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Leitura para mamães

Eu não tive muito tempo para ler livros e mais livros sobre maternidade porque meus filhos chegaram em tempo recorde. Cheguei a comprar esse aqui, mas não passei da página 5. Esses livros me lembram auto-ajuda e me dão um certo pânico. Coisas do tipo “como ser uma boa mãe” ou “como educar bem seus filhos” me dão medo. E eu também tive sorte de nunca precisar ler livros como esse aqui, porque meus bebês sempre dormiram lindamente a noite toda.

Mas eu trombei com um livro na África do Sul sobre maternidade em um dia em que todos os livros que eu tinha levado para lá já tinham acabado, chamado “French children don’t throw food, e comprei. Escrito por uma norte-americana casada com um inglês que vive na França com seus filhos, ela começa o livro comparando as mães francesas – elegantes, bem-vestidas e calmas – com as mães norte-americanas – descabeladas, fora de forma, usando roupas de moletom e gritando e correndo atrás de crianças mal-educadas. E ser uma mamãe-descabelada-gritando é algo que ninguém se planeja para ser, né?

A autora descreve no livro as principais coisas que aprendeu com suas amigas e colegas francesas. Algumas dessas coisas, como não se permitir comer o que quiser e engordar horrores na gravidez (porque depois o trabalho de voltar ao manequim original é maior) e esperar um pequeno tempo antes de sair desesperada para acudir um bebê chorando, não serviram para meu caso porque eu não engravidei e não cuidei de um recém-nascido. Mas eu gostei de uma porção de coisas que ela escreveu e tento fazer parecido.

Uma das primeiras coisas que ela conta é que sempre se sentia envergonhada quando levava o filho em restaurantes na França, pois eles eram a única família que não conseguia jantar tranquilamente. Cena clássica que apavora muitos amigos: crianças correndo e gritando porque não querem ficar sentadas à mesa e mães correndo e gritando atrás das crianças tentando contê-las. Quando saímos para comer fora com os bebês, eles participam o tempo todo do programa. Ficam sentadinhos no cadeirão, interagindo conosco (conversando, cantando ou brincando – nunca coloco Galinha Pintadinha no Ipad só para poder comer em paz, gente). Comem ao mesmo tempo que comemos, o mesmo tipo de comida, comem sobremesa, esperam a conta chegar e só então se levantam conosco para ir embora.

A segunda coisa é saber preservar a vida e rotina de adulto. É claro que nossas vidas mudam muito quando os bebês chegam e eles se tornam prioridade. Mas não dá para deixá-los tomar conta de todo o tempo do mundo. Gosto que meus filhos durmam cedo porque gosto de jantar com calma, gosto de ler, gosto de escrever, gosto de ouvir música de adulto e assistir filmes de adulto, gosto de receber amigos para conversar, e não dá para fazer essas coisas com dois brigadeirinhos falantes e bagunceiros acordados. Depois das 20h é o tempo que mamãe e papai têm vida de adulto em casa. Não gosto de brinquedos espalhados pela casa toda pelo mesmo motivo. É claro que é uma casa onde moram crianças, e temos cadeirões na cozinha e uma mesinha onde ficam os brinquedos na sala de estar, mas os brinquedos e coisas de crianças não dominam a decoração fora do quartinho deles.

Outro ponto é sobre o relacionamento deles com outras pessoas. Além de já terem aprendido a falar “por favor”, “obrigado” e “desculpas”, faço questão que eles digam “oi” e “tchau” para todos as pessoas que encontram. Eles cumprimentam todas as visitas que vêm em casa, a moça que trabalha aqui, os vizinhos no elevador, as outras pessoas no supermercado. Estamos ensinando os dois a esperarem a vez para falar e a não interromperem uma conversa. E estou struggling para ensinar a pedir as coisas sem chorar, sem exigir ou sem espernear, mas não vou desistir. 🙂

Nós também estamos ensinando – ou tentando ensinar – o conceito de autonomia. Toda semana eles ganham alguma nova responsabilidade ou passam a fazer alguma coisa sozinhos. Comem sozinhos na maioria das vezes, estão aprendendo a pegar os sapatos no armário e calça-los sozinhos, guardam os brinquedos e recolhem coisas do chão sozinhos se fazem alguma bagunça. Mais que isso, ultimamente estou dando autonomia para resolverem sozinhos seus próprios problemas. Todo mundo que tem irmão sabe que é normal brigar, e eu passei um bom tempo fazendo o papel de conciliadora, o que, além de tudo, me estressava demais. Não é fácil ficar abaixada para olhar nos olhos de dois bebês de dois anos chorando, apontando pro irmão, e reclamando algo como “pegou meu brinquedo buááááááá´”. Agora deixo que eles resolvam sozinhos quem vai pegar tal brinquedo ou quem vai fazer alguma coisa primeiro, e só fico de olho para que não se machuquem – porque não pode resolver conflito com mordidas e arranhões, bebês!

E, por fim, eles estão aprendendo que quem decide as coisas em casa é a mamãe ou o papai. Eu não negocio coisas como hora de dormir, hora do banho ou hora de comer. Não tem chantagenzinha do tipo só-um-desenho-e-depois-vai-pra-cama. Hora de ir dormir é hora de deitar, ficar quietinho e apagar a luz. Não tenho medo de traumas por ouvir um “não pode” ou “precisa esperar um pouco”, porque acho que eles precisam aprender a lidar com frustrações. Claro que não vivemos em um quartel general: eles escolhem o que querem fazer nas horas de brincar e participam de um monte de tarefas em casa só se quiserem – como regar plantinhas, por exemplo.

O livro é genial, gente. E vocês, mamães, têm alguma outra leitura para indicar?

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Tagarelas

Cada coisinha que nossos filhos aprendem é uma conquista e é uma delícia. Os bebês estão super falantes, formando frases, e são duas gracinhas na maioria do tempo.

Na maioria do tempo. Eu confesso que eles estão me enlouquecendo um pouco. Eles agora começaram a verbalizar tudo o que vêem ou que acontecem. Tudo, tá? Eles falam em voz alta qualquer coisa que passa pela cabecinha deles. É enlouquecedor. Pra vocês me entenderem, imagina uma mamãe dando banho em um bebê que narra continuamente o que está acontecendo, repetindo pelo menos três vezes cada uma das coisas:

– To tomando banho to tomando banho to tomando banho to lavando cabelo to lavando cabelo to lavando cabelo limpar orelha limpar orelha limpar orelha assoar nariz assoar nariz assoar nariz lavar costas lavar costas lavar costas to lavando barriga to lavando barriga to lavando barriga tem que lavar bumbum tem que lavar bumbum tem que lavar bumbum vamos lavar pé vamos lavar pé vamos lavar pé passar creme no cabelo passar creme no cabelo passar creme no cabelo enxaguar enxaguar enxaguar cabou o banho cabou o banho cabou o banho…

Acharam enlouquecedor? Multiplica por dois agora. Mentalizem dois bebês tagarelando frases repetidas ao mesmo tempo. Porque o bebê que está do lado de fora do box assistindo o irmão tomar banho gosta de narrar as mesmas coisas, ao mesmo tempo, com a mesma repetição enlouquecedora de frases.

É tão enlouquecedor que eu já cheguei a demorar 30 segundos para responder para a moça que me perguntou “débito ou crédito” em uma loja porque eles não paravam de narrar tudo o que acontecia e tudo o que viam por lá. Às vezes eu não consigo pensar direito, de tanta palavra que entra pelos meus ouvidos o dia inteiro. E eu sei que eu falo muito, então, quando acho que uma outra pessoa está falando muito, é porque ela realmente está falando muito. E meus filhos falam muito, meldels.

Quando as crianças aprendem a pensar, hein, gente?

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Calça de balada

Um pouco antes do dia das mães, me dei de presente uma calça nova, que caiu super bem, que me deixa super magra, que foi super cara e que só poderia ser usada à noite. Foi um momento de ilusão, quando eu achei que minha vida precisava de um pouco de glamour, e que eu precisava de uma calça nova para as várias noitadas divertidas que eu iria ter depois que os bebês fossem para cama.

Aí passou maio, passou junho, entramos em julho e nada da calça sair do armário, lógico. E aí a gente recebe um convite para um barzinho às 18h – o máximo de glamour que acontece na vida em meses – e resolve ir com tudo: com dois bebês e com a calça nova. Porque às 18h já está escuro, então já é noite, então já era horário para usar a calça nova de balada.

Eu cheguei, sentei, coloquei minha filha no meu colo, mal comecei a prestar atenção na primeira música e senti um quentinho na minha perna. Xixi, gente. Xixi que vazou da fralda e foi parar na minha calça nova de balada. Aí eu te pergunto: naquela mochila lotada de roupinhas, fraldas, lenços umedecidos e brinquedos, alguém coloca troca de roupa para a mamãe também? Não, né? Por que ninguém nunca me deu essa dica? Minha filha ficou limpinha e com roupa seca em questão de minutos, claro. E eu? Virei a mamãe-desastre, com dois bebês e uma calçanovadebalada molhada de xixi.

Mas eu não desanimei. Não saí comprando conjuntos horrorosos de calça e blusa de moletom só porque tenho dois filhos. A calça já voltou inteirinha da lavanderia e está esperando de novo para sair do armário. Mas ela vai sair de casa sem bebês da próxima vez. Porque, vamos lá, xixi não dá, né?

PS: criei uma tag chamada “balada” no blog, mas é uma piadinha, tá? Juro que sou uma mamãe responsável.

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Falando no telefone

Papai foi buscar os bebês na escola hoje, e eu liguei para saber se estava tudo bem. Eles ainda estavam no carro e ele me colocou no viva-voz. Aí eu ouço:

– Mamãe, vou na casa da vovó Cida!

– Mamãe, vou ouvir a barata! (uma das músicas da Galinha Pintadinha que eles adoram)

– Mamãe, tô com dor de orelha! (tadinho do meu filho, que ganhou uma dorzinha de ouvido hoje)

Meus bebês já aprenderam a falar no telefone, gente. Vontade de ir até lá dar uma amassadinha em cada um deles.

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Mamãe agora tem nome

– Mamãe! Mamãe! Mamãe Luliiiiiiiii!

Num-guento esses bebês que agora me chamam pelo nome, meu! 🙂

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Minha briga com o penico

Nós ganhamos um penico que tem um simpático botão para tocar musiquinha. Musiquinha irritante de brinquedo, sabem? De uns tempos para cá, o penico resolveu disparar a irritante musiquinha no meio da madrugada, sem parar (ele devia fazer isso durante o dia também, mas nunca estamos em casa para notar). O banheiro dos bebês não fica longe do meu quarto e aquela música começou a entrar nos meus sonhos, e eu precisava levantar, pegar o penico e levar para a área de serviço, bem longe da minha cama.

Só que eu sempre esqueço de avisar a faxineira por que o penico foi parar lá longe, e ele volta pro banheiro no dia seguinte. E volta a invadir meu sono durante a madrugada. Essa madrugada tive que levantar de novo e levar o penico pra bem longe. Quando entrei na cozinha de manhã com os bebês para o café da manhã, a porcaria do penico ainda estava por lá cantarolando. Aí eu resolvi resolver aquilo de uma vez por todas e abri a caixa de ferramentas atrás de uma chave de fenda para desmontar o dito-cujo (não, não tem botão “desligar” no penico).

Enquanto os dois tomavam leite com carinha de interrogação, eu sentei no chão na frente deles e desmontei um monte de peças plásticas até ficar frente a frente com uma pecinha de metal cantarolando para mim. E. Não. Parava. De. Jeito. Nenhum. Poxa! Aí olhei de novo pra caixa de ferramentas e vi um lindo martelo. Foi mais forte que eu. Dei uma martelada com gosto na pobre pecinha, com muito mais força do que precisava para estraçalhar a coitada. Yeah, venci o penico!

Quando olhei para os bebês, eles estavam me olhando com um jeito muito engraçado. Com cara de quem descobriu que a mamãe não bate bem. Vinte segundos depois, minha filha – claramente frustada – perguntou:

– Cabô música, mamãe?

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Dedo-duro

Primeiro vieram as palavras com duas sílabas (mamãe, papai, bola, leite). Depois, palavras compridas e complicadas ganharam vez (cachorro, escola, elefante, borboleta). E, por fim, uma palavra começou a vir junto com outra, e mamãe e papai vibraram com as frases que eles começaram a falar (mamãe chegou, boneca caiu, quero leite)!

Eles ainda não contam coisas que aconteceram no passado, como o que fizeram na escolinha durante o dia. Não vejo a hora de começar a ouvir as histórias sobre o que aprenderam no dia ou do que brincaram. Por enquanto eles só expressam desejos (mamãe, quero água) ou descrevem situações (papai, brinquedo caiu no chão). É muita fofura!

Descrever situações significa, na maioria das vezes, narrar o que o irmão está fazendo. Então, se não estou olhando para os dois, começo a ouvir um monte de:

– Mamãe, a Ruth tá cuspindo!

– Mamãe, o Isaac pegou o celular!

– Mamãe, a Ruth mexeu na planta!

O problema é que essas coisas fazem o irmão tomar uma bronca. E fazer o irmão tomar bronca diverte demais o narrador. Mas não dá pra virar, ver sua filha propositalmente toda babada e não ir lá explicar pela milésima vez que não pode cuspir na roupa. Só que quanto mais eles percebem que narrar o que o irmão está aprontando é divertido, mais fazem isso. Estou incentivando dois bebês dedos-duros, gente!

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Essa tal de genética

Fui almoçar esses dias com um colega de trabalho que está planejando adotar. Fomos conversar sobre as dúvidas e preocupações que ele tem – sei bem que aparecem uma porção delas nessa fase. E uma das coisas sobre a qual falamos foi influência genética.

Genética pode influenciar duas coisas: o desenvolvimento físico e o comportamento. Chamei de “desenvolvimento físico” aquelas coisas que aprendemos na escola: o bebê recebe metade da carga genética do papai e a outra metade da mamãe e desenvolve características físicas semelhantes aos dois. Ter filhos parecidos fisicamente comigo e com meu marido nunca foi uma prioridade, senão não teríamos escolhido a adoção. Tenho super orgulho dos cachinhos lindos dos meus bebês e da pele mulata do meu filho e nunca fiquei pensando no que as pessoas pensam quando olham para nossa família. Simplesmente não importa. Eu não os amaria mais se eles tivessem olhinhos puxados.

Predisposição para algumas doenças é outro assunto que nunca nos preocupou. Deve haver casos de doenças graves na família biológica deles, assim como houve em nossas duas famílias também. Eu prefiro pensar que, se quisesse garantir nenhuma chance de doenças nos meus filhos, era melhor não ser mamãe. Uma vez alguém me perguntou, antes de adotar, o que eu ia fazer se meu filho precisasse de um transplante de medula óssea e não tivesse doadores compatíveis na família. Ai, gente, cada hipótese macabra, né? Estar perto da família biológica não garante doadores compatíveis também. Por que alguém fica pensando nessas coisas?

E, por fim, a gente sabe que genética influencia comportamento também. Eu até cheguei a ir no Google e digitar “influência genética no comportamento”. Encontrei milhões de estudos que pareciam ser bem confiáveis para colocar um pouco de teoria nesse post, mas desisti de estudar esse assunto. Sabe por quê? Porque também não importa. Comportamento é moldado por um milhão de fatores, e genética pode ser um deles. Mas tem também a história de vida, a relação com a família, a relação com os amigos, a personalidade, os acontecimentos da vida e por aí vai. Eu nunca conseguiria isolar o que é genético no comportamento dos meus filhos e também não sei o que faria com essa informação.

Sim, já ouvi perguntas esdrúxulas sobre esse assunto, como “e se o genitor for um criminoso e passar essa carga genética para seus filhos?”. Sempre fico um pouco brava com essas perguntas, porque parece que as pessoas acham que filho adotivo vai necessariamente dar problema e que filho biológico vem com certificado de garantia. Aí, gente, desculpa se for muito chocante, mas fiquei com vontade de contar a história mais bizarra que já vi acontecer perto da minha família.

Meus pais estudaram engenharia juntos e tinham um grande amigo super inteligente, que se casou com uma moça que estudava medicina, e tiveram dois filhos fofos. Era uma família linda. Temos fotos juntos cantando parabéns nas minhas festinhas de aniversário e brincando na piscina do sítio em domingos de sol. Um belo dia, a filha mais velha, já na faculdade, chamou o namorado e o irmão do namorado para assassinarem os pais a pauladas enquanto os dois dormiam tranquilamente em casa. Garanto que todo mundo conhece essa história. História de uma filha biológica.

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Os planos de adotar

Quando eu tinha uns 8 ou 9 anos, queria ser decoradora ou arquiteta. Na época, minha mãe me deu régua, transferidor e compasso e eu passei meses projetando o quartinho da minha filha adotiva. Eu já pensava em adotar desde muito nova. E, apesar de nunca ter dito isso em voz alta até outro dia, nunca tive vontade de engravidar. O que eu mais queria era ser mamãe, mas não necessariamente ter um bebezinho dentro da minha barriga.

Em algum momento nós já falamos em ter um ou dois filhos biológicos antes de conversar sobre adoção. Mas essa é uma ideia que me incomoda até hoje: isso para mim se parece mais com um ato de caridade do que com a vontade de ter um filho. Parece que só iríamos pensar em adotar uma criança se tivéssemos condições para ter mais um filho, como se fosse uma decisão baseada em dinheiro.

Eu queria que a adoção fizesse parte do planejamento da família, até porque sempre falava sobre adoção quando o assunto “filhos” entrava em pauta desde o tempo de namoro. Se para mim a adoção era um dos meios para se ter um filho assim como a gravidez, não havia motivos para deixar para falar sobre isso só se tivéssemos as tais “condições”.

Eu virei mamãe do jeito que eu realmente queria virar: através da adoção. Tenho um super orgulho dos meus bebês e nunca me passou pela cabeça que vamos ser menos felizes porque eles não são meus filhos biológicos. Por ter adotado duas crianças, atingi minha capacidade máxima de ser mamãe, e tenho certeza que nunca vou ser menos feliz por nunca ter engravidado. A verdade é que quando eu penso nos meus filhos e em tudo o que sinto por eles, tenho vontade de adotar de novo. Acho que se eu um dia enlouquecer completamente, ficar totalmente pirada e resolver ter o terceiro filho, vou considerar de novo a adoção.

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Dois bebês com dois anos

Abril é o mês do aniversário dos nossos brigadeirinhos, que acabaram de completar dois anos, o primeiro aniversário desde que chegaram em nossa família. Eu adoro aniversários e gosto de fazer festas em casa, então passei mais de um mês me divertindo com a definição do cardápio, a escolha do tema e a decoração.

Definir o cardápio foi o primeiro passo e levei quase três semanas para fechar, porque sou chata com o que nossos filhos podem e não podem comer. Como o aniversário era deles, eu não queria ficar atrás dos dois dizendo não-pode-comer-coxinha ou vamos-trocar-a-bolinha-de-queijo-por-algo-assado e resolvi montar um cardápio sem nada que me estressasse. Encontrei uma banqueteria que conseguiu o desafio de montar um cardápio gostoso, com cara de festa de criança, sem fritura, sem embutidos, sem gordura, sem açúcar no suco, com opções para os amigos vegetarianos.

Depois começamos a discutir o tema da festa. Eu queria um tema do qual eles gostassem, mas não queria nada com personagens de televisão. Como eles gostam de bichos e como eu guardo super boas lembranças do período na África do Sul, escolhemos o tema safari. E também por guardar boas lembranças das festinhas que minha mãe fazia para mim e para minha irmã em casa, eu quis cuidar de toda a decoração. Fomos várias vezes até a rua 25 de março e investi algumas madrugadas recortando e colando as tags para os docinhos, montando as lembrancinhas e enchendo bexigas.

Aniversário de dois aninhos da Ruth e do Isaac. Dia 14.04.2013

Em vez de fazer uma retrospectiva com fotos e vídeo, escolhemos as fotos mais especiais e penduramos em varais no teto. Assim todos os convidados tiveram tempo para olhar todas elas.

Aniversário de dois aninhos da Ruth e do Isaac. Dia 14.04.2013

E eu deixei os dois comerem alguns docinhos. Só não fiquei olhando muito para não chorar de pânico. E morri de orgulho quando eles pediram água e foram brincar, e fiquei com mais orgulho ainda quando chegaram em casa e pediram fruta.

Aniversário de dois aninhos da Ruth e do Isaac. Dia 14.04.2013

Aniversário de dois aninhos da Ruth e do Isaac. Dia 14.04.2013

A festa foi uma delícia, cheia de pessoas queridas da família e de amigos e, apesar de não entenderem ainda o conceito de “aniversário”, os bebês entenderam que a festa era para os dois.

No fim, fiquei com dó de jogar as coisas fora ou de deixar mofando no fundo do armário e anunciei que queria doá-las em um grupo que participo no Facebook. E encontrei duas mamães que também escolheram o tema safari e que vão aproveitar minhas coisas em outras festinhas!

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