Arquivo da tag: desenhar

Vamos falar sobre o lápis “cor de pele”?

Esses dias Isaac estava desenhando ele e a Bia, como todos os dias, e me falou:

– Mamãe, eu vou fazer a Bia de cor de pele e vou fazer eu de marrom!

Sim, eu voltei no tempo uns 30 anos e lembrei do lápis “cor de pele”. Para Isaac, a “cor de pele” era um lápis que se chama “rosa claro/ rosa pálido/ peach”.

Aí eu expliquei com muito carinho:

– Todas essas cores aqui podem ser “cor de pele” (peguei marrom escuro, marrom claro, rosa, amarelo, laranja – o que tinha no estojo). Essa aqui também, que é a cor da pele do sapo (o verde – lembrei de uma tirinha do Armandinho). E essa, do elefante (o cinza). Tudo pode ser “cor de pele”, escolhe o que achar melhor. Mas vamos chamar pelo nome da cor, e não “cor de pele”.

tirinha-armandinho-cor-da-pele-nude

Eu fui na escola e pedi para a professora me ajudar. Contei o que tinha acontecido e pedi para me ajudar a explicar para as crianças que muitas cores podem ser “cor de pele”, e não apenas o rosa claro. Não contente, escrevi esse post e peço do fundo do meu coração: ME AJUDEM? Compartilhem, conversem com as crianças e me ajudem a sumir com esse negócio de chamar o rosa claro de “cor de pele”?

Anúncios
Etiquetado , ,

Como é grande o meu amor por vocês

Sábado à noite. Tínhamos passado o dia todo fora de casa e eles caíram duros na cama às 19h30. Às 20h30 eu estava sozinha no sofá, de pijama, com cobertorzinho e vinho, assistindo House no Netflix, um pouco deprê com o silêncio da casa. Senti fome. Avaliei as opções: 1) cozinhar só pra mim = não, 2) pedir pizza = ter que me vestir para ir até o térreo = não ou 3) comer as sobras do almoço.

Me arrastei até a cozinha me sentindo a pessoa mais coitada desse mundo e dei de cara com esse desenho em cima da mesa.

desenho da ruth

Não tinha visto ela fazendo um pouco antes de dormir. Abri o maior sorriso da semana toda. Me senti a pessoa mais feliz do mundo porque minha casa tem essas fofuras que aparecem assim do nada.

Me senti especial por ser tão importante para esses dois monstrinhos. Me senti feliz por eles estarem em casa, nanando, tranquilos. Senti que eu não estava lá abandonada em casa num sábado à noite, mas que estava cuidando deles, esperando alguém chamar para ir ao banheiro ou para cobrir de novo ou para simplesmente mais um beijinho para dormir. Senti que estava em casa no sábado à noite sendo mãe.

Fui até os quartos, embrulhei cada um em seu cobertor, mordi as bochechas e comi o arroz com ovo frito mais gostoso de todos os tempos.

Etiquetado ,