Onde encontramos os nossos filhos

Nossos brigadeirinhos chegaram através do fórum onde fizemos nosso processo de habilitação para adoção. Nós nunca visitamos nenhum abrigo para procurar nossos filhos por um motivo bem sério: as crianças abrigadas não são produtos expostos em vitrines e ninguém deve ir aos abrigos para “escolher” a mais bonitinha, mais engraçadinha, mais educadinha ou sei-lá-o-que. Um segundo motivo seria que nem todas as crianças abrigadas estão disponíveis para adoção: muitas ainda têm algum vínculo com a família biológica ou ainda estão aguardando o processo de destituição de poder familiar se encerrar.

Nós acompanhamos alguns grupos de discussões virtuais, onde eventualmente as pessoas divulgam crianças disponíveis para adoção. O GAARJ (Grupo de Apoio à Adoção do Rio de Janeiro) tem um fórum aqui e acompanhamos como “ouvintes” uma comunidade no Orkut chamada GVAA – Adoção, um exemplo de amor (como “ouvintes”, porque um dos requisitos para ser membro é ter perfil no Orkut com muitos amigos e outras comunidades – muito difícil!). Conheci uma amiga que adotou através dessas divulgações. Geralmente são crianças que não encontraram pretendentes na própria comarca e isso provavelmente aconteceu porque estão fora dos perfis mais desejados, ou seja, não são bebês, têm irmãos ou problemas graves de saúde.

O processo de destituição de poder familiar de nossos bebês foi conduzido pelo mesmo fórum onde fomos habilitados. Quando estavam destituídos e o fórum começou a procurar uma família substituta para os dois, fomos chamados. Então achamos justo dizer que foram nossos filhos que nos encontraram!

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2 pensamentos sobre “Onde encontramos os nossos filhos

  1. Deborah disse:

    Interessante a leitura de vcs quanto a procurar uma criança nos abrigos. Nunca tinha pensado nisso. No processo de adoção, ao me habilitar, deixei claro que não queria contato para dizer que havia uma criança disponível, achei justamente que isso seria ruim. Preferi fazer visitas a abrigos e descobrir afinidades com alguma criança, mesmo porque havia optado pela adoção tardia, preferindo crianças acima de 6 anos. Nesses casos acho importante a convivência prévia. Como sempre frequentei abrigos isso aconteceu naturalmente. Adotei uma menina de 11 anos, que completará 18 em dezembro! Bj

  2. Isabela disse:

    Quero adotar como faz

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