água por dia ou cuidar bem da alimentação. Como se engravidar não gerasse uma vida, não tornasse a mulher uma mãe, algo que ela precisar querer e tem o direito de não querer. Como se para engravidar a mulher não precisasse de um homem participando do processo ou de um tratamento de fertilização. Não estou questionando se isto está estatisticamente ou cientificamente correto ou não, mas é o tipo de informação que não ajuda em nada. Principalmente porque um dos questionamentos que os médicos fizeram sobre meu caso é se não era uma questão genética e aí eu deveria ficar feliz por não ter passado isso para a Ruth? Ah, meu.

Eu me deixei ficar triste por isso e chorar muito. Chorar porque descobri que tenho câncer me pareceu genuíno desde o começo, como se não fizesse sentido não chorar por uma coisa dessas. Eu chorei todos os dias desde que soube e também alguns dias antes de saber, entre marcar a biópsia, fazer a biópsia e esperar o resultado. Até hoje parece ser o único choro que vale a pena ser chorado. A gente sempre se envergonha por chorar no trabalho, pelo namoro que termina ou por brigas com alguém querido, mas eu nunca senti que eu não deveria chorar porque eu tinha câncer e chorava sempre que tinha vontade. E em qualquer lugar, aliás.

Eu também me dei o direito de esquecer todos os outros problemas que não eram eu mesma, me dei o direito de ser egoísta literalmente. Ernesto – meu cão –  foi para a casa de uma amiga, porque ele sentiu de verdade o fato de eu não estar bem e começou a não ficar bem junto comigo. No meu caso, eu revezava entre chorar em posição fetal no sofá e querer fazer todos os programas que acho legais fora de casa. No caso dele, começaram a rolar umas coisas que ele não fazia há tempos, como xixi na sala, destruição de livros e almofadas e latidos constantes, fora as vezes em que ele ficou horas olhando para a minha cara e chorando, mesmo que eu brincasse e fizesse carinho nele. Eu continuei os trabalhos que vinha fazendo porque não queria prejudicar as pessoas com quem tinha me comprometido, mas me deixei não ser tão produtiva. Eu fui meu único problema durante algumas semanas e não me arrependo nem um pouco disso.

Uns dias antes da cirurgia, Isaac e Ruth foram para a casa do pai, porque eu não estava conseguindo me concentrar no papel de mãe, nem nas coisas simples como fazer jantar, muito menos nas coisas mais complexas como questões na escola. Ser mãe é difícil, ter câncer é difícil, ser mãe com câncer foi impossível para mim. Eu me desliguei uns dias dos meus filhos e acho que fiz bem. Fiz bem porque pude confirmar que, sim, eu escolhi o melhor pai do mundo para os dois e que nunca mais preciso me preocupar com o que irá acontecer com eles se um dia eu morrer. Eles seguiram a vidinha deles e o pai estava lá ao lado deles cuidando de tudo que eles precisavam enquanto eu enlouquecia e tentava voltar ao normal. Fiz bem porque não queria dividir com eles todos os altos e baixos pelos quais eu passei.

Porque entre receber o diagnóstico e operar eu vivi 12 dias de loucura. Operei rápido, o que foi bom, não apenas porque eu tinha câncer e precisava dar um jeito de tirar o câncer de dentro de mim, mas porque receber diagnóstico de câncer enlouquece – literalmente enlouquece – e obviamente eu não estava preparada para isto. Ninguém está preparado. Depois que fiz a biópsia, metade de mim achava que iria ser benigno e a outra metade não fazia a menor ideia do que era ouvir ou ler “é um câncer”. Eu estava dando uma aula quando minha ginecologista me ligou com o resultado do exame. Eu atendi, ouvi o diagnóstico e resolvi que ia continuar as duas horas de aula e lidar com aquilo mais tarde. E daquela noite em diante eu passei a conviver com um tsunami de emoções e experimentei todos os sentimentos possíveis que iam e voltavam em questão de minutos. Eu me sentia triste e chorava muito, mas ao mesmo tempo tinha esperança que eu ia enfrentar e vencer tudo isso e que o caso ia ser simples, morria de raiva da vida, do meu corpo e dos médicos que não diziam o que eu queria ouvir (briguei feio com um deles em uma consulta e minha mãe morreu de vergonha), ficava eufórica alguns dias e resolvia fazer tudo o que eu gostava de fazer como se eu fosse morrer dali uns dias e aí eu era a melhor companhia do mundo, mas dali a poucas horas eu virava a pior companhia ever, que só chorava, atacava ou reclamava. Lembro de um amigo me dizendo durante um jantar em que eu cheguei chorando e revirei o prato chorando porque nem consegui comer nada: “como isso aconteceu se passamos a manhã juntos e você tava ótima, se te dei tchau às 16h e você estava sorridente?”. Naquele dia eu pedalei 26 km, almoçamos super gostoso falando de assuntos leves, voltei pra casa, vi TV, tomei banho e quando escureceu eu tive uma crise de pânico e ansiedade e chorei sem parar por mais de 24 horas, incluindo um outro passeio no dia seguinte em que mal consegui falar. Teve outro amigo que me ligou na noite anterior à cirurgia para saber como eu estava, me pegou em uma crise de choro gigante que só passou porque ele chegou na minha casa em minutos e aí eu consegui dormir. Uma amiga foi me fazer companhia no laboratório porque eu estava fazendo os exames pré-cirúrgicos chorando, sem nenhum motivo, porque eram apenas os exames de coração e tal, e eu já imaginava que não ia sair nada errado. Em compensação, nestes mesmos 12 dias eu provei drinks incríveis de bartenders ótimos, assisti um show de jazz lindo, fui ao cinema e me concentrei no filme por duas horas, assisti um musical, entreguei uma proposta para um projeto de consultoria, recebi um monte de amigos para jantar e cozinhei coisas incríveis para eles. Foi muita loucura, porque eu não me reconhecia na raiva, nem nas crises de choro e nem nos momentos de euforia em que eu amava viver como nunca.

Eu vivi 12 dias com a certeza absoluta que meu seio direito era a coisa mais importante da minha vida e que toda minha existência girava em torno dele. Toda. Vivi 12 dias pensando que não podia perdê-lo, que não podia mudá-lo, que minha vida nunca mais seria a mesma sem ele. De fato a minha vida nunca mais será a mesma, mas eu custei a me convencer que minha vida mudaria pelo câncer, não pelo seio, porque no fim das contas o seio está aqui igualzinho ao que ele era antes, sem nenhuma prótese, como eu queria. E foi um trabalho muito grande para eu convencer a mim mesma que sou muito mais que o câncer ou que meu seio. E a melhor coisa que eu ouvi de um amigo neste sentido foi “eu não ligo nem um pouco para seu seio”, porque aí eu realmente comecei a pensar que ninguém olhava para mim e ficava pensando no meu seio. E também foi ótimo quando outro amigo me perguntou quantas vezes eu tinha me apaixonado por alguém sem nem ter visto o corpo da outra pessoa ainda, porque me fez lembrar que as pessoas são bem interessantes mesmo vestidas. E melhor ainda foi quando um amigo veio me ver em casa após a cirurgia, e eu não tinha ainda contado para ele onde era o câncer, e ele entrou, me disse que eu estava linda e perguntou o que eu tinha operado, porque eu estava me sentindo horrorosa usando o soutien pós-cirúrgico e achava que todo mundo iria olhar para mim e já perceber isso.

O mal do câncer não é só um nome feio ou algo que pode nos matar, mas é ele nunca ir embora. Uma vez que descobrimos um câncer, nos vemos obrigados a viver com ele para sempre. Eu tive câncer cedo, então devo passar pelo menos metade (assim espero) da minha vida com o câncer. É como se ele não fosse acabar. Quando acabou a cirurgia, eu podia dizer que não tinha mais câncer, porque efetivamente meu cirurgião tinha tirado o câncer de dentro de mim. Eu tenho recebido muito carinho da família e dos amigos na recuperação, porque existe esta parte física e chata que é voltar à vida normal após uma cirurgia e a vida “normal” (tomar banho sozinha, voltar ao trabalho, cuidar da casa) vai voltar muito rápido. Mas tem uma coisa que ficou: a dúvida de como vai ser daqui pra frente. No curto prazo, esperar mais resultados de exames. No médio prazo, todos os tratamentos dolorosos, chatos e que podem me enlouquecer tudo de novo. No longo prazo, talvez para o resto da vida, ficar pensando no que fazer para minhas células não me traírem mais uma vez e não se multiplicarem de forma errada e não me fazerem passar por tudo isso de novo.

Eu não sei porque resolvi publicar este texto. Talvez porque uma das coisas que mais me deixaram tranquila neste processo todo foi conversar com mulheres que já passaram pela mesma doença que eu, porque eu pedia desesperadamente para que as pessoas me dissessem que estava tudo bem e que ia ficar tudo bem, mas a verdade é que eu sabia que as pessoas que não sentiram o que eu senti não faziam a menor ideia se ia mesmo ficar tudo bem. Então eu quis deixar aqui por escrito que posso conversar com quem quiser e que topo ser companhia para quem precisar só chorar, porque eu sei bem que chorar ao lado de alguém é muito mais fácil. É só me pedir!

Acho que quis publicar também para agradecer. A gente não escolhe nossa própria família, mas eu tive a sorte grande de ter uma família acolhedora e presente, daquelas que abraçam a causa com a gente e fazem o que precisar ser feito – amo muito vocês todos. Os amigos são a família que a gente escolhe e eu só soube escolher bem, então eu agradeci muito a mim mesma por ter cuidado dos meus amigos e por ter os mantidos por perto durante todos esses anos, uns por 10 anos, outros por 15 anos e dois deles por 25 anos! Aquela história de ser mais que um câncer foi construída na minha cabeça cada vez que eu estava na frente de alguém que conheci há mil anos atrás e ficava me perguntando se a pessoa estava olhando para um câncer ou para os muitos anos que temos para lembrar. Descobrir que eu tinha câncer me fez uma pessoa chorona, reclamona, baixo astral e com as emoções todas descontroladas, mas eu sei que isso vai passar e eu sei também que amigos e família estarão aqui enquanto não passar e depois que tudo passar. Amor e colo é tudo o que gente precisa dos outros enquanto convive com o câncer. Sim, eu sempre respondia “álcool” quando alguém perguntava se eu precisava de algo e achei umas fofas todas as pessoas que vieram em casa e lavaram minha louça enquanto eu não conseguia mexer o braço, mas o que mais me ajudou foi ter companhia e colo sempre, o tempo todo, em casa, no hospital, nos exames, nas refeições, nos passeios, todos os dias. No fim, o câncer me mostrou muito amor.

O câncer também me mostrou uma coisa que eu já vinha aprendendo com a maternidade: a gente não tem controle sobre as coisas que acontecem com a nossa vida. Ter câncer foi algo totalmente fora dos meus planos e do meu controle e agora vou ter que dar um jeito que seguir vivendo bem e feliz mesmo existindo a doença, os próximos tratamentos e a possibilidade de ela voltar um dia. Pensar nisso ainda me faz chorar todos os dias, porque ainda tenho muito medo do meu câncer. Mas meu principal objetivo neste hiato que estou vivendo é fazer o câncer se transformar em um detalhe na minha vida com o qual vou ter que conviver – querendo ou não – e voltar a me concentrar em quem eu sou: muito mais que um câncer, um seio ou uma cicatriz.

PS: Parece clichê, mas façam o auto-exame todos os meses e os exames anuais com a ginecologista direitinho. Não custa nada. Eu achei o nódulo num ultrassom de rotina, depois fui revirar todos os meus exames passados e foi muito bom saber que ele não estava lá há um ano atrás e que eu o descobri no menor tempo possível. Eu sei que vocês vão dizer que não sabem fazer o auto-exame, porque eu também não sabia fazer direito, mas é meu corpo e vou passar a conhecê-lo cada vez melhor para entender sinais e caroços que possam surgir por aqui. E, vocês, venham junto comigo.

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11 pensamentos sobre “Mais que um câncer

  1. Ananda Monteiro disse:

    Pesuisando sobre adoção que achei teu blog. Li todas as postagens em dois dias. Gostei de tudo, temos ideias muito parecidas. Terminei de ler teu texto, tão profundo, tão cheio de sentimento…sério, queria poder te dar um abraço agora. Espero que os dias que virão sejam cada vez melhores. Parabéns pela mulher que és!!

  2. Paula Dea disse:

    Que venham os próximos 25 anos, cheios de saúde!!! Muito orgulho de você!

  3. Oi linda!
    Olha, eu nao te conheco pessoalmente, mas eu gosto TANTO de vc (da sua historia, de quem vc eh, sei la, tenho uma empatia muito grande por vc). Fiquei muito emocionada com o seu texto. Nao um emocionado comovido “oh ceus”, um emocionado “cara, pqp sabe, tanto fdp saudavel enchendo o saco e isso acontece so com gente dahora”. Ja tive pessoas muito queridas que passaram pela mesma situacao. O que eu aprendi com elas eh que o cancer eh como aquele amor que quebrou o seu coracao: nao adianta tentar esquecer. Deixe no canto do seu coracao, ali onde vc invariavelmenteira visitar em alguns dias, mas nao tente arrancar de dentro de vc, saca? Do mesmo jeito que a gente aprende a conviver com o sentimento de amar alguem (mesmo nao correspondido) tambem “aprende” a conviver com essas celulas safadas.

    Eu tive o cabelo raspado durante a minha adolescencia – e parte da vida adulta, uns 10 anos. Tambem durante esse periodo, eu fiquei meio perdida sobre o que queria fazer da vida. Meu vo, medico, pediu para um amigo dele que eu acompanhasse o dia-a-dia numa clinica de oncologia la na minha cidade, no interior. Bom, virei botanica, entao vc imagina que eu nao tinha nada a ver com essa profissao,certo? Anyways, toda vez que alguma mulher chegava para a sua sessao e tinha seu momento de choro (por causa de tudo, claro, mas o cabelo era a gota d’agua), me chamavam. E eu ia la, toda feliz exibir minha cabeca raspada. Perguntavam se era cancer e eu falava: “nao, eu acho lindo mesmo, deixa o rosto mais evidente e vc vai ouvir uma coisa que poucas mulheres conhecem: o barulho do vento na orelha”. Algumas passavam a mao, era gostoso. Todas ficavam genuinamente mais calmas.

    Eu nao sei quem vc eh, nunca nem vi sua foto. Mas para mim, vc eh linda. 🙂
    Vou te mandar todas as melhores vibracoes e oracoes e muitos, muitos abracos para vc sentir todo o meu carinho sempre que precisar. E se precisar chorar, pode me mandar email, eu te ligo. Eu nao sou muito de falar as coisas certas na hora certa nao, mas eu ouco que eh uma beleza. Vc eh uma pessoa tao especial, mas tao especial, que ate quem vc nao conhece torce, vibra e te quer bem.

    Abracao! :*

  4. Blanca disse:

    Ô, meu anjo. Eu tô triste.
    Você não me conhece, mas leio e amo o teu blog e parece que vc já é, pra mim, como uma amiga. Te acho tão linda e te admiro tanto e fiquei triste de verdade… Minha família também tem histórico de câncer, morro de medo de ter, da minha mãe ter. Minha avó tinha. Quando eu tinha 9 anos e descobri e a vi de peruca pela primeira vez, não tinha volta: eu tava na frente da pessoa mais poderosa do mundo. Ninguém nunca superou ou vai superar minha vó. Foi tão difícil vê-la das inúmeras formas que o câncer deu a ela, mas ela não era minha vó que tinha câncer, era minha vó e ponto. Minha vó que brigava com a minha tia qnd ela brigava comigo, minha avó que xingava Deus e o mundo, minha avó que sabia Camões de cor, minha avó que sorria bonito.
    A gente é muita coisa nessa vida pra ser resumida a um câncer só!

    Você é maravilhosa e te desejo força e alegria e coisas muito boas.

    Abraço apertado.

  5. Greice Bauer disse:

    Caracas Ruri, to sem fôlego… como a vida é doida né?! Obrigada por mais uma vez compartilhar e inspirar com teus textos. Sempre mandando muita energia positiva para ti aqui do Sul. Um beijo enorme no teu coração ❤

  6. […] o câncer fez minha vida virar de ponta-cabeça, não sem antes dar quatro mortais e cair de costas no chão […]

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