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Me conta uma história engraçada?

Hoje estava online durante o soninho depois do almoço e um amigo me mandou uma mensagem mais ou menos assim: “me conta uma história engraçada? deve ter acontecido alguma coisa engraçada aí essa semana”. Fiquei me perguntando se parecemos ser tão atrapalhados para deixar alguma coisa engraçada acontecer em uma semana com os bebês em casa, mas acabei não respondendo porque estava na hora de acordá-los para o lanchinho da tarde.

Quando entrei no quarto, tomei um susto porque meu filho não estava na caminha. Olhei no chão e nada, e então vi os dois dormindo juntos na caminha da minha filha. A primeira coisa que pensei foi “que coisa linda! gêmeos realmente se amam!” e tirei uma foto.

Depois percebi que, na verdade, o cenário era um pós-guerra. Meu filho estava sem a calça e sem as meias e os sapatos da minha filha, que eu tinha deixado no chão, estavam em cima da cama. Todos os bichinhos de pelúcia que estavam na cama foram para o chão. Quando ele subiu na cama dela, minha filha deve ter ficado muito brava e batido muito nele. Eles devem ter brigado durante um bom tempo antes de cair no sono e não sei como não ouvi nada da sala.

Mas o pior do tudo foi o cheiro. No meio da bagunça, meu filho fez cocô e, como estava sem a calça e se mexendo muito, tudo vazou nos lençóis. Foi um horror. Tive que lavar dois bebês e uma cama e não conseguia parar de rir, imaginando a confusão que eles devem ter feito.

Pena que nós não colocamos uma câmera no quartinho deles para poder assistir tudo.

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Onde encontramos os nossos filhos

Nossos brigadeirinhos chegaram através do fórum onde fizemos nosso processo de habilitação para adoção. Nós nunca visitamos nenhum abrigo para procurar nossos filhos por um motivo bem sério: as crianças abrigadas não são produtos expostos em vitrines e ninguém deve ir aos abrigos para “escolher” a mais bonitinha, mais engraçadinha, mais educadinha ou sei-lá-o-que. Um segundo motivo seria que nem todas as crianças abrigadas estão disponíveis para adoção: muitas ainda têm algum vínculo com a família biológica ou ainda estão aguardando o processo de destituição de poder familiar se encerrar.

Nós acompanhamos alguns grupos de discussões virtuais, onde eventualmente as pessoas divulgam crianças disponíveis para adoção. O GAARJ (Grupo de Apoio à Adoção do Rio de Janeiro) tem um fórum aqui e acompanhamos como “ouvintes” uma comunidade no Orkut chamada GVAA – Adoção, um exemplo de amor (como “ouvintes”, porque um dos requisitos para ser membro é ter perfil no Orkut com muitos amigos e outras comunidades – muito difícil!). Conheci uma amiga que adotou através dessas divulgações. Geralmente são crianças que não encontraram pretendentes na própria comarca e isso provavelmente aconteceu porque estão fora dos perfis mais desejados, ou seja, não são bebês, têm irmãos ou problemas graves de saúde.

O processo de destituição de poder familiar de nossos bebês foi conduzido pelo mesmo fórum onde fomos habilitados. Quando estavam destituídos e o fórum começou a procurar uma família substituta para os dois, fomos chamados. Então achamos justo dizer que foram nossos filhos que nos encontraram!

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Nova rotina

Para que eles se sentissem seguros (e também porque gostamos dos horários deles), mantivemos a mesma rotina que eles tinham enquanto moraram no abrigo: antes das 7h, os papais tomam banho e ficam prontos para acordar os bebês (alguns dias eles resolveram acordar antes das 7h e ficou um pouquinho atrapalhado). Quando acordam, trocamos as fraldas, tiramos o pijama e eles vão tomar café da manhã. Papai então sai para trabalhar e mamãe vai brincar na sala (vida boa!). Às 9h30 eles comem fruta, depois brincam mais um pouco. Às 11h30 almoçam e vão para o quarto para o soninho, que dura até umas 14h30. Depois acordam e tomam lanche da tarde. O jantar é às 17h30, depois banho, pijama, última mamadeira, escovar dentes e cama às 20h. Acontecem algumas trocas de fraldas durante todo esse processo.

Alguns costumes do abrigo vamos manter em casa, porque achamos ótimo. Eles não são “ninados” antes de dormir. Nós os colocamos nas caminhas, fazemos um pouco de carinho, deixamos a luz bem fraquinha, damos beijinho de boa noite e fechamos a porta. Às vezes eles ficam resmungando no quarto uns 5 minutos, mas logo dormem. Os horários de dormir também são muito bons: às 20h vamos jantar juntos, conversar e temos um “tempo de adulto”; depois temos uma noite inteira de sono até o dia seguinte. Também comem super bem e de tudo: muita fruta, muitos legumes, chá, suco, leite. E já chegaram treinados em várias coisinhas: deixam escovar os dentes e limpar o nariz e ajudam a vestir as roupinhas.

Em outras coisas, ainda estamos apanhando: nosso filho não gosta muito de banho. Está melhorando, mas nos primeiros dias berrou durante o banho todo e só parou quando tiramos de lá. Nossa filha faz o contrário: se diverte no banho e começa a berrar quando tem que sair. Ela deixa pingar as vitaminas na boquinha, com ele é uma pequena batalha para dar certo. Também têm ciúmes um do outro e brigam bastante, com direito a alguns tapas e mordidas.

E algumas coisas queremos mudar, aos pouquinhos. Eles estavam acostumados a comer muito rápido, porque muitas crianças almoçam e jantam ao mesmo tempo no abrigo e são poucas educadoras, então mal terminam de engolir e já gritam pela próxima colherada. Estamos ensinando a comer mais devagar. Também estavam acostumados a descer do cadeirão assim que terminavam, pois outras crianças seriam alimentadas logo em seguida. Em casa, eles ficam sentados um pouquinho mais antes de voltar para a sala. Estamos fazendo assim porque queremos começar a sair para almoçar fora com eles e eles terão que ter paciência para ficar sentadinhos no cadeirão enquanto os papais comem. Além disso, eles brincavam todos os dias em um lugar onde só ficavam coisas de crianças e podiam mexer em tudo. Aqui em casa, temos plantas, vasos, livros que ficam na mesa de centro, quatro luminárias de piso e outras coisas que não são de criança, e não queríamos mexer na decoração da casa toda. E estamos pacientes tentando ensiná-los tudo isso.

Como eles dormem bem, nós também conseguimos descansar e não estamos parecendo zumbis. Mas todo o tempo pensamos neles: fizeram cocô? o que vão vestir? o que vão comer na próxima refeição? estão felizes?

… Sim, acho que estão felizes!

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Nossos brigadeirinhos chegaram em casa!

No dia 3 de agosto, fomos ao fórum às 14h para o que eu tinha entendido que seria uma “audiência”. Nós tínhamos imaginado uma reunião, onde falaríamos sobre nossas intenções com as crianças e etc., e o fórum decidiria se estávamos mesmo preparados para sermos pais deles. Quando chegamos lá, recebemos o termo de guarda para assinarmos e a autorização de desabrigamento para entregar para o abrigo. Em 10 minutos, simples assim! O estágio que se inicia agora é chamado de “estágio de convivência”, uma guarda provisória. A previsão é recebermos a guarda definitiva em 6 meses.

E fomos buscá-los! Além de nossos filhos, voltamos para casa com todo o histórico médico deles e várias recomendações sobre a rotina deles, o que costumam comer etc. As coisas funcionaram super bem até o final do jantar: eles chegaram, se deram bem com nosso cachorro (que morreu de medo dos dois no início), brincaram, comeram um belo prato de jantar e todo o mamão de sobremesa. Depois disso, foi a hora do banho e a confusão começou: eles choraram, acho que meu filho engoliu água na banheira, não conseguimos escovar dentes, pentear cabelo e eles não quiseram tomar o leite da noite (não sabemos se ainda não estavam com fome ou se fizemos alguma coisa errada). Mas dormiram às 20h como dois anjinhos.

Nós estamos bastante cuidadosos com a chegada deles. Se para nós é um dos dias mais felizes de nossas vidas, para eles é um dia de ruptura e grande mudança. Eles estavam abrigados desde que nasceram e gostavam muito das cuidadoras, da comida, da caminha, da rotina e dos amiguinhos do abrigo. Nós sabemos que para eles tudo aqui em casa será diferente e, talvez, um pouco assustador. Então queremos deixá-los seguros e calmos nesses primeiros dias.

Não tem nada melhor do que saber que os filhos dormem no quarto do lado! Temos uma única preocupação nesse momento: meu marido não se lembra de ter colocado o pipi do meu filho para baixo na fralda, e talvez a gente acorde com uma grande meleca na caminha! ❤

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Como preparar dois enxovais em uma semana

Decidir que iríamos começar a aproximação significou querer que nossos brigadeirinhos viessem para casa o mais rápido possível. Então, no mesmo final de semana que começamos as visitas diárias, saímos correndo atrás de um monte de coisas para eles.

E sorte nossa que temos amigos e parentes tão queridos. Uma amiga nos deu dois berços que viram mini-camas, um carrinho e dois cadeirões. Decidimos que eles já começarão a dormir em mini-camas, com proteções laterais para não caírem no chão. Uma outra amiga nos deu outro carrinho e pedimos para um amigo que está chegando dos EUA uma trava que transforma dois carrinhos em carrinhos de gêmeos. Eu dei um Google em “carrinho de gêmeos” e achei um fórum de discussão onde mamães de gêmeos diziam que os carrinhos duplos não são práticos, porque muitas vezes não cabem no elevador e no porta-malas. Além disso, se tivermos dois carrinhos individuais, cada um pode empurrar um carrinho quando sairmos juntos. O único problema é que, aparentemente, não é fácil encontrar a tal da trava no Brasil.

Em dois dias, compramos as cadeirinhas para o carro, algumas roupinhas, fraldas, coisas para higiene deles, coisas de cozinha (pratos, talheres e copinhos) e o mesmo leite em pó que eles tomam no abrigo. Ganhamos um cercadinho, brinquedos, lençóis, toalhas, mais roupinhas. E durante a semana lembramos de outras coisas que com certeza iríamos precisar e demos vários pulinhos na Alo Bebê. Na correria, não conseguimos ter todas as coisas versão “menino” e versão “menina”: nossa filha vai usar babadores azuis e nosso filho vai dormir em lençóis cor-de-rosa. 🙂

Depois que eles chegarem sabemos que vamos perceber que falta um monte de coisas , mas decidimos não sair comprando enlouquecidamente sem ter certeza do que vamos precisar. Eles têm o básico para os primeiros dias e depois vamos nos organizando, os cinco juntos (nosso cachorro está incluso)!

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Período de aproximação

No final de semana de 28 e 29 de julho, começamos a fazer as visitas individuais para nossos filhos. O abrigo pede que as visitas sejam feitas entre 15h e 17h, mas nos dois dias ficamos para dar o jantar para eles umas 17h e pouco, depois de brincar em uma salinha reservada. No sábado, nós já sabíamos que aquela era nossa família! No domingo, saímos do abrigo com uma sensação esquisita de estarmos deixando nossos filhos dormirem em um lugar que não era mais a casa deles. Eles precisavam vir para casa logo!

Na segunda de manhã, conversei com a psicóloga e falei que queríamos que eles viessem para casa o mais rápido possível, antes do próximo final de semana. Ela sugeriu que fizéssemos visitas diárias para eles e que tentaria preparar o termo de guarda e autorização para desabrigamento para a sexta-feira. E assim fizemos: na própria segunda-feira, não conseguimos ir; na terça-feira fiz a visita sozinha, na quarta-feira meu marido foi sozinho e na quinta fomos juntos.

Durante essa semana, começamos a contar para eles e para as tias que cuidavam deles que eles iriam para casa em breve. Assim, elas também poderiam dizer para eles todos os dias que iriam morar com o papai e com a mamãe!

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São eles!

No dia 19 de julho, nós fomos ao fórum no horário agendado para reunião com a psicóloga, a mesma que acompanhou nosso processo de habilitação. O objetivo dessa conversa era conhecer toda a história das crianças e da família biológica que constava nos autos, desde a gestação até agora. Os papais adotantes têm que saber de tudo porque serão os “guardiões” de tudo o que aconteceu com eles, até que eles tenham idade e maturidade para conhecer os detalhes de sua história.

Depois de conhecer o processo, tivemos que decidir se iríamos ou não fazer a primeira visita para eles no abrigo. Saímos do fórum direto para lá. É comum que a primeira visita seja coletiva, ou seja, nós sabíamos quem eles eram, mas interagimos com várias crianças ao mesmo tempo e não nos aproximamos tanto. Quando vão conhecer bebês mais novinhos, os pretendentes podem fazer visita individual no primeiro dia. Como nossos bebês já têm 1 ano e 3 meses, nós ficamos junto com o grupo de amiguinhos para eles não estranharem. Eles são muito lindos e muito fofos, os dois!

Após a primeira visita, ficamos de ligar para o fórum, para dar resposta se pretendíamos continuar a aproximação com os bebês. Como, ao mesmo tempo, o fórum ainda precisava anexar alguns outros documentos deles ao processo, combinamos com a psicóloga que esperaríamos o final de semana e a chegada dos documentos para responder.

E foi um final de semana bastante diferente. Decidimos não ver ninguém para poder conversar o quanto quiséssemos. E o tempo todo pensávamos “quando será que vamos fazer isso de novo?”, por exemplo, depois de ir ao cinema no sábado às 22h ou de acordar às 10h no domingo. Nós já sabíamos que não deveríamos esperar ouvir “sininhos” ou “fogos de artifício” ao ver as crianças pela primeira vez. Mas mesmo assim ficamos esperando um sinal ou uma intuição para sabermos se eram eles. E o que aconteceu é que na segunda-feira, quando voltamos para o trabalho, sentimos saudades. E então avisamos nossa psicóloga que iniciaríamos o processo de aproximação no final de semana seguinte.

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Gêmeos!

Nós estamos muito felizes e com a impressão de termos sido presenteados! Seremos papais de duas crianças, um menino e uma menina. Um casal de gêmeos!

Será amor e felicidade em dobro. Mas também estamos passando por alguns momentos de pequeno pânico: tudo o que sabíamos que teríamos que comprar e que custaria caro, agora vamos multiplicar por dois: dois berços, dois carrinhos, duas cadeirinhas de carro, dois cadeirões. E, se eu já estava com medo de ficar sozinha com um bebê e não fazer nada direito durante a licença maternidade, agora estou duas vezes com medo. Também concordamos em adiar por tempo indefinido os planos de uma gravidez biológica.

Por outro lado, tem as coisas lindas que nos fazem rir à toa: vamos comprar roupinhas e sapatinhos de menino e de menina. Faremos um quartinho bem colorido para o casal. Brincaremos de casinha e de boneca e jogaremos futebol.

Venham logo, bebês!

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Ligação

Foi numa sexta-feira 13, depois das 15h, quando meu ramal do trabalho tocou. O telefone tem identificador de chamadas e eu reconheci os primeiros 4 números do telefone do fórum. Mas como sabíamos que seríamos chamados para um curso preparatório nos próximos dias, achei que fosse esse o motivo do contato.

– Vocês estão inscritos aqui na Vara da Infância para adoção, correto?

– Sim.

– E vocês ainda não adotaram?

– Não.

– Queria saber se vocês têm interesse em conhecer um casal de gêmeos.

Turbilhão. Tenho certeza que fiquei muito branca. Meu coração disparou, e eu repeti umas 3 vezes para mim mesma: “sim, isto está acontecendo!”.

Eu estava em uma sala com mais três consultores e não dava para falar. Pedi o número dela para ligar em 2 minutos de um outro lugar. Quando retornei, ela me perguntou novamente se estávamos interessados em conhecer o processo de um casal de gêmeos de 1 ano e 3 meses. Respondi que sim, lógico, e ela falou que me ligaria em alguns minutos para agendar dia e horário com a equipe técnica. É meio óbvio dizer isso, mas foi uma das maiores emoções da minha vida e eu comecei a chorar. Liguei para meu marido e ele demorou para atender. Quando atendeu, eu mal conseguia falar. Ficou todo emocionado do outro lado da linha.

Nós nos encontramos em casa só depois das 21h. E conversamos muito. Além de estarmos muito felizes, tínhamos o gostinho de estarmos nos preparando mesmo para ser mamãe e papai: ficamos pensando na decoração do quartinho, nos padrinhos e madrinhas, no chá de bebê, nas coisinhas de enxoval que teremos que comprar. Ficamos também pensando que tudo será em dobro, o trabalho e o amor.

Iremos no fórum na próxima quinta-feira, dia 19 de julho, pouco mais de um mês depois de recebermos nossa habilitação para adoção. Nesse dia, junto com a psicóloga – a mesma que cuidou do nosso processo – vamos conhecer todo o processo pelo qual as crianças passaram até a destituição do poder familiar. Não sei se vamos visitar os bebês no mesmo dia, esperamos que sim! ❤

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Rótulo

Estava lendo uma revista no salão e uma coisa me deixou bastante incomodada: no meio de uma reportagem sobre o divórcio de Tom Cruise e Katie Holmes, uma frase mais ou menos assim: “o ator, que também tem dois filhos adotivos do casamento anterior, disse não-sei-o-que…”. Não havia a menor necessidade de dizer que os filhos do casamento anterior são adotivos nesse contexto. Lembrei também de quando li que um ator brasileiro teve o primeiro filho biológico – descrito assim porque ele já tinha dois filhos adotivos.

Se por um lado nós defendemos que não haja segredos e que a adoção seja sempre um assunto aberto, também achamos que os filhos adotivos não precisam desse rótulo. Para nós, não são filhos de criação ou filhos do coração. Filhos adotivos são filhos. E ponto. Exatamente igual a todos os filhos, tanto na questão emocional – serão amados, respeitados, educados etc. – quanto do ponto de vista legal – a adoção é irrevogável e os filhos adotivos têm os mesmos direitos e deveres que filhos biológicos,  como direito à herança, por exemplo. Então não há porque se referir aos filhos como “adotivos” ou “biológicos”.

Essa semana compramos o livro “A vida do bebê”, do Dr. Rinaldo de Lamare, porque estávamos com vontade de ler coisas genéricas sobre maternidade. E gostamos muito de uma coisa: há menos de uma página no livro falando sobre crianças adotadas. Ele diz que é importante ter o máximo de informações possíveis sobre a gestação, saúde da mãe biológica e condições do nascimento. No mais, diz que as visitas médicas devem ser realizadas normalmente e que não há nenhum problema especial com o qual se preocupar. Ou seja, todo o conteúdo do livro é para nosso filho. E ponto.

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