Linguagem

No ano passado, uns dos neurologistas que consultei para conversar sobre o problema da minha filha comentou que um dos momentos mais importantes no desenvolvimento da linguagem da criança é quando ela começa a juntar uma palavra na outra (por exemplo: quero leite, tá dodói).

Na época, meus bebês de cerca de um ano e meio falavam apenas algumas palavrinhas soltas e se comunicavam basicamente com gestos, choros e risadas. Eu passei um tempão prestando muita atenção em tudo o que eles falavam para ver se ouvia as tais duas palavrinhas que deveriam vir juntas. Demorou, viu? O número de palavras que eles aprenderam a falar começou a aumentar bastante, mas nada de juntar uma na outra.

Óbvio que eu não me lembro qual foi a primeira mini-frase que ouvi, nem qual dos dois foi o primeiro a falar (eu chuto que foi meu filho). Mas olhando para os dois tagarelas de hoje, nem parece que isso aconteceu há menos de seis meses. Hoje as frases são longas, com perguntas e respostas, e vocabulário cresceu muito. Agora eles começaram a usar palavras sofisticadas para quem tem 2 anos e ganham milhões de apertões da mamãe babona por isso.

Outro dia meu filho não parava nunca mais de chorar e milha me perguntou:

– Mamãe, o Isaac está chorando ainda?

Meu filho me pedindo brinquedos:

– Mamãe, posso brincar com o tigre?

– Pode, filho.

– Posso brincar com o elefante também?

O mesmo mocinho, pulando um dia na cama:

– Isaac, não pode pular.

– Posso só cantar?

Morro de orgulho desses brigadeirinhos!

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