Mamãe, eu não te entendo

Ruth tem uma mania de não sair da cama quando acorda: ela grita. Se acorda de madrugada, ela começa a gritar “mamãe”, “mamãe”, “mamãe” em intervalos que começam com 5 segundos e vão reduzindo até chegar a 1 milésimo de segundo, e o tom de voz vai aumentando. Pode ser para arrumar o cobertor, reclamar de alguma dor imaginária, avisar que está chovendo ou pedir para fazer xixi, ela não se move um milímetro, ela abre os olhos e começa a gritar.

Num gosto não de ser acordada de madrugada.

Aí hoje, ao sair da minha cama com os berros, eu disse para ela:

– Você não precisar ficar gritando “mamãe” quando tiver vontade de fazer xixi. Levante, vá até o banheiro, aí você volta para o quarto e continua dormindo, que tal?

– Não dá.

– Por que não dá?

– Porque você brigou comigo quando saí do quarto uma vez.

Ruth, eu não quis te contar a verdade, então disse que você tinha razão e que a mamãe é confusa. Mas aconteceu esta semana que pus os dois para dormir e saí andando pela casa totalmente no escuro e sentei no sofá da sala com tudo apagado e resolvi que ia ler absolutamente todas as notícias do fidi do feicebuqui e quando olho para o lado e dou de cara com a versão O Chamado de cabelos cacheados e gritei igual quando vejo taturana.

Nunca mais quero passar por isso.

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Um pensamento sobre “Mamãe, eu não te entendo

  1. hahahaha eu ri alto!

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