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Pequenas emoções e frustrações de uma mamãe

Dia desses saí um pouco mais cedo do trabalho e não peguei trânsito. Cheguei toda feliz na porta da escola, super adiantada, pensando que teria tempo para sentar no chão da sala e brincar um pouco com meus bebês em plena terça-feira. Super engano. Quando entrei, eles estavam com os amiguinhos no parque e ficaram muito bravos porque eu já estava lá. Assim que perceberam que era hora de ir embora, os dois choraram, espernearam, se jogaram no chão, cuspiram, gritaram, e foi aquele carnaval até chegar em casa. Um saco. E nem teve clima para brincar.

Aí hoje eu cheguei no horário certo e a tia veio logo me explicando:

– Mamãe, os dois fizeram cocôs gigantes depois do jantar. Sujaram as calças, as meias e até as camisetas. Você pode esperar só um pouquinho? O Isaac já tomou banho, e a Ruth já está saindo e…

– CUMEQUIÉ???? Vocês já deram banho NOS DOIS? Aeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!

Quase dei um beijo na boca em cada uma das tias, gente. Conseguem imaginar a emoção de receber seus DOIS bebês limpinhos e cheirosinhos na saída da escola? Conseguem imaginar como foi bom chegar em casa e pular essa parte do processo, ir direto para o pijama e poder passar mais tempo cantando e lendo historinhas?

Como faz pra programar super cocôs todo dia às 18h30, hein?

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1 ano de bebês

3 de agosto é o aniversário da nossa família. Foi o dia em que levamos nossos brigadeirinhos para casa, e eu virei mamãe e eles viraram filhos. Há um ano, vivo para eles. Há um ano, mudei minha vida toda, adaptei a rotina, a casa, os horários, os passeios de finais de semana e as minhas prioridades para cuidar dos meus bebês. Há um ano, aprendi um jeito diferente de amar e um jeito diferente de ser feliz.

Para comemorar o primeiro ano juntos, recebemos a família e alguns amigos para uma pizza em casa, para que os bebês pudessem abraçar todas as pessoas especiais na vida deles. Mamãe gosta de festa! 🙂

Pequenos, eu prometo que vou estar por aqui para vocês para sempre. Amo vocês dois demais. Vamos viver juntos para sempre.

 

 

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Pequenos sexismos no dia a dia

Coloquei os pequenos na escolinha no início do ano e foi difícil convencer a diretoras que elas tinham que ligar para o papai quando a mamãe não atendesse o telefone. Eu ficava muito aflita quando saía de uma reunião e via 17 ligações da escola não atendidas. Aí eu ligava correndo para o papai para saber o que tinha acontecido com os bebês e ele não tinha recebido um único telefonema sequer. Era como se só a mamãe conseguisse resolver o problema de um bebê doentinho.

Mas até aí, tudo bem. Afinal, eu fiz a maioria das visitas para escolher a escolinha sozinha, escrevo os e-mails quando preciso falar alguma coisa com as diretoras, escrevo recadinhos para as tias todos os dias na agenda, participo das reuniões de pais e estou lá quase todos os dias para levá-los e buscá-los. Eu achava normal que elas achassem que o principal ponto de contato da escola com a família fosse através de mim.

Até que elas trocaram os boletos da mensalidade, que antes eram entregues em papel, para boletos eletrônicos enviados por e-mail (o planeta agradece, escolinha!). Aí, minha gente, adivinhem só QUEM COMEÇOU A RECEBER OS BOLETOS POR E-MAIL? Vocês acham que elas mandam o boleto para mim? Não, não mandam, não. Claro que mandam para o papai.

Óbvio, né? Mamãe resolve problemas de bebês, papai paga as contas da casa e assim caminha a humanidade. Pô, escola.

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Palavrão

6h30 da manhã no quartinho dos bebês. Eu estava trocando meu filho e minha filha ainda estava na caminha. Estávamos em silêncio, pois os dois ainda estavam bocejando e se espreguiçando. De repente, meu filho dá o maior berro do mundo:

– RUTH PUTAAAAAAAAAAAAA!

Meu coração parou. Mano, como assim ele aprendeu essa palavra? Primeiro eu xinguei mentalmente todas as pessoas que sei que falam palavrão perto dos dois. Depois fiquei na dúvida se dava uma bronca ou se só dizia para ele nunca repetir aquilo. No fim, fiquei com pena da carinha de que-foi-que-eu-fiz e pedi para ele me explicar.

– Que você disse, filho?

– Que a Ruth vai pular, mamãe.

Ah, ufa.

Pô, filho. Confundir letras é bonitinho, tá? Mamãe Luli, bobó Elena, “quelo” leite, tudo isso é fofinho. Mas confundir “pular” com “putar” não pode, não, meu. Pô, não mata a mamãe do coração?

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A bebezinha de dois amigos meus

Eu estava no trabalho e no meio da tarde recebi uma mensagem de um amigão, que também ficou na fila pouquíssimo tempo, para contar que eles receberam a ligação do fórum os chamando para conhecer uma criança. Pulei da cadeira, e saí correndo para uma salinha para poder falar por telefone com ele. As perguntas para papais adotantes são totalmente diferentes. “Qual o sexo?”, “qual a idade?” e “já sabe o nome ” foi o que eu perguntei. Uma menina de 1 ano e 6 meses. Quase chorei.

No dia seguinte, eles foram ao fórum e fizeram a primeira visita para a bebezinha no abrigo e eu fiquei grudada no celular, esperando as mensagens dos dois. Fiz uma lista imensa de coisas que eles precisavam providenciar para a bebê e fiquei pulando de alegria com cada fotinho que eles mandavam. Hoje foi o dia de compras e eu também fui atrás de vários presentinhos para a sobrinha. Vem logo, bebezinha!

Receber a ligação do fórum foi uma das coisas mais emocionantes da minha vida e eu sabia bem como os dois estavam se sentindo. No dia que me ligaram, eu também estava trabalhando e não consegui mais me concentrar. Receber a ligação é uma alegria tão grande, misturada com um pânico tão grande quanto, pelo susto e por não ter enxoval. É indescritível. E foi uma delícia acompanhar de perto tudo o que eles estão sentindo, e ficar lembrando que há exatamente um ano nós estávamos passando pela mesma emoção.

É claro que eu fico muito feliz quando alguém me conta que está grávido(a). Mas o amor que eu senti pelos dois e por essa mocinha quando recebi a notícia foi muito intenso. Adotar é bom demais. É a coisa mais linda que já fiz na minha vida. Hoje não tenho dúvida nenhuma que foi o melhor jeito do mundo para virar mamãe.

Bem vinda, bebezinha! Você já tem os melhores papais do mundo!

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Conversa sobre as princesas

Aí eu percebi que não adiantava nada publicar um post sobre princesas se eu não contasse minha opinião sobre o assunto diretamente para minha filha. E quanto antes melhor, né? Então resolvi ter uma conversa de mamãe para filha com uma bebezinha de dois anos:

– Filha, mamãe precisa te explicar por que quero te ver longe de princesas. Príncipe encantado não existe. Mesmo que existisse, nós não iríamos passar nossa vida só esperando ele aparecer para nos salvar, tá? Você não precisa ser salva. Também não precisa se casar com um príncipe se não quiser. Tanto faz. Quero que você seja feliz com ou sem príncipe. Que estude, trabalhe, tenha sua própria vida, vá morar sozinha, vá viajar sozinha. Quero que você seja muito independente, bem resolvida, que não seja nunca piriguete peloamordedeus e blá blá blá…

Depois de me olhar com cara de tédio por uns 5 minutos, ela me interrompeu:

– Mamãe?

– Oi, diga.

– Faz uma “chuquinha” no meu cabelo?

Não, ela ainda não entendeu nada. Morri de rir. Fofa.

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Nossa filha não é uma princesa

É comum as pessoas perguntarem qual o nome da boneca preferida da nossa filha e ela não entender nada. Deixa eu explicar. Nós temos bonecas em casa. Temos bonecas, jogos de chá e panelinhas, mas também temos carrinhos, caminhõezinhos e uma porção de brinquedos de encaixar, montar, empilhar. Enfim, nossos filhos têm brinquedos que toda criança na idade deles tem. Só que aqui em casa brinquedo não tem dono, por dois motivos que são importantes para nós. O primeiro deles é que eles precisam aprender a compartilhar, e nós definimos que brinquedos são coisas totalmente compartilhadas. Eles têm suas próprias coisinhas para preservar a identidade de cada um, como roupas, objetos de higiene pessoal, copinhos e por aí vai, mas dividem os brinquedos, esperam o irmão terminar de brincar, emprestam, brincam juntos. O segundo motivo – e muito mais importante – é que nós não queremos classificar brinquedos como brinquedo-de-menina e brinquedo-de-menino. Não existe isso em casa.

Por aqui, mamãe e papai trabalham, o papai cozinha bem melhor que a mamãe, e os dois são capazes de fazer qualquer coisa relacionada a cuidados com bebê e com a casa. Nós dois dividimos absolutamente todos os cuidados com os bebês e os bebês brincam exatamente das mesmas coisas e têm as mesmas responsabilidades. Quando a brincadeira é casinha, comidinha, panelinha, bebezinho e por aí vai, nosso filho brinca junto e faz as mesmas coisas: dá comidinha pra boneca, vê se tem cocô na fralda, coloca pra dormir e canta música de ninar. Quando vamos brincar de carrinhos ou de bola, eles brincam juntos de novo. Simples assim. Conceitualmente, acho irritante esse negócio de menina-tem-que-brincar-de-boneca-e-de panelinha. Sabe por quê? Porque no futuro as meninas terão que participar de eventos como esse aqui, onde fica claro que a maioria das pessoas acha normal que só as mulheres cuidem das crianças. Ah, não, gente.

Outra pergunta que me deixa de cabelo em pé: “ela já tem uma princesa preferida?”, se referindo provavelmente às 55 princesas criadas pela Disney. Não, gente, claro que não. Claro que eu não coloco desenhos e fantasias de princesa na minha filha de 2 anos de idade. Claro que eu sei que já já as coleguinhas da escola vão apresentar esse mundo cor-de-rosa assustador para ela e vou ter que pensar em como lidar com isso. Mas eu prometo que eu não vou tomar a iniciativa de fazer isso com ela. Aí deixa eu explicar porque eu odeio as princesas antes que todo mundo fique me achando uma chata. Porque princesas são aquelas criaturas indefesas que precisam ser salvas por um príncipe encantado para só então serem felizes para sempre. Porque no mundo das princesas, alguém que não se casa é infeliz. Porque no mundo das princesas, a mulher nunca vai morar sozinha em seu próprio apartamento e trabalhar para pagar suas próprias contas. Porque no mundo das princesas, o príncipe é mais rico e mais importante que a princesa (não é, Cinderela, sua coitada?). Porque no mundo das princesas, o príncipe é encantado, um ser salvador que tem em suas mãos a felicidade da mulher. Ah, meu, não dá.

E se você achou que estou exagerando, dá uma olhada nisso aqui e me diz se não dá vontade de pular da janela? Se ainda acha que estou exagerando, dá uma lida nesse estudo aqui, de onde saiu a pérola: “tia, para ser princesa precisa casar, né? Senão não vai ser princesa, vai ser solteira!”.

Estou tentando manter minha filha longe do mundo das princesas só porque realmente acredito que nós, mulheres, não precisamos disso. Nós não precisamos de príncipes encantados para nos salvar. A gente sabe se virar, né, filha?

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Fofa

Conversa com minha filha agora pouco:

– Mamãe, consegui! (encaixar um brinquedo em outro)

– Que bom, filha, parabéns!

– … pra você, nesta data querida, muitas felicidades…

Esmaguei.

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Leitura para mamães

Eu não tive muito tempo para ler livros e mais livros sobre maternidade porque meus filhos chegaram em tempo recorde. Cheguei a comprar esse aqui, mas não passei da página 5. Esses livros me lembram auto-ajuda e me dão um certo pânico. Coisas do tipo “como ser uma boa mãe” ou “como educar bem seus filhos” me dão medo. E eu também tive sorte de nunca precisar ler livros como esse aqui, porque meus bebês sempre dormiram lindamente a noite toda.

Mas eu trombei com um livro na África do Sul sobre maternidade em um dia em que todos os livros que eu tinha levado para lá já tinham acabado, chamado “French children don’t throw food, e comprei. Escrito por uma norte-americana casada com um inglês que vive na França com seus filhos, ela começa o livro comparando as mães francesas – elegantes, bem-vestidas e calmas – com as mães norte-americanas – descabeladas, fora de forma, usando roupas de moletom e gritando e correndo atrás de crianças mal-educadas. E ser uma mamãe-descabelada-gritando é algo que ninguém se planeja para ser, né?

A autora descreve no livro as principais coisas que aprendeu com suas amigas e colegas francesas. Algumas dessas coisas, como não se permitir comer o que quiser e engordar horrores na gravidez (porque depois o trabalho de voltar ao manequim original é maior) e esperar um pequeno tempo antes de sair desesperada para acudir um bebê chorando, não serviram para meu caso porque eu não engravidei e não cuidei de um recém-nascido. Mas eu gostei de uma porção de coisas que ela escreveu e tento fazer parecido.

Uma das primeiras coisas que ela conta é que sempre se sentia envergonhada quando levava o filho em restaurantes na França, pois eles eram a única família que não conseguia jantar tranquilamente. Cena clássica que apavora muitos amigos: crianças correndo e gritando porque não querem ficar sentadas à mesa e mães correndo e gritando atrás das crianças tentando contê-las. Quando saímos para comer fora com os bebês, eles participam o tempo todo do programa. Ficam sentadinhos no cadeirão, interagindo conosco (conversando, cantando ou brincando – nunca coloco Galinha Pintadinha no Ipad só para poder comer em paz, gente). Comem ao mesmo tempo que comemos, o mesmo tipo de comida, comem sobremesa, esperam a conta chegar e só então se levantam conosco para ir embora.

A segunda coisa é saber preservar a vida e rotina de adulto. É claro que nossas vidas mudam muito quando os bebês chegam e eles se tornam prioridade. Mas não dá para deixá-los tomar conta de todo o tempo do mundo. Gosto que meus filhos durmam cedo porque gosto de jantar com calma, gosto de ler, gosto de escrever, gosto de ouvir música de adulto e assistir filmes de adulto, gosto de receber amigos para conversar, e não dá para fazer essas coisas com dois brigadeirinhos falantes e bagunceiros acordados. Depois das 20h é o tempo que mamãe e papai têm vida de adulto em casa. Não gosto de brinquedos espalhados pela casa toda pelo mesmo motivo. É claro que é uma casa onde moram crianças, e temos cadeirões na cozinha e uma mesinha onde ficam os brinquedos na sala de estar, mas os brinquedos e coisas de crianças não dominam a decoração fora do quartinho deles.

Outro ponto é sobre o relacionamento deles com outras pessoas. Além de já terem aprendido a falar “por favor”, “obrigado” e “desculpas”, faço questão que eles digam “oi” e “tchau” para todos as pessoas que encontram. Eles cumprimentam todas as visitas que vêm em casa, a moça que trabalha aqui, os vizinhos no elevador, as outras pessoas no supermercado. Estamos ensinando os dois a esperarem a vez para falar e a não interromperem uma conversa. E estou struggling para ensinar a pedir as coisas sem chorar, sem exigir ou sem espernear, mas não vou desistir. 🙂

Nós também estamos ensinando – ou tentando ensinar – o conceito de autonomia. Toda semana eles ganham alguma nova responsabilidade ou passam a fazer alguma coisa sozinhos. Comem sozinhos na maioria das vezes, estão aprendendo a pegar os sapatos no armário e calça-los sozinhos, guardam os brinquedos e recolhem coisas do chão sozinhos se fazem alguma bagunça. Mais que isso, ultimamente estou dando autonomia para resolverem sozinhos seus próprios problemas. Todo mundo que tem irmão sabe que é normal brigar, e eu passei um bom tempo fazendo o papel de conciliadora, o que, além de tudo, me estressava demais. Não é fácil ficar abaixada para olhar nos olhos de dois bebês de dois anos chorando, apontando pro irmão, e reclamando algo como “pegou meu brinquedo buááááááá´”. Agora deixo que eles resolvam sozinhos quem vai pegar tal brinquedo ou quem vai fazer alguma coisa primeiro, e só fico de olho para que não se machuquem – porque não pode resolver conflito com mordidas e arranhões, bebês!

E, por fim, eles estão aprendendo que quem decide as coisas em casa é a mamãe ou o papai. Eu não negocio coisas como hora de dormir, hora do banho ou hora de comer. Não tem chantagenzinha do tipo só-um-desenho-e-depois-vai-pra-cama. Hora de ir dormir é hora de deitar, ficar quietinho e apagar a luz. Não tenho medo de traumas por ouvir um “não pode” ou “precisa esperar um pouco”, porque acho que eles precisam aprender a lidar com frustrações. Claro que não vivemos em um quartel general: eles escolhem o que querem fazer nas horas de brincar e participam de um monte de tarefas em casa só se quiserem – como regar plantinhas, por exemplo.

O livro é genial, gente. E vocês, mamães, têm alguma outra leitura para indicar?

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Tagarelas

Cada coisinha que nossos filhos aprendem é uma conquista e é uma delícia. Os bebês estão super falantes, formando frases, e são duas gracinhas na maioria do tempo.

Na maioria do tempo. Eu confesso que eles estão me enlouquecendo um pouco. Eles agora começaram a verbalizar tudo o que vêem ou que acontecem. Tudo, tá? Eles falam em voz alta qualquer coisa que passa pela cabecinha deles. É enlouquecedor. Pra vocês me entenderem, imagina uma mamãe dando banho em um bebê que narra continuamente o que está acontecendo, repetindo pelo menos três vezes cada uma das coisas:

– To tomando banho to tomando banho to tomando banho to lavando cabelo to lavando cabelo to lavando cabelo limpar orelha limpar orelha limpar orelha assoar nariz assoar nariz assoar nariz lavar costas lavar costas lavar costas to lavando barriga to lavando barriga to lavando barriga tem que lavar bumbum tem que lavar bumbum tem que lavar bumbum vamos lavar pé vamos lavar pé vamos lavar pé passar creme no cabelo passar creme no cabelo passar creme no cabelo enxaguar enxaguar enxaguar cabou o banho cabou o banho cabou o banho…

Acharam enlouquecedor? Multiplica por dois agora. Mentalizem dois bebês tagarelando frases repetidas ao mesmo tempo. Porque o bebê que está do lado de fora do box assistindo o irmão tomar banho gosta de narrar as mesmas coisas, ao mesmo tempo, com a mesma repetição enlouquecedora de frases.

É tão enlouquecedor que eu já cheguei a demorar 30 segundos para responder para a moça que me perguntou “débito ou crédito” em uma loja porque eles não paravam de narrar tudo o que acontecia e tudo o que viam por lá. Às vezes eu não consigo pensar direito, de tanta palavra que entra pelos meus ouvidos o dia inteiro. E eu sei que eu falo muito, então, quando acho que uma outra pessoa está falando muito, é porque ela realmente está falando muito. E meus filhos falam muito, meldels.

Quando as crianças aprendem a pensar, hein, gente?

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