Pequenos sexismos no dia a dia

Coloquei os pequenos na escolinha no início do ano e foi difícil convencer a diretoras que elas tinham que ligar para o papai quando a mamãe não atendesse o telefone. Eu ficava muito aflita quando saía de uma reunião e via 17 ligações da escola não atendidas. Aí eu ligava correndo para o papai para saber o que tinha acontecido com os bebês e ele não tinha recebido um único telefonema sequer. Era como se só a mamãe conseguisse resolver o problema de um bebê doentinho.

Mas até aí, tudo bem. Afinal, eu fiz a maioria das visitas para escolher a escolinha sozinha, escrevo os e-mails quando preciso falar alguma coisa com as diretoras, escrevo recadinhos para as tias todos os dias na agenda, participo das reuniões de pais e estou lá quase todos os dias para levá-los e buscá-los. Eu achava normal que elas achassem que o principal ponto de contato da escola com a família fosse através de mim.

Até que elas trocaram os boletos da mensalidade, que antes eram entregues em papel, para boletos eletrônicos enviados por e-mail (o planeta agradece, escolinha!). Aí, minha gente, adivinhem só QUEM COMEÇOU A RECEBER OS BOLETOS POR E-MAIL? Vocês acham que elas mandam o boleto para mim? Não, não mandam, não. Claro que mandam para o papai.

Óbvio, né? Mamãe resolve problemas de bebês, papai paga as contas da casa e assim caminha a humanidade. Pô, escola.

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