– Oooooiiiii, Papai Noel!
Meu filho cumprimentando um senhor de barba branca no elevador aqui do prédio. Bem naquela época que eu tento explicar que Papai Noel não existe. 🙂
– Oooooiiiii, Papai Noel!
Meu filho cumprimentando um senhor de barba branca no elevador aqui do prédio. Bem naquela época que eu tento explicar que Papai Noel não existe. 🙂
Eu tava lá em paz, sentada no chão do banheiro, segurando minha filha nua no vaso sanitário, aguardando pacientemente o xixizinho antes do banho. Aí vem o monstrinho e aponta:
– Mamãe, essa é a teta da Ruth?
Acuma? (olhos arregalados) Xinguei todos os antepassados da pessoa que ensinou essa palavra para meu bebê. Sorry, tá, sem ofensas, mas não gostei. Nada contra, mas existem palavras mais bonitinhas para um bebê falar, vai? Respirei fundo e respondi bem calmamente.
– Não, filho. Esse é o peito da Ruth.
Cinco segundos de silêncio.
– Mamãe? Eu posso mexer no peito da Ruth?
Dois. Anos.
Socorro?
Depois da bronca gigantesca que dei no meu filho porque ele se soltou e correu para o meio da rua, os dois ficaram muito bonzinhos com esse assunto. Andam de mãos dadas, ficam ao meu lado, não correm. Talvez eu nem precisasse ter sido tão dura, mas ele podia ter morrido atropelado. Foi mais forte que eu.
Mas pelo menos funcionou… Outro dia cheguei na porta da escola e uma tia estava no portão. Coloquei meu filho em pé na calçada bem perto de mim, soltei a mãozinha dele para tirar minha filha do carro e a tia o chamou para entrar com ela na escola. Eram dois metros só, mas ele respondeu:
– Não pode. Vou ficar aqui com a mamãe.
Lindo.
Véspera de feriado no meio da semana e uma ideia brilhante: colocar os dois para dormir um pouco mais tarde para tentar dormir até um pouco mais tarde no dia seguinte. Espalhamos panelinhas, trenzinhos, motocas, bichinhos e coisinhas no chão e meu plano era deixá-los bagunçar uma hora a mais que os outros dias.
Só que quando chegou no horário habitual de ir pra cama, eles decidiram brincar de NANAR. Juro. Foram para o quarto buscar travesseiros, cobertores e bichinhos de pelúcia, deitaram no sofá e brincaram de nanar. Não dormiram, claro, mas foi no mínimo a brincadeira mais esquisita que já vi por aqui.
Ok. Já entendi que estou exagerando no regime militar aqui nessa casa.
Eu estava na padaria, encostada no balcão tomando um café com leite, e minha filha estava sassaricando entre as outras pessoas com um pão de queijo na mão. Dali a pouco ouço ela começar uma conversa com uma senhora, me apontar e dizer bem alto:
– Olha lá a minha mãe!
Eu a chamei para perto de mim e amassei bem forte.
Filha, sim, eu sou sua mãe. Vou ver sua mamãe para sempre. Vou fazer de tudo para você e para seu irmão serem felizes. E obrigada pelo orgulho que vi em seus olhinhos ao contar para a senhora que eu sou sua mãe. É por isso que ser mãe vale a pena, viu?
Criei uma categoria chamada “Fofuras” no blog. É uma categoria quase pessoal, só para eu poder anotar e depois filtrar as fofurices que meus filhos fazem ou falam e que não quero esquecer. Porque é muita fofura nessa vida de mamãe, gente.
Hoje de manhã eu perguntei:
– Quem quer voltar de perua hoje?
Meu filho respondeu: – Eu!
Minha filha respondeu: – Não quero.
Silêncio. Pô, filha.
E Isaac completa:
– Mamãe, a Ruth não quer voltar de perua? Que pena, né?
Quem te ensinou a falar “que pena”, filhote? Coisa mais fofa!