Palavrão

6h30 da manhã no quartinho dos bebês. Eu estava trocando meu filho e minha filha ainda estava na caminha. Estávamos em silêncio, pois os dois ainda estavam bocejando e se espreguiçando. De repente, meu filho dá o maior berro do mundo:

– RUTH PUTAAAAAAAAAAAAA!

Meu coração parou. Mano, como assim ele aprendeu essa palavra? Primeiro eu xinguei mentalmente todas as pessoas que sei que falam palavrão perto dos dois. Depois fiquei na dúvida se dava uma bronca ou se só dizia para ele nunca repetir aquilo. No fim, fiquei com pena da carinha de que-foi-que-eu-fiz e pedi para ele me explicar.

– Que você disse, filho?

– Que a Ruth vai pular, mamãe.

Ah, ufa.

Pô, filho. Confundir letras é bonitinho, tá? Mamãe Luli, bobó Elena, “quelo” leite, tudo isso é fofinho. Mas confundir “pular” com “putar” não pode, não, meu. Pô, não mata a mamãe do coração?

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