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Madrinhas e padrinho

O batizado na igreja não está nos nossos planos, mas nós dois temos padrinhos e madrinhas muito especiais. Então, desde o início do processo, nós já vínhamos conversando sobre quem seriam os padrinhos do nosso brigadeirinho, porque achamos justo que ele tivesse padrinhos mesmo se não fosse batizado.

Quando soubemos que teríamos dois bebês, ficamos super felizes por poder escolher quatro padrinhos. Difícil foi escolher qual bebê seria afilhado de cada um deles e resolvemos fazer do nosso jeito. Como tudo agora é em dobro, cada um dos quatro padrinhos será padrinho dos dois bebês. E nossos bebês não terão só dois, mas quatro padrinhos!

Nós também não escolhemos dois casais: nossos brigadeirinhos têm três madrinhas e um padrinho. Escolhemos pessoas especiais para nós, que acompanharam toda a nossa “gravidez” e que com certeza estarão presentes na vida deles para sempre. Escolhemos pessoas que vão nos ajudar a cuidar deles, educá-los, amá-los e, principalmente, deixá-los fazer todas as coisas que mamãe e papai não deixam (como comer doces e ficar acordado até tarde).

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Primeiros passinhos

Quando os conhecemos, nossos brigadeirinhos engatinhavam há um bom tempo, já ficavam em pé apoiados em alguma coisa e andavam com as mãos dadas a um adulto. Mas ainda não davam passinhos sozinhos.

Nós nunca saberemos se eles demoraram um pouco mais que a maioria das crianças que conhecemos porque são prematuros, por um possível uso de drogas ou álcool durante a gravidez, porque foram pouco estimulados durante o abrigamento ou porque esse é o tempo deles. Muitos coleguinhas do abrigo com a mesma idade ou um pouco mais velhos ainda não andavam e também tinham histórico parecido com o deles.

Depois de uns dias em casa, eles começaram a caminhar sozinhos. No início eram poucos passinhos (dois ou três), com bastante ajuda: um de nós segurava em pé e o outro chamava, estendendo os braços. Em 10 dias, começaram a dar passinhos sozinhos, cada vez atravessando distâncias mais longas! Eles ainda não andam oficialmente, mas já conseguem levantar do chão sem se apoiar e já andam de um lado para o outro sozinhos! É uma delícia ficar olhando os primeiros passinhos e eles ficam super orgulhosos quando percebem que fizeram o percurso que queriam sem cair no chão. Estou muito feliz de estar de licença maternidade bem nessa época porque posso acompanhar de perto essa conquista dos nossos filhos.

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Fidel

Nosso cachorro é o que menos entendeu toda a mudança pela qual passamos nas últimas duas semanas.

Quando os bebês chegam recém-nascidos, os pets têm um tempo para se acostumar com a presença e o cheiro deles sem uma interação física. No nosso caso, nossos bebês chegaram engatinhando pela casa toda, acompanhados de um monte de brinquedos que ficam espalhados pelo chão e com mãozinhas fortes que batem e puxam a barba e o rabo do Fidel.

Como a nossa, a rotina de nosso cachorro também mudou drasticamente. Ele estava acostumado a passar os dias de semana sozinho em casa ou na companhia de nossa faxineira, que vem duas vezes por semana. Hoje fico em casa quase o dia todo com os bebês e recebemos visitas e mais visitas, o que tem deixado Fidel bastante cansado – em qualquer momento que haja silêncio, ele vai para um cantinho tentar uma soneca. No entanto, antes ele era o centro das atenções: quando estávamos sozinhos ou quando recebíamos alguém, ele sempre era o primeiro a ser cumprimentado e todas as brincadeiras e gracinhas eram para ele. Com os bebês, por mais que continue recebendo atenção, ele precisa dividi-la com mais dois serzinhos e está bastante ciumento. Fidel também precisou mudar seus horários de alimentação (para não esquecermos da papinha dele, ele passou a comer nos horários de mamadeira) e com os horários de banheiro (a porta da varanda não fica mais aberta o dia todo e Fidel precisa pedir para fazer xixi ou cocô). O pior foi que enquanto escrevia, olhei para o Fidel e percebi que tinha dado mamadeira, mas esquecido da papinha.

O que está mais difícil de fazê-lo entender é por que ele não pode mais brincar com qualquer brinquedo que fica no chão de casa. Os bebês chegaram com uma infinidade de bolinhas, potinhos, bichinhos e peças coloridas e uns 70% deles já foram mastigados pelo Fidel. Nós damos bronca quando percebemos, mas os bebês jogam tudo para ele, e aí fica difícil. E além dos brinquedos, Fidel também comeu algumas outras coisas, como o negocinho para limpar o nariz dos bebês, um babador, algumas meias.

Depois de uma semana em casa, os bebês “descobriram” o cachorro e começaram a querer brincar com ele. Brincar para os bebês significa cutucar e bater e brincar para o Fidel significa morder as mãozinhas e puxar as meias e roupas deles, o que ainda não deu muito certo, claro. Mas eles se dão bem e se entendem. A frase que mais falamos é “Fidel! Tenha paciência com os bebês!” e os bebês já começaram a imitar o Fidel com “au-au”.

Fidelzucho, nós sabemos que eles serão seus melhores amigos, te amarão muito e durante toda sua vida eles terão mais tempo para você que nós dois. Então, faz uma força, tenha paciência com os bebês!

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Adoção consensual (intuitu personae)

Há uns dias um grande amigo, que entregou há pouco tempo a documentação para iniciar o processo de habilitação para adoção, nos contou que um conhecido sabia de uma moça que estava grávida e queria dar o bebê para adoção. Esse conhecido disse para nosso amigo que bastava pagar as despesas do parto e levar a criança do hospital e que em algumas semanas tudo seria resolvido no fórum.

Nossa conselho foi simples: “não faça isso”. E enumeramos alguns motivos para ele ficar de fora dessa história.

  • Atualmente, nem todos os fóruns aceitam esse tipo de adoção (quando a genitora escolhe para quem quer dar o bebê). E, quando aceitam, o pretendente à adoção precisa estar previamente habilitado (o que não é o caso dele)
  • Quando os genitores não querem ou não têm condições para cuidar do bebê, o fórum procura outros familiares (avós, tios, primos etc.) para saber se há alguém com condições e interesse para cuidar da criança. Ou seja, nesse caso, além da moça grávida, outros familiares precisam estar de acordo com a entrega da criança
  • Pagar qualquer coisa para a genitora (no caso, as despesas de parto) pode posteriormente ser entendido como tentativa de compra do bebê. Não há dinheiro envolvido em adoção. Nós gastamos menos de R$ 100 em todo o nosso processo, com despesas pequenas como cópia e atualização de documentos
  • Levar o bebê do hospital para casa sem um termo de guarda significa não estar protegido pela lei. Ou seja, ele não poderia requerer inclusão no plano de saúde, licença paternidade ou mesmo provar que é o responsável pela criança, caso necessário
  • E o pior de todos os riscos: a genitora pode se arrepender de ter entregado a criança e ir buscá-la. Enquanto o processo de destituição do poder familiar não estiver completo (quando os genitores perdem os direitos sobre a criança) isso pode acontecer

Por estes motivos, sugerimos que ele aconselhe a moça a procurar a Vara da Infância para disponibilizar o bebê a adoção, mas que siga o processo dele pelo fórum e que não se envolva nessa história. Nós sabemos que é difícil esperar. Mas a dor da espera não é a maior que a dor da perda de uma criança.

Nossa opinião é baseada em coisas que estudamos e ouvimos nos grupos de apoio e certamente existem informações mais precisas sobre essa questão.

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Primeira visita da assistente social

Hoje à tarde recebemos a visita da assistente social em casa. Ela ligou para agendar há uns 3 dias e pediu para todos estarem aqui no horário combinado. Durou uns 20 minutos. Perguntou sobre a rotina deles aqui em casa, o que estão comendo e como está a saúde dos dois. Pediu para ver o quartinho dos dois, o banheiro e notou as pequenas alterações que fizemos em casa (colocamos telas de proteção nas janelas e um portão para que eles não entrem na cozinha sozinhos). Perguntou também se estamos de licença maternidade/ paternidade, se tenho ajuda durante o dia para cuidar dos dois e como estamos organizando a nova vida.

Eu tirei a licença maternidade para cuidar da adaptação dos dois e infelizmente meu marido não pôde fazer o mesmo. Mas como optamos por fazer tudo sozinhos e olhar de perto tudo o que está acontecendo em nossa casa, não temos babá e não está nos nossos planos contratar uma. Nossa faxineira vem duas vezes por semana e pedimos para ela tentar vir um dia a mais. Além disso, combinamos com uma das vovós que os bebês passarão um dia por semana na casa dela, para mamãe poder fazer coisas sozinha. Tirando essas 5 horas que ficam sozinhos com a vovó, estou com eles o tempo todo, muitas vezes sozinha até o papai chegar do trabalho.

Virar papais de uma hora para outra não nos deu tempo para pensar em um monte de detalhes que fazem a casa “funcionar”. Nós não tínhamos ideia que bebês sujavam tanta roupa – são duas ou três roupinhas por dia, porque além de engatinharem para-lá-e-para-cá, às vezes derramam comida ou deixam escapar um xixi ou cocô. Se antes lavávamos roupas uma vez por semana, agora usamos a máquina umas três ou quatro vezes na semana, e geralmente temos mais roupa para lavar do que a capacidade dos nossos varais. Também ainda não acertamos a quantidade de compras de supermercado, porque temos que ter comida todos os dias, para nós quatro. Sempre falta alguma coisa e temos que sair correndo para buscar. No primeiro final de semana, meu marido cozinhou um monte de papinha e sopinha e não tínhamos potinhos suficientes para congelar tudo. E como não deu tempo de providenciar toda a “lista completa de enxoval para bebês”, todos os dias percebemos que eles precisam de algo, tipo termômetro para crianças (o convencional é uma tortura), alicate para cortar unhas e meias anti-derrapantes.

Apesar de estarmos achando tudo muito confuso, eles estão super bem. Estão sorridentes e brincando muito. Já conhecem bem os papais e a casa e entendem muitas coisas que falamos para eles: por exemplo, vêm sozinhos até a porta da cozinha quando chamamos para comer e sabem quando tomaram bronca por mexer em alguma coisa que não é de criança. Os dois estão dormindo super bem – das 20h às 7h e das 12h às 15h – e acordam de bom humor (sim, é quase ganhar na megasena). E, fora umas duas ou três birras para comer que nossa filha fez, estão se alimentando bem, comendo tudo que oferecemos e muito!

Além da visita da assistente social, teremos entrevista com a psicóloga em setembro e a avaliação final do estágio de convivência será feita em janeiro, para então recebermos a guarda definitiva dos nossos filhos!

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Me conta uma história engraçada?

Hoje estava online durante o soninho depois do almoço e um amigo me mandou uma mensagem mais ou menos assim: “me conta uma história engraçada? deve ter acontecido alguma coisa engraçada aí essa semana”. Fiquei me perguntando se parecemos ser tão atrapalhados para deixar alguma coisa engraçada acontecer em uma semana com os bebês em casa, mas acabei não respondendo porque estava na hora de acordá-los para o lanchinho da tarde.

Quando entrei no quarto, tomei um susto porque meu filho não estava na caminha. Olhei no chão e nada, e então vi os dois dormindo juntos na caminha da minha filha. A primeira coisa que pensei foi “que coisa linda! gêmeos realmente se amam!” e tirei uma foto.

Depois percebi que, na verdade, o cenário era um pós-guerra. Meu filho estava sem a calça e sem as meias e os sapatos da minha filha, que eu tinha deixado no chão, estavam em cima da cama. Todos os bichinhos de pelúcia que estavam na cama foram para o chão. Quando ele subiu na cama dela, minha filha deve ter ficado muito brava e batido muito nele. Eles devem ter brigado durante um bom tempo antes de cair no sono e não sei como não ouvi nada da sala.

Mas o pior do tudo foi o cheiro. No meio da bagunça, meu filho fez cocô e, como estava sem a calça e se mexendo muito, tudo vazou nos lençóis. Foi um horror. Tive que lavar dois bebês e uma cama e não conseguia parar de rir, imaginando a confusão que eles devem ter feito.

Pena que nós não colocamos uma câmera no quartinho deles para poder assistir tudo.

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Onde encontramos os nossos filhos

Nossos brigadeirinhos chegaram através do fórum onde fizemos nosso processo de habilitação para adoção. Nós nunca visitamos nenhum abrigo para procurar nossos filhos por um motivo bem sério: as crianças abrigadas não são produtos expostos em vitrines e ninguém deve ir aos abrigos para “escolher” a mais bonitinha, mais engraçadinha, mais educadinha ou sei-lá-o-que. Um segundo motivo seria que nem todas as crianças abrigadas estão disponíveis para adoção: muitas ainda têm algum vínculo com a família biológica ou ainda estão aguardando o processo de destituição de poder familiar se encerrar.

Nós acompanhamos alguns grupos de discussões virtuais, onde eventualmente as pessoas divulgam crianças disponíveis para adoção. O GAARJ (Grupo de Apoio à Adoção do Rio de Janeiro) tem um fórum aqui e acompanhamos como “ouvintes” uma comunidade no Orkut chamada GVAA – Adoção, um exemplo de amor (como “ouvintes”, porque um dos requisitos para ser membro é ter perfil no Orkut com muitos amigos e outras comunidades – muito difícil!). Conheci uma amiga que adotou através dessas divulgações. Geralmente são crianças que não encontraram pretendentes na própria comarca e isso provavelmente aconteceu porque estão fora dos perfis mais desejados, ou seja, não são bebês, têm irmãos ou problemas graves de saúde.

O processo de destituição de poder familiar de nossos bebês foi conduzido pelo mesmo fórum onde fomos habilitados. Quando estavam destituídos e o fórum começou a procurar uma família substituta para os dois, fomos chamados. Então achamos justo dizer que foram nossos filhos que nos encontraram!

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Nova rotina

Para que eles se sentissem seguros (e também porque gostamos dos horários deles), mantivemos a mesma rotina que eles tinham enquanto moraram no abrigo: antes das 7h, os papais tomam banho e ficam prontos para acordar os bebês (alguns dias eles resolveram acordar antes das 7h e ficou um pouquinho atrapalhado). Quando acordam, trocamos as fraldas, tiramos o pijama e eles vão tomar café da manhã. Papai então sai para trabalhar e mamãe vai brincar na sala (vida boa!). Às 9h30 eles comem fruta, depois brincam mais um pouco. Às 11h30 almoçam e vão para o quarto para o soninho, que dura até umas 14h30. Depois acordam e tomam lanche da tarde. O jantar é às 17h30, depois banho, pijama, última mamadeira, escovar dentes e cama às 20h. Acontecem algumas trocas de fraldas durante todo esse processo.

Alguns costumes do abrigo vamos manter em casa, porque achamos ótimo. Eles não são “ninados” antes de dormir. Nós os colocamos nas caminhas, fazemos um pouco de carinho, deixamos a luz bem fraquinha, damos beijinho de boa noite e fechamos a porta. Às vezes eles ficam resmungando no quarto uns 5 minutos, mas logo dormem. Os horários de dormir também são muito bons: às 20h vamos jantar juntos, conversar e temos um “tempo de adulto”; depois temos uma noite inteira de sono até o dia seguinte. Também comem super bem e de tudo: muita fruta, muitos legumes, chá, suco, leite. E já chegaram treinados em várias coisinhas: deixam escovar os dentes e limpar o nariz e ajudam a vestir as roupinhas.

Em outras coisas, ainda estamos apanhando: nosso filho não gosta muito de banho. Está melhorando, mas nos primeiros dias berrou durante o banho todo e só parou quando tiramos de lá. Nossa filha faz o contrário: se diverte no banho e começa a berrar quando tem que sair. Ela deixa pingar as vitaminas na boquinha, com ele é uma pequena batalha para dar certo. Também têm ciúmes um do outro e brigam bastante, com direito a alguns tapas e mordidas.

E algumas coisas queremos mudar, aos pouquinhos. Eles estavam acostumados a comer muito rápido, porque muitas crianças almoçam e jantam ao mesmo tempo no abrigo e são poucas educadoras, então mal terminam de engolir e já gritam pela próxima colherada. Estamos ensinando a comer mais devagar. Também estavam acostumados a descer do cadeirão assim que terminavam, pois outras crianças seriam alimentadas logo em seguida. Em casa, eles ficam sentados um pouquinho mais antes de voltar para a sala. Estamos fazendo assim porque queremos começar a sair para almoçar fora com eles e eles terão que ter paciência para ficar sentadinhos no cadeirão enquanto os papais comem. Além disso, eles brincavam todos os dias em um lugar onde só ficavam coisas de crianças e podiam mexer em tudo. Aqui em casa, temos plantas, vasos, livros que ficam na mesa de centro, quatro luminárias de piso e outras coisas que não são de criança, e não queríamos mexer na decoração da casa toda. E estamos pacientes tentando ensiná-los tudo isso.

Como eles dormem bem, nós também conseguimos descansar e não estamos parecendo zumbis. Mas todo o tempo pensamos neles: fizeram cocô? o que vão vestir? o que vão comer na próxima refeição? estão felizes?

… Sim, acho que estão felizes!

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Nossos brigadeirinhos chegaram em casa!

No dia 3 de agosto, fomos ao fórum às 14h para o que eu tinha entendido que seria uma “audiência”. Nós tínhamos imaginado uma reunião, onde falaríamos sobre nossas intenções com as crianças e etc., e o fórum decidiria se estávamos mesmo preparados para sermos pais deles. Quando chegamos lá, recebemos o termo de guarda para assinarmos e a autorização de desabrigamento para entregar para o abrigo. Em 10 minutos, simples assim! O estágio que se inicia agora é chamado de “estágio de convivência”, uma guarda provisória. A previsão é recebermos a guarda definitiva em 6 meses.

E fomos buscá-los! Além de nossos filhos, voltamos para casa com todo o histórico médico deles e várias recomendações sobre a rotina deles, o que costumam comer etc. As coisas funcionaram super bem até o final do jantar: eles chegaram, se deram bem com nosso cachorro (que morreu de medo dos dois no início), brincaram, comeram um belo prato de jantar e todo o mamão de sobremesa. Depois disso, foi a hora do banho e a confusão começou: eles choraram, acho que meu filho engoliu água na banheira, não conseguimos escovar dentes, pentear cabelo e eles não quiseram tomar o leite da noite (não sabemos se ainda não estavam com fome ou se fizemos alguma coisa errada). Mas dormiram às 20h como dois anjinhos.

Nós estamos bastante cuidadosos com a chegada deles. Se para nós é um dos dias mais felizes de nossas vidas, para eles é um dia de ruptura e grande mudança. Eles estavam abrigados desde que nasceram e gostavam muito das cuidadoras, da comida, da caminha, da rotina e dos amiguinhos do abrigo. Nós sabemos que para eles tudo aqui em casa será diferente e, talvez, um pouco assustador. Então queremos deixá-los seguros e calmos nesses primeiros dias.

Não tem nada melhor do que saber que os filhos dormem no quarto do lado! Temos uma única preocupação nesse momento: meu marido não se lembra de ter colocado o pipi do meu filho para baixo na fralda, e talvez a gente acorde com uma grande meleca na caminha! ❤

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Como preparar dois enxovais em uma semana

Decidir que iríamos começar a aproximação significou querer que nossos brigadeirinhos viessem para casa o mais rápido possível. Então, no mesmo final de semana que começamos as visitas diárias, saímos correndo atrás de um monte de coisas para eles.

E sorte nossa que temos amigos e parentes tão queridos. Uma amiga nos deu dois berços que viram mini-camas, um carrinho e dois cadeirões. Decidimos que eles já começarão a dormir em mini-camas, com proteções laterais para não caírem no chão. Uma outra amiga nos deu outro carrinho e pedimos para um amigo que está chegando dos EUA uma trava que transforma dois carrinhos em carrinhos de gêmeos. Eu dei um Google em “carrinho de gêmeos” e achei um fórum de discussão onde mamães de gêmeos diziam que os carrinhos duplos não são práticos, porque muitas vezes não cabem no elevador e no porta-malas. Além disso, se tivermos dois carrinhos individuais, cada um pode empurrar um carrinho quando sairmos juntos. O único problema é que, aparentemente, não é fácil encontrar a tal da trava no Brasil.

Em dois dias, compramos as cadeirinhas para o carro, algumas roupinhas, fraldas, coisas para higiene deles, coisas de cozinha (pratos, talheres e copinhos) e o mesmo leite em pó que eles tomam no abrigo. Ganhamos um cercadinho, brinquedos, lençóis, toalhas, mais roupinhas. E durante a semana lembramos de outras coisas que com certeza iríamos precisar e demos vários pulinhos na Alo Bebê. Na correria, não conseguimos ter todas as coisas versão “menino” e versão “menina”: nossa filha vai usar babadores azuis e nosso filho vai dormir em lençóis cor-de-rosa. 🙂

Depois que eles chegarem sabemos que vamos perceber que falta um monte de coisas , mas decidimos não sair comprando enlouquecidamente sem ter certeza do que vamos precisar. Eles têm o básico para os primeiros dias e depois vamos nos organizando, os cinco juntos (nosso cachorro está incluso)!

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