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Pequeno prazer

Há dois dias escrevi no Facebook que tenho um pequeno prazer diário: entrar no quartinho dos meus filhos para cobri-los e sentir cheirinho de bebê que tomou banho antes de dormir. Assim que abro a porta, sinto o cheiro de sabonete e creme e é uma delícia!

Foi só falar, que ontem abri a porta e senti um cheiro de… cocô. Que preguiça. Mas não dá para não tomar providências quando o assunto é cocô. Cocô na fralda vira rapidamente cocô no pijama, cocô no lençol, cocô no cobertor e por aí vai. Providência 1: cheirar os dois bebês para descobrir qual deles tinha feito cocô – torcendo para ser apenas um. Providência 2: virar cuidadosamente o bebê na cama para conseguir trocá-lo ali mesmo, pois as chances de acordá-lo seriam menores. Providência 3: pegar todos os apetrechos necessários para troca de fralda sem fazer barulho. Providência 4: acender o mínimo de luz para conseguir enxergar o que eu ia fazer. O desafio: fazer tudo isso com uma super delicadeza para não acordar nenhum dos dois.

Falhei. Os dois acordaram e choraram um pouco.

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Cocô

“Ter uma tag chamada ‘cocô’ no seu blog me desanima muito” foi o que me disse hoje um amigo casado, sem filhos, que possivelmente está ensaiando para ter um bebê. Foram apenas dois posts sobre cocô até agora, mas não pude deixar de ficar pensando sobre isso.

Lidar com cocô não é legal. E as amigas mamães já me avisaram que isso vai nos acompanhar por muitos anos, até que as crianças aprendam a se limpar sozinhas. E, logo depois das fraldas, virá a fase do cocô no penico e sofro por pensar que lavaremos penicos sujos em dobro.

E também não vou mentir. O cocô é a única coisa ruim na adoção de crianças que não chegam na família recém-nascidas. As mamães que têm filhos recém-nascidos dizem que o cocô não tinha cheiro forte na época em que as crianças só tomavam leite, depois elas foram introduzindo papinhas aos poucos na alimentação de seus filhos, foram se acostumando aos poucos com o novo cheiro do cocô e isso nunca foi um problema. Nós não podemos dizer o mesmo. Nunca tínhamos trocado fraldas na vida e receber crianças que já comem de tudo (por exemplo: feijão, repolho, carne) de uma hora para outra foi muito difícil. Algumas vezes precisei amarrar um pano no nariz antes de trocar uma fralda. Mas a boa notícia é que acostumamos em poucos dias. Hoje não é nada sofrido e nem achamos o cheiro tão forte assim.

Então, amigo querido, não se desanime. Muitas coisas vão dar mais trabalho e muitas outras coisas vão te deixar tão feliz que você nem vai se lembrar do cocô.

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Adaptação dos bebês

Essa semana vamos comemorar dois meses com nossos bebês e estamos pensando muito sobre a adaptação deles na nossa família. Nós não temos dúvidas que eles se adaptaram rapidamente a viver conosco. É fácil se sentir bem e gostar de quem cuida com carinho, brinca, dá comidinha e deixa quentinho.

A parte mais difícil da adaptação foi uma coisa comum em qualquer outra família: sair da rotina. Institucionalizados desde o nascimento, eles saíam do abrigo apenas a cada um ou dois meses para ir ao pediatra. Os demais dias eram muito parecidos, sempre no abrigo, seguindo a rotina que contamos aqui. Quando viraram nossos filhos, nós começamos a fazer coisas que todos os papais fazem com seus bebês – andar de carro, passear, visitar pessoas, ir ao parque, ir ao shopping, comer em restaurantes – e eles ficavam bastante estressados cada vez que uma refeição ou horário de soninho atrasava ou acontecia fora de casa.

Eles não choraram no carro quando viemos do abrigo para casa, mas choraram muito no carro todas as vezes que saímos nas três primeiras semanas. Passamos a maior vergonha na primeira vez que os levamos ao supermercado, um dia que decidimos comprar meia dúzia de coisas pouco antes do horário de almoço deles. Logo que chegamos, nossa filha fez cocô e eu precisei trocá-la no banco do carro, o que a deixou super brava (não, não tem um lugar decente para trocar fralda no Pão de Açúcar). E, sim, o cocô sujou a calça dela e, não, eu não tinha levado outra calça, então ela teve que ficar só de fraldas no supermercado (e nesse dia aprendemos a sempre ter uma roupa limpa na bolsa para eles). Depois disso, como estava com fome, nosso filho abriu o maior berreiro do mundo. Não era simplesmente um choro alto. Dias antes eu tinha o levado para fazer exame de sangue e ele chorou bem alto enquanto as enfermeiras faziam a coleta. No supermercado, ele esgoelou como se não comesse há 60 dias e chegou a ficar roxo. Todo mundo ouviu, muitas pessoas vieram ver o que estava acontecendo e nós tivemos que sair correndo de lá, morrendo de vergonha, e ele só parou de berrar quando começou a comer em casa. Ficamos imaginando as pessoas pensando porque pais de crianças de mais de um ano ainda não tinham aprendido a levar troca de roupa ou a fazer o filho se acalmar.

Aos poucos eles foram ficando mais flexíveis e perceberam que, mesmo que demore, eles vão comer, dormir e voltar para casa. Parece que começaram a entender os dias de semana, quando papai vai trabalhar e eles seguem uma rotina com a mamãe, e os finais de semana, quando saímos todos juntos, fazemos coisas diferentes e os horários mudam um pouco. No último final de semana fizemos várias coisas com eles e ficamos super felizes que eles choramingaram pouco, não ficaram muito impacientes e se divertiram bastante: fomos comprar algumas roupinhas, passeamos no shopping, almoçamos e jantamos em restaurante no sábado, visitamos uma das vovós e jantamos na casa de uma das madrinhas no domingo. E há poucos dias conseguimos fazer uma outra coisa que qualquer outro papai faz facilmente: carregar nossos filhos dormindo do carro até em casa e colocá-los na cama. Agora eles já se acostumaram com o cheiro e com o toque e confiam em nós até dormindo!

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Me conta uma história engraçada?

Hoje estava online durante o soninho depois do almoço e um amigo me mandou uma mensagem mais ou menos assim: “me conta uma história engraçada? deve ter acontecido alguma coisa engraçada aí essa semana”. Fiquei me perguntando se parecemos ser tão atrapalhados para deixar alguma coisa engraçada acontecer em uma semana com os bebês em casa, mas acabei não respondendo porque estava na hora de acordá-los para o lanchinho da tarde.

Quando entrei no quarto, tomei um susto porque meu filho não estava na caminha. Olhei no chão e nada, e então vi os dois dormindo juntos na caminha da minha filha. A primeira coisa que pensei foi “que coisa linda! gêmeos realmente se amam!” e tirei uma foto.

Depois percebi que, na verdade, o cenário era um pós-guerra. Meu filho estava sem a calça e sem as meias e os sapatos da minha filha, que eu tinha deixado no chão, estavam em cima da cama. Todos os bichinhos de pelúcia que estavam na cama foram para o chão. Quando ele subiu na cama dela, minha filha deve ter ficado muito brava e batido muito nele. Eles devem ter brigado durante um bom tempo antes de cair no sono e não sei como não ouvi nada da sala.

Mas o pior do tudo foi o cheiro. No meio da bagunça, meu filho fez cocô e, como estava sem a calça e se mexendo muito, tudo vazou nos lençóis. Foi um horror. Tive que lavar dois bebês e uma cama e não conseguia parar de rir, imaginando a confusão que eles devem ter feito.

Pena que nós não colocamos uma câmera no quartinho deles para poder assistir tudo.

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