Por que nós decidimos adotar

Não tem um motivo único ou objetivo. Nós sempre falamos sobre adoção como uma possibilidade para nossa família desde o tempo do namoro. “Vamos ter filhos biológicos e adotivos” era o que concordávamos, sem nos aprofundarmos muito no assunto.

E namoramos, depois casamos. Primeiro fomos morar em um apartamento minúsculo, que era meu apartamento de solteira, com um só dormitório. Ainda não era hora e não tínhamos espaço para um bebê. Alguns anos depois conseguimos comprar um apartamento nosso, grande, bonito e aí começamos a pensar que estávamos prontos para sermos papai e mamãe. É claro que as coisas ainda não estavam perfeitas como achamos que estariam. A casa não estava 100% pronta, tínhamos o financiamento todo para pagar, também não ganhávamos ainda o salário que queríamos ter, mas tínhamos maturidade, responsabilidade e dedicação para ter um filho. Também tínhamos amor e vontade de aumentar a família. E foi então que começamos a falar em filhos.

Queremos ter dois filhos. E como falávamos em gravidez e adoção, começamos a pensar nas duas possibilidades. Marquei médico, porque queria saber o que fazer (Esperar um tempo depois de parar a pílula? Tomar algum cuidado, algum medicamento, alguma dieta especial?) e começamos a pesquisar sobre o processo de adoção. E antes mesmo de chegar o dia da consulta, já estávamos completamente envolvidos com a adoção: compramos (e lemos) livros, achamos diversos blogs, conhecemos o passo-a-passo do processo, descobrimos os grupos de apoio e por aí vai. Nós fizemos a consulta médica, realizamos os exames necessários e vamos fazer o retorno em fevereiro. E sabemos que podemos ter filhos biológicos.

Passamos um bom tempo filosofando sobre o que seria melhor para as crianças: ter primeiro o filho adotivo ou o filho biológico. E não conseguimos concluir nada. A única conclusão é que vão ser amadas, vão ser filhos e vamos ter uma família feliz independente da ordem que as crianças chegarem nas nossas vidas e a forma como elas vão chegar. Até porque não podemos controlar o tempo do processo nem o tempo que demoraremos para engravidar. Só sentimos – é irracional – que a vontade de adotar é imensa e que tem uma criança no mundo que não nascerá da minha barriga e que será nosso filho (ou filha) querido. E foi assim que nós dois decidimos que a adoção seria nosso primeiro passo.

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