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“Eu primeiro!” ou “agora é minha vez!”

Brigar, sempre brigaram, desde bebês. Mas de um tempo pra cá eles começaram a disputar as coisas. Tudo o que você pode imaginar.

Lembro de como começou a disputa por apertar o botão do elevador. Até certa idade, eu não deixava apertar. Depois ensinei qual era o botão do térreo e o botão do nosso andar e eles começaram a disputar quem iria apertar o botão.

Quando percebi, disputavam quem iria tomar banho primeiro (ou por último, depende do que está acontecendo), quem iria se sentar ao meu lado na mesa do restaurante, quem iria escolher o filme que vão assistir (não, não, entrar num consenso é pior), quem iria desligar a TV, quem iria brincar com um brinquedo (não, brincar junto também não dá).

Problema que todas as coisas que geram disputas acontecem em periodicidades totalmente diferentes. Eles usam o elevador pelo menos duas vezes por dia. Assistem um filme uma vez por semana, mas em geral assistem por partes, então a TV é desligada umas três ou quatro vezes por filme. O banho é diário, o restaurante é esporádico.

Agora quem é que lembra quem foi o último que sentou ao meu lado ou o último que escolheu um filme? Por que quando eles chegam da escola eu tenho que ficar repassando o que aconteceu de manhã para lembrar quem apertou o botão? E se eu estiver sozinha com um deles e esse um apertar o botão, conta ou não conta? Se for a vez do outro, eu que aperto? Como eu faço pra lembrar que de lado cada um estava na última vez que fomos ao teatro, gente? E ai de mim se tentar praticar alguma injustiça. Se eu errar, recebo um bico do tamanho do mundo de volta.

Acabamos de voltar de uma viagem de seis dias e quase comprei um caderninho pra anotar quem tinha se sentado ao meu lado nos restaurantes, quem entrou no banho antes, quem mexeu no meu celular no metrô, quem apertou o botão do elevador. Fora a negociação de oito horas para definir quem iria se sentar ao meu lado no avião na ida.

Cara, que cansativo. Se alguém souber de algum aplicativo onde eu possa registrar as maluquices e simplesmente perguntar “quem toma banho primeiro hoje?”, me avisa, que tô pagando bem pelo serviço.

Se você é mãe de mais de uma criança, proponho um abraço coletivo. Se tem uma e tá pensando na segunda, mano: se prepara!

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Vamos falar sobre o lápis “cor de pele”?

Esses dias Isaac estava desenhando ele e a Bia, como todos os dias, e me falou:

– Mamãe, eu vou fazer a Bia de cor de pele e vou fazer eu de marrom!

Sim, eu voltei no tempo uns 30 anos e lembrei do lápis “cor de pele”. Para Isaac, a “cor de pele” era um lápis que se chama “rosa claro/ rosa pálido/ peach”.

Aí eu expliquei com muito carinho:

– Todas essas cores aqui podem ser “cor de pele” (peguei marrom escuro, marrom claro, rosa, amarelo, laranja – o que tinha no estojo). Essa aqui também, que é a cor da pele do sapo (o verde – lembrei de uma tirinha do Armandinho). E essa, do elefante (o cinza). Tudo pode ser “cor de pele”, escolhe o que achar melhor. Mas vamos chamar pelo nome da cor, e não “cor de pele”.

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Eu fui na escola e pedi para a professora me ajudar. Contei o que tinha acontecido e pedi para me ajudar a explicar para as crianças que muitas cores podem ser “cor de pele”, e não apenas o rosa claro. Não contente, escrevi esse post e peço do fundo do meu coração: ME AJUDEM? Compartilhem, conversem com as crianças e me ajudem a sumir com esse negócio de chamar o rosa claro de “cor de pele”?

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Como faço para viver sem carro

Não pretendo convencer ninguém. Eu mesma ensaiei essa ideia durante anos, mas só fiquei sem carro quando mudei de emprego e a empresa me pediu gentilmente para devolver o carro. Antes eu tinha só vontade, mas continuei firme e forte com carro na garagem por muito mais tempo que eu queria.

Toda vez que digo que estou sem carro há mais de um ano com duas crianças pequenas – e, não, meu atual marido também não tem carro – as pessoas me fazem muitas perguntas sobre logística. Com vocês, as respostas!

  • Como você faz com a escola? Eles vão e voltam de perua na maioria dos dias, mas a escola é muito perto de casa, então fazemos muito o percurso a pé também. (by the way, escolher uma escola perto de casa foi uma das melhores decisões neste assunto, já que já tive três empregos diferentes desde que eles chegaram e nunca precisei mexer na rotina deles). Se por acaso estiver chovendo muito e eu não quiser usar a perua (às vezes atrasamos de manhã ou eles voltam mais cedo), pego um taxi e gasto uns R$ 6 ou R$ 7, no máximo.
  • Como você faz supermercado? De formas variadas. Frutas, legumes, verduras, farinhas e grãos são pedidos pela internet e chegam em casa. Compro aqui, aqui e aqui (acho a oferta de orgânicos e produtos naturais bem melhor nesses sites que em lojas físicas). Se falta algo, tem um supermercado “de bairro” a uma quadra de casa e vou a pé, com meu carrinho de feira para ajudar com o peso. Tem um Pão de Açúcar a umas quatro quadras e também vou até lá a pé com o carrinho quando preciso de algumas coisas que não acho no mercadinho (o leite dos meus filhos, por exemplo, só encontro lá). Aos domingos tem feira a quatro quadras também, mas não tem muito orgânico. Quando resolvo ir à feira, vou a pé com o carrinho. Quando preciso comprar coisas volumosas e pesadas (tipo produtos de limpeza e caixa de fralda), também peço pela internet aqui. Se estiver chovendo, deixo o supermercado para outra hora, já que a maioria das coisas são entregues em casa, então nunca estou com a dispensa zerada. Em situações bem especiais, alugo carro, mas isso só aconteceu uma vez esse ano, no aniversário deles. Nós fizemos uma pizzada caseira e eu tinha que comprar muita coisa e queria escolher as coisas pessoalmente. Aluguei um carro para fazer o supermercado, e usei o carro para carregar os itens de decoração da festinha (que foi na casa do meu pai) e para trazer os presentes que eles ganharam.
  • Como você faz outras compras? Eu uso muito internet, porque é mais prático. Vinhos, ração do cachorro, acessórios para bicicleta, coisas para as crianças, coisas para casa, revelação de fotos, tudo o que dá faço pela internet. Também não sou de entrar em um shopping, fazer muitas compras e sair de lá carregada de sacolas. Em geral, se compro alguma coisa em loja física, consigo carregar a sacola ou guardar na mochila. Uma única vez este ano aluguei um carro para fazer compras, quando fomos comprar acessórios de camping para as crianças e uma persiana para casa (peguei o carro de manhã, passei nas duas lojas, deixei tudo em casa e devolvi em seguida).
  • Como você faz para viajar? Quando viajo de avião, não preciso de carro, principalmente porque as diárias dos estacionamentos dos aeroportos são muito caras. Vou de transporte público até lá (um ônibus até Congonhas ou metrô + um ônibus até Guarulhos). Aliás, super recomendo o metrô e ônibus até Guarulhos, economiza um bom stress no trânsito e sai menos de dez reais. Com muitas malas ou muitas crianças, às vezes pego taxi. Para viagens via estrada, alugo carro. Qual tipo de carro, depende. Às vezes alugamos um carro menor se vamos só os adultos, alugamos carros maiores quando vamos com as crianças, alugamos carros maiores ainda se queremos levar as bikes. Depende do que vamos fazer. Ah, mas não é muito difícil alugar carro? Não. Tem locadora de veículos em quase todos os shoppings e tem algumas lojas de rua. Eu já viajei com um taxista também (uma pessoa que conheço há anos e em quem confio muito na direção). Fiz as contas e vi que sairia mais barato ir com ele do que alugar um carro e deixá-lo parado no hotel durante cinco dias.
  • Como você faz para levar as crianças no médico? Metrô e/ ou ônibus. Se estiver caindo um temporal, taxi. Se for de madrugada, vou pedir taxi pelo aplicativo. Neste ano, só uma vez eu precisei levar criança para o pronto-socorro correndo, umas 23h. Se a criança estiver morrendo, vou chamar uma ambulância. Se não achar taxi e realmente precisar levar para o hospital numa situação de emergência horrorosa, aí, gente, eu vou acordar o vizinho e pedir o carro emprestado. Tenho certeza que ele vai entender. Não preciso ter um carro na garagem só esperando o caos acontecer.
  • Como você faz para passear aos finais de semana? Metrô e/ ou ônibus. Às vezes, carona. Às vezes, taxi. Às vezes, carro de aluguel (sei lá, pensei nisso agora, se eu quisesse ir ao Simba Safari, alugaria um carro). Na maioria das vezes, consigo usar transporte público para as coisas que queremos fazer nos finais de semana (almoçar na minha vó, visitar meu pai, ir ao cinema, jantar fora).

E a última pergunta de todas: isso tudo não sai muito mais caro?

Não. Já fiz as contas, eu gasto menos dinheiro. E, no meu caso, ainda vivo menos estressada, porque eu realmente não gosto de trânsito, de motoristas estressados e de gente mal educada dirigindo. Eu gasto menos dinheiro porque eu priorizo transporte público sempre (ou caminhadas ou bicicleta). Se alguém pretende vender o carro para andar de taxi o tempo todo e alugar carro todo final de semana, talvez isso seja bem mais caro. A conta depende do estilo de vida de cada um.

O ponto aqui é que dá para viver sem carro. Ninguém precisa ter um carro como se fosse uma necessidade básica, as pessoas simplesmente escolhem ter carro (e, não, não há nada de errado em escolher ter um carro).

São escolhas. Se alguém tentasse me convencer por A + B que eu gasto o mesmo dinheiro com transporte público, taxi e aluguel de carro, eu ainda assim continuaria sem carro. Porque foi uma escolha.

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A vida muda, e depois melhora

Há pouco tempo estava conversando com uma amiga e ela me disse que achava incrível como a natureza prepara as mulheres para virarem mães. Que no início da gravidez ela sentia muito sono e cansaço e ficou mais caseira, como se o corpo estivesse se preparando para a pausa nas baladas. E que no final da gravidez ela não conseguia mais dormir direito por causa da barriga enorme, como se o corpo estivesse se preparando para as mamadas noturnas e tudo mais.

Quando a gente adota não acontece nada disso, tá?

Eu tava lá trabalhando 14-16 horas por dia e saindo para jantar depois e acordando cedo para malhar e viajando aos finais de semana e meu corpo não mudou nada e eu estava fazendo o que desse na telha. Daí eles chegaram.

Não vou mentir. A vida muda muito com a chegada dos filhos. Tem que mudar. Nenhuma vida sem filhos pode ser igual a uma vida com filhos, as coisas mudam. Os horários, as preocupações, as tarefas domésticas, o sono, as prioridades, tudo muda.

Eu senti muito essa mudança toda. Não só porque adotei e não tive nove meses de preparação física, mas porque minha vida era bem diferente. Coisas que foram chocantes para mim:

  • Rotina. Durante a licença maternidade, ficávamos em casa todos os dias. E todos os dias, incluindo finais de semana e feriados, era aquela mesma coisa: eles acordavam cedo (gente, 6h no sábado, gente), eles tinham que fazer mil refeições todos os dias (não tem essa de almoçar amendoim e depois inventar um almojanta, sabe?), se dormissem tarde ou pulassem o sono da tarde ficavam irritados, e mais uma porção de coisas diárias que eu tinha que seguir. Eu estava acostumada a acordar cada dia em um horário, a voltar para casa cada dia em um horário, a almoçar quando desse fome e por aí vai.
  • Sair do trabalho às 18h. No início, era o máximo que eu podia ficar no escritório para chegar na escola no horário certo e já contei aqui, aqui e aqui como esse processo todo me estressava.
  • Ficar em casa todas as noites. Eu gostava de jantar fora, gostava de ir ao cinema à noite, trabalhava até tarde sem reclamar. Ter que voltar para casa e depois ter que ficar em casa até o dia seguinte foi algo bem difícil.
  • Ter preguiça de sair de casa. Porque eu tinha que levar uma mala com tudo que poderia precisar para cuidar deles, porque eu tinha que levar duas crianças e porque eu não podia relaxar e tirar o olho deles um único minuto. Dava muita preguiça.
  • Ser tirada do trabalho no meio do dia. Não sei por que eu tive a doce ilusão que crianças iam para escola e que mães iam trabalhar normalmente. Em meus sonhos, nenhuma escola me ligaria para nada e eu nunca teria que sair correndo para socorrê-los.
  • Mudar totalmente o lazer: comer fora era diferente, viajar era mais difícil, cinema exigia um planejamento muito maior que comprar ingresso e ir (com quem vão ficar? que horas dá para ir? preciso fazer mala para deixar na vó?), ir a uma festa de casamento parecia impossível.
  • Ter que fazer (aka responsabilidade): parece básico, mas funciona assim: se não der banho, eles não tomam banho. Se não escovar os dentes, eles não escovam sozinhos. Se não trocar a fralda, vaza tudo na roupa. Se não levar no médico, perde o timing das vacinas. Se não fizer comida, morrem de fome. Se não compra roupa nova, eles saem por aí com calças curtas e camisetas baby look. Cara, é muito processo. É muita coisa para fazer.

Mas aí tudo melhorou. Não sei se foi a idade (love you, 4 anos), não sei se foram todas as mudanças que fiz na minha vida para me entender com todas as mudanças que meus filhos trouxeram, não sei se simplesmente entrei no esquema.

Em pouco tempo, estar em casa no final do dia não era uma obrigação, mas, sim, o maior prazer do meu dia e comecei a querer chegar cada vez mais cedo. Eles dormem e eu fico em casa sem nenhuma ansiedade. Durante um tempo eu tinha uma folguista para poder sair no sábado à noite enquanto eles dormiam, mas tem uns seis meses que não a chamo. Simplesmente gosto de estar na minha casa e de ir até o quarto deles caso precisem de alguma coisa. E gosto de passear com eles e de levá-los junto comigo. Escolho filmes e peças infantis e me divirto muito, planejo viagens, levo em festas, frequentamos restaurantes e até levei os dois em eventos da empresa do namorado. Eles fazem parte de mim e damos um jeito de adaptar o programa para crianças. Hoje eu já não sinto mais o “não posso”, “não vai dar”, “vai ser muito difícil”. Pelo contrário, eu acho que posso fazer o que eu quiser de novo.

Minha vida é muito melhor que há 3 anos e meio atrás. A sensação que tenho em relação à minha vida pré-filhos é a mesma que tenho com relação aos meus anos de colégio: morro de saudades de só estudar, dos amigos da época e dos papos que eu tinha na época, das preocupações com as provas e ficantes, das tardes livres, mas não me vejo jamais experimentando essa vida novamente.

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Mas é só de vez em quando

Veio na agenda da escola um comunicado sobre a próxima excursão e lá estava escrito que o almoço das crianças será no McDonalds. Eu achei um horror e minhas colegas-mães se dividiram em dois tipos de opiniões: “também sou contra” e “só de vez em quando não faz mal”.

Sim, só de vez em quando, só essa vezinha não vai matar ninguém. Ninguém vai mudar os hábitos alimentares drasticamente, ninguém vai passar a querer apenas McDonalds todos os dias. É só uma vez no ano. Então, qual o problema com o almoço no McDonalds, Ruri?

Vamos aos conceitos. “Só de vez em quando”, para mim, é aplicado a coisas especiais que não podemos fazer no dia a dia. De vez em quando meus filhos ganham um presente, um brinquedo novo, uma roupa nova. De vez em quando nós vamos viajar. De vez em quando busco os dois na escola logo após o almoço para irmos ao cinema. De vez em quando alugamos um carro e passamos o domingo na praia. De vez em quando tem uma excursão na escola.

Coisa ruim a gente não faz nunca por querer. Ninguém programa uma coisa ruim para ser feita só de vez em quando. Se é ruim, não fazemos. Ah, ok, me coloca numa situação extrema: se eu estivesse num deserto, se os dois estivessem há 12 horas sem comer e se eu soubesse que não teríamos outra comida pelas próximas 5 horas, sim, eu daria um lanche do McDonalds para eles. Repito: coisa ruim a gente não faz por querer: a gente faz sem querer ou em situações extremas.

Na minha opinião, a questão do McDonalds no passeio da escola não é se vai fazer ou não mal para saúde ou para alimentação dos meus filhos. Meu problema está em associar uma coisa ruim (ruim mesmo em vários aspectos: comida de péssima qualidade, venda casada com brinquedos e tudo o mais) com uma coisa bacana e especial como é uma excursão com os amigos da escola. Se vamos fazer uma coisa especial, vamos colocar apenas coisas especiais no pacote. Não vejo motivos para incluir um treco ruim em um dia especial. Não faz o menor sentido associar o McDonalds a todas as coisas legais que a gente só faz de vez em quando. É como se McDonalds fosse tão especial quanto o presente, a viagem, os passeios e a excursão da escola.

Não.

Não pode.

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Cabecinha de ateu

Isaac no elevador bombardeando uma vizinha com 80 perguntas:

– Qual seu nome? Quantos anos você tem? Onde você mora? Onde você foi? Pra onde você vai? O que você vai comer? Você mora com seu marido?

Ela foi respondendo tudo pacientemente, mas ficou um pouco constrangida com essa última pergunta. Acho que não sabia como contar para uma criança de quatro anos. E seguiu pelo “meu marido agora mora com o papai do céu”. E Isaac seguiu, na lata:

– Ah, ele morreu. – e continuou a conversa com outras perguntas.

Ser ateia não significa para mim ser antiteísta. Não tenho nada contra acreditar em Deus ou ter religião e não odeio a figura de Deus. Só acho que Deus é como Papai Noel: inventado. E se Deus não existe, eu simplesmente não fico falando sobre Deus com meus filhos. Quando, por algum motivo, estamos falando sobre a morte, eu falo sobre morte. Ninguém vira estrela, vai morar no céu, vira anjinho ou coisa do tipo. Só morre. Morrer é triste, é definitivo, mas ninguém fica nos esperando do lado de lá.

Aí eu acho fofinho quando vejo que eles estão começando a entender as coisas usando o jeito com que tratamos os assuntos em casa.

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Veggie

Chorei lendo as notícias sobre os porquinhos no Rodoanel.

Fiquei feliz por ser vegetariana. Feliz porque eu não iria consumir a carne desses porquinhos no almoço de domingo.

Fiquei bem triste por causa dos porquinhos.

Quando virei vegetariana, eu já era mãe há uns 8 ou 9 meses, mais ou menos, e meus filhos consumiam carne, frango e peixe em casa e na escola. Foi um desejo meu, por diversas razões que eram só minhas, e só eu parei de consumir carne na família.

Eu não quis insistir em uma alimentação vegetariana na escola por dois motivos. Primeiro, eles já tinham dois anos e já sabiam o que era a “carninha” e o “franguinho”, então achei que eles estranhariam muito se a escola tirasse esses alimentos dos pratos deles enquanto os amiguinhos continuariam comendo as mesmas coisas todos os dias. Não quis que eles achassem que a mamãe e a professora resolveram proibir algo que era normal de uma hora para a outra. Em segundo lugar, porque acho – ainda acho – que se tornar vegetariano é uma decisão pessoal, e fiquei esperando os dois crescerem um pouco mais para falar sobre isso.

Em casa, só tem carne de soja, mas nunca conversamos sobre a diferença entre a carne que vem dos animais e a carne que comemos. Quando visitamos alguém e tem carne animal na refeição, eles comem se quiserem, eu não como, e eles nunca questionaram. Eu achava que devia deixá-los à vontade para perceber que não como carne, que não compramos carne em casa, para perguntar, para formar a opinião deles e, só então, decidir. Sem pressa.

Até hoje.

Hoje fiquei pensando que eles já são capazes de entender que os animais sofrem. Que a carne que comemos muitas vezes vem de um bichinho que não viveu e/ ou não morreu com diginidade e que, portanto, sofreu. Hoje fiquei pensando que já está na hora de, aos pouquinhos, começar a conversar com meus dois mocinhos sobre o assunto e incentivá-los a pensar.

Alguém aí é mamãe vegetariana ou papai vegetariano e quer me dar umas dicas?

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Padrasto

Padrasto é um cara que começou a sair com uma mãe solteira. Ele provavelmente soube que ela era mãe solteira logo nos primeiros encontros, porque mãe solteira é assim: já abre logo o jogo para espantar os possíveis pregos que existem por aí. Esses pregos existem, tá? Já ouvi de amigos meus que é sempre melhor sair com moça sem “pacote”. Direito deles. Então, para uma mãe solteira, é sempre melhor eliminar os pregos logo no início, com todo respeito.

Padrasto é um cara que começou a sair com uma mãe solteira e penou para lidar com os dias em que ela poderia sair. Porque não é sempre que a criança está com pai, avó ou babá, então nem sempre a mãe solteira consegue pôr os pés pra fora de casa. O padrasto é um cara que quis sair com a moça e esperou chegar um dos dias em que ela podia sair.

Teve dias em que ele foi buscar a moça em casa e ela estava toda linda e maquiada pro date. Mas teve dias em que ele chegou e a criança estava por lá e o programa miou. Coisas acontecem: babá furou, o pai mudou o dia, a avó não pôde cuidar. E teve também o dia em que o padrasto chegou para buscar a moça, que estava arrumada e com babá em casa, mas a criança estava com uma dor de ouvido tão grande que os três passaram a noite no pronto-socorro.

Padrasto é um cara que passou a fazer mais dates dentro de casa que fora de casa. É um cara que passou a fazer jantares para a namorada enquanto os pequenos dormiam. E que aprendeu a fazer sexo sem fazer nenhum barulho. E também a ser interrompido sem reclamar caso a criança chamasse, porque filho está sempre em primeiro lugar.

Padrasto é um cara que foi apresentado para a criança e recebeu de volta uma cara feia de “qualéquié”. E aí teve que fazer vários malabarismos para conquistá-la. E depois começou a incluir a criança nos dates: restaurantes com cadeirão, tarde de domingo na praia, parquinho no sábado de manhã, tudo para deixar a namorada feliz e poder passar mais tempo com ela.

Padrasto é um cara que, mesmo sem nenhuma criança por perto na família, se viu um dia discutindo desfralde noturno ou melhores produtos para higiene infantil com os culegas da firma – e ele nem sabia que tinha tanto conhecimento nesses assuntos. E, sem perceber, se viu tão envolvido com a criança quanto com a mãe dela.

Padrasto é um cara que pediu uma mãe solteira em casamento, ou seja, pediu para morar junto com a namorada e com a criança. Ele adotou uma família. Padrasto também é um tipo de papai adotante.

Nós não somos princesas, que precisam necessariamente se casar com um príncipe encantado para serem felizes para sempre. Mas é muito legal quando aparece alguém bacana na nossa vida.

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“Vamos fazer alguma coisa?”

Recebi uma mensagem no uótizapi assim: “você vai estar com as crianças amanhã à noite? vamos fazer alguma coisa?”.

Contexto: essa amiga também é mãe solteira e também fica sem a filha alguns dias, quando ela vai para casa do pai.

Peguei o celular para responder, pensando assim: será que as crianças aguentam um passeio à noite no meio da semana? Será que não vão ficar muito cansadas para acordar cedo no dia seguinte? Será que não é melhor fazer alguma coisa no final de semana ou no meio da tarde? O que será que tem para fazer com crianças numa quarta-feira à noite?

Aí eu ri sozinha, porque reli a mensagem antes de responder e me liguei que ela queria saber se eu estaria livre para fazer alguma coisa de ADULTO no meio da semana. E eu, totalmente envolvida no meu mundo de mãe, pensei imediatamente em parquinhos e cinema dublado. “Vamos fazer alguma coisa?” só poderia ser um playdate. Nem me passou pela cabeça nos primeiros cinco minutos que alguém estaria me chamando para drinks na quarta-feira.

O namorado ficou com tanta pena de mim que cuidou dos pequenos para eu poder me embebedar jantar fora, que eu claramente tava precisando.

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Paris, je t’aime: dicas para férias em Paris com crianças 

Na verdade, eu não escolhi Paris pensando que meus filhos iriam gostar de lá ou que seria um lugar bacana para crianças. Eu não sabia disso. Eu queria muito passar uns dias em Paris, estava com saudade. Paris é a cidade que mais amo nesse mundo, mais linda, mais fofa e eu não ia para lá desde 2008.

A viagem de avião foi bem mais fácil que eu imaginava. Já tínhamos feito um vôo curtinho em janeiro (uns 50 minutos até Curitiba) e eu estava preparada para o caos dessa vez. Mas, tanto na ida quanto na volta, eles foram dois mocinhos: assistiram filmes até o jantar chegar, comeram super bem (e nem pedi comida especial para crianças) e dormiram direto até o café da manhã. Todos os procedimentos de aeroporto são bem chatos, mas eles se saíram bem. Nós nos sentamos nas quatro cadeiras do meio com uma criança em cada ponta, assim dividi com meu marido os cuidados (ajudar com a comida, ir ao banheiro, apoiar a cabeça no colo para dormir etc.).

Nós não ficamos exatamente em Paris, alugamos um apartamento em Levallois-Perret, e tínhamos uma estação de metrô a poucas quadras de casa e estávamos a 2 km do Arc de Triomphe. Ter escolhido alugar um apartamento e não ficar em hotel foi perfeito para viajar com crianças pequenas e ainda saiu bem mais barato. Quando pesquisei hotéis, as opções seriam reservar dois quartos (super caro) ou colocar duas camas extras no quarto de casal, o que me fez imaginar a cama de casal no meio do quarto, duas camas encaixadas uma de cada lado e nenhum espaço para circulação. Alugamos um apartamento com dois quartos, e assim eles iam dormir mais cedo que a gente, como sempre fazemos em São Paulo. Como tínhamos uma cozinha, tomávamos café da manhã com calma, ainda de pijama, sem ter que nos preocupar em não perder o café da manhã do hotel. Depois do café, eu ia tomar banho e me arrumar para sair (porque, sim, demoro muito de manhã para ficar pronta), e os pequenos podiam ficar brincando na sala longe do barulho do secador. Ter um apartamento também facilitou o processo de lavar roupas e nos deixou com um espaço legal para receber amigos para jantar enquanto os pequenos dormiam. Dá um pouco mais de trabalho porque não tem ninguém para arrumar as camas e tirar o lixo, mas nos dividimos bem para manter a casa em ordem nos 15 dias.

Algumas amigas tinham me contado que tiveram dificuldade para colocar as crianças cedo na cama durante o verão na Europa porque escurece muito tarde, mas Isaac e Ruth se acertaram com o fuso e horários em dois dias. Eu expliquei para eles que em Paris seria diferente de São Paulo e que no horário de dormir ainda teria sol e eles se deitaram quase todos os dias entre 20h ou 21h sem nenhuma reclamação, e dormiam até umas 8h no dia seguinte. Passando o dia fora de casa e sem soninho da tarde, chegavam no apartamento acabados.

Tirando o dia em que chegamos e o dia em que saímos, passamos 13 dias inteirinhos em Paris. Eu deixei bem claro para mim mesma que precisava respeitar os limites dos pequenos o tempo para a viagem ser bacana para todos. Então não saía de casa muito cedo e também não voltava muito tarde – a maior parte dos nossos jantares foi uma comidinha caseira no nosso apartamento. Fazíamos paradas para brincar e descansar sempre que percebia que eles estavam começando a reclamar muito e aproveitava todos os banheiros possíveis para não passar apuros com vontades de xixi ou cocô no meio do nada. Na maioria dos dias, programei apenas uma “atração” e deixava o resto do dia livre para almoçar bem devagar e brincar muito. Foi um sucesso.

Sempre amei Paris e passei a amar ainda mais agora que descobri que há um parquinho fofo, limpo e organizado em cada esquina. Assim, conseguimos balancear bem o “turistar” e o “brincar”. Eu não tinha pretensão de entrar em todas as igrejas e museus, mas queria que eles vissem de perto alguns dos monumentos de Paris. Uma coisa que funcionou super bem com eles foi mostrar fotos e contar algumas histórias do que iríamos ver antes de sair de casa. Meu filho tem uma memória visual incrível e conseguia reconhecer na rua tudo o que eu tinha mostrado para ele no iPad. E, não, nada de caminhadas muito puxadas com crianças, melhor sempre pegar um metrô ou ônibus. Mesmo que o tempo caminhando fosse exatamente o mesmo, dividir o percurso em caminhada-metrô-caminhada os deixava menos ansiosos e menos reclamões.

Comer fora com crianças em Paris foi um sucesso, mas vou confessar que nesta viagem fiz uma coisa que nunca tinha deixado fazer antes: liberei meu celular. Instalei uns joguinhos no meu celular e no do meu marido e eles podiam jogar sempre que entrávamos em um restaurante. Não me orgulho, mas os joguinhos nos proporcionaram momentos de paz enquanto olhávamos o cardápio, escolhíamos o vinho e esperávamos a comida chegar.

O que mais gostamos de fazer por lá:

La Tour Eiffel: quis começar pela torre porque era a principal referência que eles tinham da cidade. Assistimos Ratatouille várias vezes juntos e eles sabiam que viriam para Paris para ver e para subir na torre. Fomos de metrô até a estação Iéna para fazer o resto a pé, porque eu queria que eles dobrassem uma esquina e dessem de cara com ela! Foi super fofinho, acho que eles não imaginavam que era tão alta. Isaac falou que estava com muito medo que a torre caísse em cima dele! Subimos até o sommet. Eles curtiram, colaboraram com o passeio, mas foi um pouco cansativo para eles. Tinha muita fila, muita gente e ver Paris do alto não foi tão interessante para os dois. Eles acharam muito legal ter subido até o topo da Torre Eiffel, mas lá em cima não quiseram ficar reconhecendo outros monumentos ou ficar apreciando a cidade. Mas valeu a pena. Todas vezes que viram a torre de novo, lembravam que tinham subido até a pontinha!

Centre Pompidou: visitamos uma das exposições temporárias e os dois andares de coleções permanentes do lugar, no ritmo deles. Combinamos três regras que devem ser seguidas em todos os museus (não falar alto, não mexer em nada e ficar sempre perto de mim) e deixei que eles olhassem à vontade, parassem para ver as coisas que achavam mais legais e passassem mais rápido pelas coisas que achassem menos interessantes. Foi gostoso. Sentamos na frente de algumas obras para olhar com mais calma, conversamos sobre as esculturas, tomamos um lanche no restaurante do museu e no final eles foram olhar a Galerie des Enfants, onde havia uma instalação que poderia ser observada e experimentada pelas crianças.

Cité des Enfants: na cité de la science et de l’industrie há um espaço onde as crianças podem interagir livremente com os experimentos. Foi bem legal, porque eles podiam mexer em tudo. Não aproveitaram tanto a parte “ciência” da coisa, mas passaram um tempão brincando em um espaço que reproduzia um canteiro de obras.

Muséum National d’Histoire Naturelle: quando saímos do Pompidou, Isaac me disse que achava que sempre tinha esqueletos de dinossauros em museus e me perguntou se não tinha nenhum museu com dinossauros em Paris. Visitamos las galeries d’anatomie comparée et de paléontologie e eles adoraram! Depois passamos um bom tempo no Jardin des Plantes, que tem parquinho e um mini zoo.

Musée Picasso, musée Rodin, musée du quai Branly e l’Orangerie: esses museus não são tão grandes (Picasso foi um pouco mais puxadinho para eles), e deu certinho no “tempo de concentração” dos dois, antes de começarem a ficar ansiosos pela próxima atividade. No Rodin, como a maioria das obras estavam no jardim, não ter que ficar no pé deles para não correr, não gritar ou não mexer em nada também deixou o passeio mais agradável.

Chateau de Versailles: tentei contar um pouco sobre a história de Versailles para eles, mas o que eles registraram foi: “estamos indo visitar o castelo da princesa Maria Antonieta, que ganhou um castelo pequeno do rei, e que depois fez uma coisa feia de adulto e cortaram a cabeça dela fora”. Chegamos lá umas 10h30 e a fila estava assustadora. Tínhamos comprados os ingressos pela internet uns dias ontem, mas mesmo assim precisaríamos ficar em uma fila por cerca de 2 horas para entrar, no sol. Fila + sol + crianças = corre dali. E foi o que fizemos. Fizemos o passeio ao contrário. Começamos pelos jardins, almoçamos em um restaurante italiano super fofo e visitamos o Petit Trianon (o tal do castelo pequeno que Maria Antonieta ganhou do rei) e o Grand Trianon. Só bem no finalzinho da tarde voltamos para o castelo e não pegamos fila para a visita. Mesmo assim, ainda tinha muita gente lá dentro e não olhamos tudo. Eles queriam ver os quartos e o salão de baile, e logo depois fomos embora.

Sacre Coeur: minha lembrança da Sacre Coeur eram escadas e mais escadas pelo bairro até chegar na frente da igreja e subir mais escadas ainda. Acho que desta vez acertei a estação de metrô mais próxima (Anvers, anotem). Achei que ia precisar do funiculaire para chegar até lá em cima, mas eles aguentaram a subida. Na verdade (e de novo ponto para Paris), vimos um parquinho logo que chegamos na praça e combinamos que eles poderiam brincar lá depois que voltássemos da visita. Acho que isso deu um gás nos dois: eles subiram animados, visitamos o interior da igreja e descemos correndo para mais uma meia horinha de parquinho no dia.

Jardin du Luxembourg: tem um parquinho imeeeeeenso e acho que ficamos lá umas 2 ou 3 horas, eles se acabaram. Foi o único parquinho que pagamos para entrar (acho que 2,50 por adulto e 1,20 por criança).

Jardin d’Acclimatation: Fica no Bois de Bologne e fomos lá um dia para um picnic e parquinho. A entrada é paga e o lugar é lindo, cheio de famílias com crianças pequenas.

O que não foi tão legal ou não recomendo:

Musée en Herbe: o museu tem exposições adaptadas para crianças e visitamos uma exposição do Tintin. Eles aproveitaram pouco porque não conheciam o personagem, e achei o espaço de exposição muito pequeno, sem nenhum charme. As oficinas eram muito caras e ficamos pouco tempo lá.

Jardin du Palais Royal: não tem parquinho. Além de correr, a única coisa que eles poderiam ter feito lá era brincar em um tanque de areia, que fica num canto sem árvores. Estava fazendo uns 35 graus esse dia e eu não deixei os dois ficarem embaixo daquele sol todo.

Louvre: resolvi não visitar o Louvre com os dois nesta viagem. A verdade é que nas últimas duas vezes em que estive em Paris reservei um dia inteirinho para o Louvre e não estava com vontade de ver nada por lá desta vez. É grande demais e tem muita coisa diferente uma da outra lá dentro (e muita coisa chata também) e achei que eles não iriam aproveitar a visita direito. Deixei para uma próxima vez e só passeamos por fora para ver as pirâmides, o Arc de Triomphe du Carrousel e o jardin des Tuileries.

Notre Dame: tinha uma fila imensa cortando a praça para visitar o interior da Notre Dame e passei reto. Sem filas embaixo de sol com crianças, peloamor. Sentamos um pouco na frente da igreja para olhar a arquitetura e depois ficamos um pouco em um parquinho que tem exatamente ao lado (Paris, já te disse quanto te amo?).

Disneyland Paris e Walt Disney Studios Park: Deixa eu falar sobre Disney. Uma viagem para Orlando nunca esteve nos planos nesta encarnação, e eu nunca considerei levá-los para Disney. Mas já que a gente ia para Paris e já que tem dois parques da Disney por lá, achei que poderia ser legal e comprei ingressos para três dias no parque. Eles já assistiram algumas animações da Disney, conhecem bem alguns personagens e as princesas e toda criança gosta de parque de diversões. Mano. De tudo que fizemos em Paris, Disney foi a parte mais difícil e acabamos usando apenas dois dos três ingressos, sem nenhum arrependimento da minha parte. Era muita fila. Vinte minutos de fila com os dois esperando ansiosamente para girar 45 segundos em um brinquedo era tortura. Só que “20 minutos” era uma fila curta e quase sem ninguém, em geral a gente tinha que esperar muito mais. Depois da primeira tortura fila, eu conversei com os dois sobre o tempo de espera e sobre o quanto é chato mesmo esperar. Eles sempre prometiam que seriam pacientes, mas terminavam me fazendo resmungar coisas do tipo “parem de reclamar peloamordedeus antes que eu resolva sair dessa fila e não voltar nunca mais aqui”. Nem todas as atrações, principalmente as atrações para crianças pequenas, têm o Fast Pass, então tínhamos que encarar as filas. Fizemos coisas legais, claro. Eles amaram o show da Frozen e a parada no final da tarde e chegamos em atrações bem divertidas sempre que vencíamos uma fila. No primeiro dia, saímos do parque às 19h e, no segundo, pus a galerinha do trem às 17h. Eu estava morta. Sério, gente, não sei como vocês aguentam ficar de 7 a 10 dias seguidos indo em parques de diversões. Vocês são loucos.

Saldo

Eu achava que uma viagem assim só ia rolar quando eles tivessem uns 10 anos e que até lá eu teria que me conformar com praias e hotéis fazendas. Mas não. Foi demais. No fundo eu acho que crianças sempre vão curtir férias com a família, não importa onde estejam. Foi tão tão tão bom, que já estou super animada para nossa próxima aventura e já decidi que nunca mais vou perder uma exposição por medo de eles não se comportarem.

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