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Linguagem

No ano passado, uns dos neurologistas que consultei para conversar sobre o problema da minha filha comentou que um dos momentos mais importantes no desenvolvimento da linguagem da criança é quando ela começa a juntar uma palavra na outra (por exemplo: quero leite, tá dodói).

Na época, meus bebês de cerca de um ano e meio falavam apenas algumas palavrinhas soltas e se comunicavam basicamente com gestos, choros e risadas. Eu passei um tempão prestando muita atenção em tudo o que eles falavam para ver se ouvia as tais duas palavrinhas que deveriam vir juntas. Demorou, viu? O número de palavras que eles aprenderam a falar começou a aumentar bastante, mas nada de juntar uma na outra.

Óbvio que eu não me lembro qual foi a primeira mini-frase que ouvi, nem qual dos dois foi o primeiro a falar (eu chuto que foi meu filho). Mas olhando para os dois tagarelas de hoje, nem parece que isso aconteceu há menos de seis meses. Hoje as frases são longas, com perguntas e respostas, e vocabulário cresceu muito. Agora eles começaram a usar palavras sofisticadas para quem tem 2 anos e ganham milhões de apertões da mamãe babona por isso.

Outro dia meu filho não parava nunca mais de chorar e milha me perguntou:

– Mamãe, o Isaac está chorando ainda?

Meu filho me pedindo brinquedos:

– Mamãe, posso brincar com o tigre?

– Pode, filho.

– Posso brincar com o elefante também?

O mesmo mocinho, pulando um dia na cama:

– Isaac, não pode pular.

– Posso só cantar?

Morro de orgulho desses brigadeirinhos!

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Bebês mocinhos

Nossos brigadeirinhos chegaram em casa engatinhando e em um mês estavam correndo de um lado para o outro. Correndo rápido, aliás. Voltei a usar saltos todos os dias para ir trabalhar e vocês não imaginam o trabalho que dá não deixá-los fugir no curto percurso entre apartamento até o carro na garagem e entre carro na calçada até a sala de aula.

Nos primeiros meses, eles usaram copos de transição (aqueles com tampa plástico e três furinhos) para todas as bebidas. Hoje esses copos são só para o leite da manhã e da noite; durante o dia eles usam canudinhos. Significa que não precisamos mais carregar copos na bolsa quando saímos; podemos pedir uma água ou suco natural no restaurante e servir em qualquer copo com canudo – muito mais fácil.

Quando chegaram, eles tinham dois dentinhos em cima e dois dentinhos embaixo e mastigar era difícil. Carne, frango e frutas com casca às vezes os faziam engasgar e cuspir. Hoje, com doze dentes cada um, estão comendo pedacinhos maiores sem nenhuma dificuldade. Há poucos dias eles começaram a comer as frutas da manhã e da noite sozinhos, usando um garfinho infantil. Além de ser uma fofura imensa, podemos fazer outras coisas na cozinha enquanto eles comem. Estamos sempre atrasados de manhã para ir para escola e para o trabalho e ganhei o tempo de tomar o meu próprio café da manhã.

Nos primeiros meses, usamos uma banheira no chão do box para o banho. Em pouco tempo, eles começaram a confundi-la com uma piscina e deram mergulhos perigosos. Resolvemos que estavam prontos para tomar banho em pé, em cima do tapetinho que não deixa escorregar.

Há poucos dias ficamos super felizes porque eles cresceram seis ou sete centímetros desde que chegaram. Durou pouco. Hoje estamos nos perguntando se podemos instalar maçanetas e interruptores mais altos no apartamento. Os pés também cresceram e muitos sapatinhos já foram doados para outros bebês.

Eles aprenderam a guardar os brinquedos depois de brincar. Aprenderam a colocar a roupa suja dentro do cesto. Assim que saem do cadeirão, vão sozinhos até o banheiro e pegam as escovas e pasta de dente. Estão falando várias palavras em português (as preferidas são mamãe, bola, água, carro e “cabô”) e frases inteiras em uma língua própria.

Tudo isso em seis meses conosco. É muito orgulho!

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