Coisa boa na vida de mãe solteira

Na verdade, não são só as mães solteiras que vão se identificar com relatos de situações onde “tem que ser a mamãe”.

1) Você está sentada almoçando e a criança quer fazer cocô. A vovó, que já terminou de comer, se oferece prontamente para levar e a criança manda um “não! quero a mamãe!”.

2) Você chega em casa cansada e a tia que faz tempo que não visita pergunta se pode ajudar com o banho. “Nããããooo! Mamanhêêêê!”.

3) A criança está pulando, correndo e gritando na festinha e nem tchum pra você. Aí cai, machuca e vem correndo pular no seu colo, e não deixa ninguém mais chegar perto para ver o que aconteceu.

4) Você vai deixar na casa do vô para passar o dia e a criança não te deixa ir embora, e você tem que sair se arrastando por trás do sofá enquanto ela se distrai com alguma coisa (e fica morrendo de dor no coração).

5) E, por fim, tem aquele monte de vezes que você está quentinha e sonhando com o Sawyer e ouve um “mamãe” no meio da madrugada, que te faz sair da cama e ir lá ver o que está acontecendo no quarto ao lado.

Aí, uma bela madrugada, você ouve o inesperado:

– Tiiiiiiiiiiiiio?

Acorda. Estranha. Espera uns segundos. E ouve de novo:

– Tiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiio?

Gente. Que coisa linda. Criança chamando de madrugada e não é comigo. Não sou eu que tenho que ir. Não vou levantar. Cara, que alegria. Perdi o sono mesmo assim, mas não levantei, não. Só cutuquei o cidadão ao lado: “desculpa interromper o sono, mas acho que é com você”. Me cobri até a cabeça e fiquei rindo sozinha.

Juro que não fui eu que dei a ideia pra ela. Nem falei nada a respeito. Nem vou incentivar. Só vou ficar mentalizando antes de dormir: “Ruth, chama o tio hoje, chama o tio hoje”.

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