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Licença maternidade

Assim que recebemos a sentença de habilitação, além de contar a novidade para família e amigos, achei que estava na hora de contar para algumas pessoas da liderança da empresa onde trabalho. Até então, tínhamos decidido contar apenas para algumas pessoas muito próximas – alguns familiares e alguns amigos – porque o processo de habilitação gera muita ansiedade para todos: poderia demorar muito, poderíamos passar por muitas e muitas entrevistas, poderíamos não ser habilitados. Assim como as mamães biológicas esperam a confirmação do resultado de gravidez para contar, nós decidimos esperar também. E, como fazem as mamães oficialmente grávidas, achei justo comunicar no trabalho.

As mamães adotantes têm igual direito à licença maternidade (ver Art. 392-A aqui), assim que recebem a guarda provisória da criança. E a licença maternidade é um período igualmente importante para mamães biológicas e bebês recém-nascidos e para mamães adotantes e os filhos que acabaram de chegar. É um período em que a criança precisará de atenção. É um período para que toda a família (mamãe, papai, filho, cachorro, vovós etc.) se conheça e se adapte a essa novidade. É um período em que a mamãe precisará aprender um monte de coisas sobre a criança (e várias outras coisas genéricas que talvez ainda não saiba, como cozinhar e dar banho). Então faremos questão de aproveitar esse período para conhecer o Brigadeirinho, para fazer com que ele sinta que essa casa e essa família são dele e para arrumar nossa nova vida.

Um detalhe será bem diferente da gravidez biológica: eu não consigo dar um prazo para tudo isso acontecer porque não há como prever nosso tempo de espera na fila. O que sabemos é que, após a ligação do fórum, passaremos por um período de aproximação e visitação, que também não tem um prazo pré-definido. Combinei com meus chefes que vou avisá-los quando iniciar o processo de aproximação com meu filho para que eles possam ter um tempo de preparar uma pessoa para me substituir. E combinei também que farei o possível para deixar minhas coisas no trabalho organizadas, para que eu possa ser substituída sem prejudicar os projetos. E eles me garantiram que darão todo o apoio para que meu processo de transição seja tranquilo.

E o que é igual à gravidez biológica é que eu poderei ter esse tempo ótimo para curtir meu filho e aprender a ser mamãe!

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Habilitados!

No dia 6 de junho de 2012, um dia antes do meu aniversário, nós recebemos nossa habilitação para adoção e estamos oficialmente na fila, esperando nosso filho chegar!

O parecer do Ministério Público saiu no dia 30 de maio e a juíza do fórum assinou nossa sentença uma semana depois. Desde a entrega dos documentos, nosso processo levou 4 meses e 14 dias para ser concluído, sendo que atrasamos a primeira entrevista com a psicóloga em 15 dias porque eu estava na África do Sul. Ou seja, o tempo – 4 meses – foi super justo!

Sabemos que em breve seremos chamados para um curso preparatório no fórum, que faz parte das exigências da nova lei (“a inscrição de postulantes à adoção será precedida de um período de preparação psicossocial e jurídica, orientado pela equipe técnica da Justiça da Infância e da Juventude, preferencialmente com apoio dos técnicos responsáveis pela execução da política municipal de garantia do direito à convivência familiar”), e na semana que vem ligarei no fórum para saber se há previsão de data.

E acho que agora começa a parte mais difícil: esperar! A qualquer momento, poderemos receber uma ligação do fórum nos chamando para ir conhecer nosso filho!

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“Parece que você está grávida!”

Esses dias fui almoçar com uma amigona, que também é uma das maiores torcedoras do nosso processo de habilitação para adoção. E no meio de uma conversa aleatória – porque eu faço força para não ficar falando SÓ de adoção – ela mudou de assunto e me disse assim: “Posso falar uma coisa? Parece que você está grávida!”.

E aí a ficha caiu: sim, acho que estou grávida! Nós estamos naquela fase em que as grávidas sabem que estão, porque os primeiros exames indicam que é positivo, mas queremos esperar os primeiros 3 meses (no nosso caso, a sentença final do processo de habilitação) para poder contar para todo mundo!

Nunca estive grávida, e confesso que acompanhei poucas mamães grávidas bem de perto, mas acho que a sensação é a mesma: uma super ansiedade para começar a arrumar as coisinhas do bebê, super curiosidade para ver a carinha e sentir o cheirinho dele e uma super preocupação sobre como vamos organizar a vida com um serzinho em casa (horários de escolinha, fazer comida caseira, passeios de criança no final de semana etc.).

E tem coisas que para nós serão bem diferentes. Um exemplo é a questão do nome do bebê: a gente não passa horas e horas tentarmos decidir um nome de menina e um nome de menino, porque nosso filho já terá um nome quando chegar. Outro exemplo é o parto: eu vejo que mamães grávidas têm uma super preocupação com o tipo de parto. Enquanto umas querem normal, outras querem cesárea, e eu quero poder abraçar o meu filho o mais rápido possível. E, por último, o que nos deixa mais ansiosos: não podemos comprar nada para o enxoval! Não temos como saber se precisaremos de um berço ou de uma caminha; também não sei se devo comprar uma cômoda para trocar fraldas ou uma mesinha com cadeiras para ele desenhar. E como não sabemos qual idade ele terá quando chegar (dentro do nosso perfil de 0 a 3 anos), não podemos comprar nenhuma roupinha ou brinquedos ainda.

E depois dessa conversa, cheguei em casa e falei para meu marido que estava grávida e que ele deveria atender meus desejos por comidas e ficar me mimando, como os maridos de mamães grávidas fazem. E ele me respondeu assim: “não é só você que está grávida, nós dois estamos. E o bebê não está na sua barriga, está nos nossos corações. Então você também tem que me mimar e fazer tudo o que eu quero!”. ❤

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Muita emoção

Eu tinha visto há uma semana que o laudo da psicóloga estava pronto e continuava acessando nosso processo pela internet diariamente. Ou melhor, continuava a acessar algumas vezes por dia. =)

Há dois dias, liguei para o fórum para saber quais seriam os próximos passos. Fui informada que o laudo estava pronto e que o próximo passo seria o envio para o Ministério Público, em breve. Perguntei quando iria, qual era o prazo do MP e soube que o promotor costuma responder em 5 ou 10 dias. No dia seguinte, o processo já estava no MP e senti que tínhamos dado mais um passo!

Paula Abreu falou tanto em seu blog quanto em seu livro (A aventura da adoção) sobre o quanto é importante acompanhar, correr atrás e fazer as coisas acontecerem durante o processo de habilitação. E, até agora, funcionou!

Hoje chequei novamente (sim, estou um pouco ansiosa) e lá dizia que o parecer do MP já estava pronto. Primeiro, pulei de alegria. Depois fiquei me perguntando se o parecer seria favorável ou não e bateu uma insegurança. Como eu já tinha ligado na segunda e não queria demonstrar tanta ansiedade, pedi para meu marido ligar no fórum para confirmar. Ele está em Belo Horizonte, precisou fazer um interurbano e – iupiiiiiiii – parecer favorável! Agora nosso processo está indo para as mãos da juíza, para recebermos a sentença final. Muito felizes!!!

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Pô, Globo

Eu não assisto novelas. Não só porque geralmente ainda estou trabalhando no horário, mas porque acho ruim mesmo. Na minha opinião, só não são piores que outras três coisas que passam na Globo: 1) Faustão, 2) BBB e 3) Globeleza.

Mas soube que a vilã da última novela das nove tinha um terrível segredo que seria revelado e poderia explicar todas as maldades que ela cometeu: ela foi adotada. E é claro que isso gerou uma grande revolta nas pessoas que acreditam que adoção é um ato de amor e que sabem que tudo o que foi dito na novela é preconceito. As pessoas não se tornam más porque foram adotadas. O fato de uma pessoa ser filha biológica de uma pessoa que tinha uma doença (no caso da novela, a genitora era esquizofrênica) não necessariamente a torna doente. Também não faz sentido questionar o verdadeiro sobrenome da vilã, que foi adotada legalmente e tem, portanto, o sobrenome da família adotiva, nem se ela teria mesmo direito à herança, pois filhos adotivos são filhos e têm todos os direitos que os filhos têm. E, por fim, nenhum filho adotivo deveria ter vergonha ou tentar esconder suas origens, porque isso faz parte da história das pessoas e deve ser preservado. Se geralmente a Globo trata com cuidado alguns temas delicados em suas novelas, como drogas, alcoolismo, violência doméstica, custava ter tomado cuidado também com a questão da adoção?

Eu li sobre o assunto no blog da Silvana do Monte Moreira, que enviou uma carta à Rede Globo sobre o assunto e que está aqui. Hoje encontrei um vídeo de uma campanha que a Globo lançou junto com ANGAAD sobre sobre a adoção, feita pela mesma atriz que interpretou a vilã na novela. Achei legal, mas mesmo assim: pô, Globo!

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Mais um passo no processo

Ontem à noite chequei o andamento do nosso processo e vi que o laudo da psicóloga ficou pronto!

Para quem mora em São Paulo, o processo pode ser acompanhado pela internet, no site do Tribunal de Justiça de São Paulo, aqui. É só clicar em “Consulta de Processos do 1ºGrau”, buscar o Foro em que está cadastrado e digitar o número do processo (recebemos o número do processo no dia em que entregamos a documentação).

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O nome do nosso(a) filho(a)

A questão do nome da criança foi discutida em grupos de apoio e também durante as entrevistas com a psicóloga do fórum e é um ponto sobre o qual vale a pena refletir.

No nosso caso, nunca conseguimos decidir um nome de menina e um nome de menino que gostássemos. Quando decidimos pela adoção, essa discussão perdeu o sentido. Mas sei que muitos papais e mamães desejam determinado nome desde sempre. E, sim, a lei permite que o nome da criança seja alterado no processo de adoção.

O que achamos, compartilhando a opinião da nossa psicóloga e de palestrantes que ouvimos, é que isso deve ser pensado com muito, muito carinho. O sobrenome, esse sim, será alterado e a criança passará a ter o sobrenome dos papais adotantes. Mas o primeiro nome faz parte da história dela. Ela era chamada por esse nome na família biológica e continuou a ser chamada assim durante o abrigamento. Trocar o nome é apagar a história que ela já tinha começado a construir. Trocar o nome pode gerar uma crise de identidade. Aos 27 anos, eu não quis acrescentar o sobrenome do meu marido ao meu, porque achei que não deveria mudar o nome que eu sempre tive na vida. Hoje fico imaginando como seria ter que mudar o meu primeiro nome.

A psicóloga nos disse que é comum as pessoas mudarem a forma de escrever o nome (o exemplo que ela nos deu foi da Thaynná que passou a ser Tainá). Também sei do caso do Pedro Paulo, filho de Ângelo Pereira (que escreveu o livro “Retrato em branco e preto – manual prático para pais solteiros”), que se chamava Pedro antes da adoção. Concordo que nomes muito bizarros devam ser repensados. Mas o simples fato de não gostar de um nome e preferir outro não justifica apagar esse pedaço da história da criança. Nós queremos que nosso(a) filho(a) tenha o nome que recebeu antes de chegar à nossa família.

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Perfil

Definir o perfil do filho que estamos esperando foi uma das etapas mais difíceis até agora. Primeiro porque é uma decisão que precisa ser tomada em conjunto e cada um de nós tem suas vontades e seus limites. E, em segundo lugar, nós não imaginávamos que teríamos que pensar sobre determinados assuntos e critérios que são detalhados no cadastro do fórum.

Os itens que formam o perfil variam de fórum para fórum. No nosso fórum, junto com a assistente social definimos a primeira parte do perfil: sexo, cor (branca, preta, parda, amarela, indígena ou indiferente), faixa etária e se aceitávamos irmãos (gêmeos ou não). No caso de irmãos que não sejam gêmeos, é preciso definir o perfil do(s) irmão(s) também.

Queremos uma criança ou gêmeos. Nós não temos preferência por menino ou menina – seremos felizes sendo papais de meninos, meninas ou casal. Também achamos que não faz o menor sentido restringir cor de pele. Foi um pouco mais difícil definir a faixa etária. A princípio, sabíamos que queríamos uma criança pequena, mas não fazíamos questão de bebezinho. Mas é preciso definir o limite inferior e superior da faixa etária com anos e meses. Se o adotante define limite superior 2 anos e zero meses, ele não será consultado para crianças com 2 anos e 2 meses, por exemplo. E é muito difícil dizer que queremos uma criança com determinada idade e não uma criança apenas alguns meses mais velha. Fomos e voltamos nessa discussão até definirmos que nosso filho chegará com idade entre zero meses e 3 anos e zero meses.

Além disso, junto com a psicóloga tivemos que responder se aceitávamos:

– Problemas físicos não tratáveis

– Problemas físicos tratáveis graves

– Problemas físicos tratáveis leves

– Problemas mentais não tratáveis

– Problemas mentais tratáveis graves

– Problemas mentais tratáveis leves

– Problemas psicológicos graves

– Problemas psicológicos leves

– Pais soropositivos para o HIV

– Pais alcoolistas

– Pais drogaditos

– Sorologia negativada para o HIV

– Soropositivo para o HIV

– Proveniente de estupro

– Proveniente de incesto

– Vítima de atentado violento ao pudor

– Vítima de estupro

– Vitimizada (maus tratos)

Nós recebemos uma cópia da ficha no dia em que entregamos a documentação e achamos difícil de entender o que todos esses itens significavam. Não há uma lista exaustiva que nos indicasse quais doenças são classificadas como graves ou leves, por exemplo. Então, aproveitamos o tempo que tivemos até as entrevistas para pesquisar: procuramos sites e fóruns de discussão sobre adoção na internet e conversamos muito com as pessoas dos grupos de apoio.

Uma das coisas que aprendemos é o que significa “sorologia negativada para o HIV”. Crianças geradas por mães soropositivas nascem com os anticorpos da mãe e a sorologia para o HIV dessas crianças será positiva por cerca de 18 meses. Após esse período, a criança não terá mais anticorpos da mãe e, se não tiver sido contaminada, os exames passarão a ser negativos. Ou seja, “sorologia negativada para o HIV” significa que a criança tem mãe soropositiva mas nunca foi contaminada.

Eu e meu marido decidimos que não faria sentido fazer restrições aos pais biológicos do nosso filho e dissemos “sim” para todos os itens relativos a eles ou sobre a forma como a gestação aconteceu. E para os demais, foram horas e horas de conversas e achamos que o melhor é sermos honestos com nossos limites. No cadastro final, dissemos “não” para 6 dos 18 itens.

Segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça feito em maio de 2012, 91% dos pretendentes aceitam adotar crianças brancas, 62% aceitam crianças pardas e apenas 35% aceitam negras. 33% deles querem apenas meninas – há uma falsa impressão que meninas são mais boazinhas e se adaptarão mais facilmente. E, como nós, a maioria quer adotar apenas uma criança (82%) com até 3 anos de idade (76%).

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Nos fez chorar

Um vídeo que nos fez derramar algumas lágrimas. É uma campanha realizada em Santa Catarina por uma parceria entre Assembleia Legislativa, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil  e Tribunal de Justiça, via Corregedoria Geral e Justiça. A Campanha Adoção – Laços de Amor tem o objetivo de reduzir o número de crianças e adolescentes acolhidos em instituições do Estado.

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Entrevistas com a psicóloga

No dia 17 de abril fizemos a primeira entrevista com a psicóloga que cuidará de nosso processo. Sim, primeira, porque soubemos nesse dia que teríamos mais duas entrevistas com ela até recebermos seu parecer final.

Neste primeiro dia, tivemos uma longa conversa com ela juntos, onde falamos sobre o porquê de querer adotar, conversamos sobre o perfil em relação a doenças e histórico da criança, como lidar com o passado, como estávamos nos preparando para a espera e para a maternidade e paternidade. Foi uma conversa muito boa. Ela nos indicou alguns livros, já que estávamos bastante envolvidos e curiosos com o tema. Ao contrário do que tinha ouvido, nenhuma pergunta foi muito difícil ou delicada. Foram perguntas sobre a nossa vida e os nossos sonhos. Logo depois, ela nos pediu para escolhermos o primeiro a passar pela entrevista individual. A segunda entrevista individual seria em um outro dia e, por fim, marcaríamos o terceiro encontro para a entrevista final, dessa vez juntos.

Meu marido foi entrevistado naquele dia, enquanto eu esperava na sala de espera. A psicóloga pediu para ele contar sobre a vida dele: como é a família, a infância, a história de todos, relação com pais, as dificuldades, as boas lembranças. Falaram também sobre a nossa relação, como ele se sentia com nosso casamento.

No dia 27 de abril foi a minha vez. No intervalo de 10 dias, eu comprei e li um dos livros que a ela nos recomendou (e como eu leio em voz alta, comentando tudo, considero que meu marido leu também) e começamos nossa conversa sobre o livro. O livro é “Conversando com crianças sobre adoção” da Lilian de Almeida Guimarães e é uma adaptação da tese de mestrado feita com base em entrevistas com três crianças que passaram por adoção tardia. Falamos sobre a questão do espaço da criança adotiva na família, sobre o quanto as crianças sentem a angústia dos pais adotivos e quão mal pode fazer o sentimento de não pertencer totalmente à nova família. Depois conversamos sobre a minha vida, como na entrevista individual do meu marido. Estou bem longe de entender como é feita uma avaliação psicológica, mas acho que os objetivos das entrevistas são entender nossas motivações – se não estamos equivocados com a ideia de adotar, o espaço da criança nesta família e nossa “estrutura” emocional e o quanto estamos preparados para lidar com as possíveis dificuldades que fazem parte do processo.

No dia 9 de maio voltamos ao fórum para a entrevista final. Nesta entrevista, confirmamos o perfil da criança, recapitulamos um pouco nossas conversas e a psicóloga nos disse que nos dará um parecer favorável. Iupiii! A partir desse ponto, os próximos passos serão o parecer da Promotoria e sentença final que será dada pela juíza. Ela nos disse que acha que até o final de junho estaremos habilitados!

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